terça-feira, 18 de dezembro de 2018

EIXO VIII DO PEAD/ UFRGS

Hoje eu gostaria de refletir sobre a questão abaixo... 

Segundo a coordenação do Pead, as alunas que não realizaram o estágio em 2018/2, bem como, não cursaram o Seminário Integrador VIII, serão obrigadas a construir uma síntese reflexiva e posteriormente apresentar o whorkshop eixo VIII.

Me causou estranheza essa decisão. Estranheza por que?

Ao longo do curso, a construção de uma síntese reflexiva, era consequência de experiências e aprendizagens construídas ao longo de cada eixo do curso. As postagens no Blog pessoal, evidenciavam essas aprendizagens e serviam de suporte para a construção da síntese e do workhop de aprendizagens.

Pois bem, o que reflito aqui, é justamente sobre o fato de não ter cursado o eixo VIII, portanto, não aconteceram experiências e tão pouco reflexões que possam embasar a construção de uma síntese reflexiva!!Não cursei o Seminário Integrador, não realizei postagens reflexivas e nem tive acesso ao pbworks, visto que optei por realizar meu estágio em 2019/1. Tive motivos e argumentei sobre eles, junto à coordenação. Os motivos foram aceitos.
É evidente que, o que vai fundamentar reflexões nesse último eixo do Pead, é justamente o estágio curricular, com as vivências e reflexões, resultando assim, numa construção de síntese rica em aprendizagens e experiências.
Esses argumentos não foram suficientes, pois a coordenação do curso definiu que mesmo sem o estágio e mesmo sem ter cursado o Seminário Integrador, deve acontecer uma síntese reflexiva, baseada na interdisciplina eletiva cursada. ELETIVA, não obrigatória nesse semestre.

Pois bem, a síntese será produzida, o whorkshop será apresentado, porém eu continuarei sem entender o propósito. Sendo o mais objetiva possível, não existe a possibilidade de uma síntese onde a MOTIVAÇÃO seria a mola propulsora, e eu particularmente, necessito da motivação pra construir aprendizagens, incluindo-se aí, a produção de uma síntese reflexiva.
Nesse caso particular, farei o que está sendo exigido, mas não posso me obrigar à construção de uma síntese recheada de alegria em escrever, pois não hove VIVÊNCIA PEDAGÓGICA. Apenas vou cumprir o que está sendo exigido.

Com tudo isso, fica uma dúvida...

No eixo IX será cobrada a síntese e o whorkshop novamente??
Nesse caso, as estágiarias do eixo VIII também terão a obrigação de participar? Acredito na igualdade de direitos e deveres. E o curso só fortaleceu isso em mim. Portanto, não deve haver incoerências.

Resultado de imagem para Pensamentos de Paulo Freire


sábado, 15 de dezembro de 2018

ELETIVA /MATEMÁTICA DE ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

ESPAÇO E FORMA NAS SÉRIES INICIAIS


Na interdisciplina eletiva de Matemática e Anos Iniciais do Ensino Fundamental, uma questão importante e que tem me feito refletir à cerca de como trabalhar conceitos de Espaço e Forma com as crianças dos anos iniciais. A questão do ensino de Geometria, muitas vezes relegado a segundo plano, tendo em vista que nos anos iniciais, o que se vê, sobretudo no ensino público, é uma tendência a um ensino de Matemática, centrado nas quatro operações matemáticas.

Importante uma reflexão no quanto a geometria está presente na vida de todos nós, e principalmente no quanto a geometria auxilia as crianças a entender melhor outros conceitos matemáticos que posteriormente a criança vai se deparar. Nesse sentido, a eletiva me ajudou a compreender que os estudos de Geometria devem fazer parte dos meus planejamentos, levando para dentro do espaço da sala de aula, vivências e aprendizagens que evidenciem esse conceito para as crianças.

Sobre isso, a leitura e estudo do texto Espaço, Forma e Criança, de Célia Pires, disponibilizado na interdisciplina eletiva de Matemática, trouxe as contribuições das teorias piagetianas, relativas à estruturação espacial da criança. Piaget afirma que essa estruturação se inicia  pela constituição do próprio corpo da criança. A criança usa o próprio corpo para se orientar, tomando consciência de movimentos e deslocamentos.
Nessa etapa, desenvolver atividades que envolvam as crianças, no sentido de desenvolver a coordenação espacial, tendo o seu corpo como referência e ao mesmo tempo o espaço ao redor. A criança vai desenvolvendo noções elementares de geometria como, direção, distância, deslocamento, ângulos, formas. Nesse sentido a criança vai construindo o pensamento geométrico.

Abaixo trânscrevo uma das atividades propostas por mim, para trabalhar o conceito de espaço e deslocamento com as crianças:


Primeiro abordaria o assunto, perguntando aos alunos, como são calculadas as medidas, se conhecem a fita métrica, ou outros objetos usados para fazer medidas de área e de comprimento.Após ouvir e participar da conversa sobre o assunto, eu proporia uma atividade para compararmos a extensão da sala de aula, usando as partes do corpo, como as pernas, os palmos por exemplo. Alguns alunos, escolhidos por eles mesmos( podem realizar essa atividade em pequenos grupos), calculariam ao tamanho da sala de lado a lado, contando passos largos. Depois usando os palmos das mãos fariam o mesmo processo. Registrando os resultados (quantos passos, quantos palmos). Após essa atividade, faríamos comparações, observando as diferenças nos resultados.Primeiro abordaria o assunto, perguntando aos alunos, como são calculadas as medidas, se conhecem a fita métrica, ou outros objetos usados para fazer medidas de área e de comprimento.Após ouvir e participar da conversa sobre o assunto, eu proporia uma atividade para compararmos a extensão da sala de aula, usando as partes do corpo, como as pernas, os palmos por exemplo. Alguns alunos, escolhidos por eles mesmos( podem realizar essa atividade em pequenos grupos), calculariam ao tamanho da sala de lado a lado, contando passos largos. Depois usando os palmos das mãos fariam o mesmo processo. Registrando os resultados (quantos passos, quantos palmos). Após essa atividade, faríamos comparações, observando as diferenças nos resultados.

Na próxima postagem, abordarei outros aspectos importantes sobre esse assunto!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

REFLETINDO SOBRE PLANEJAMENTO

Pensando e refletindo sobre planejar o ato pedagógico, para que os objetivos didático- pedagógicos sejam de fato alcançados, temos de levar em consideração aspectos teóricos importantes que irão possibilitar uma prática mais eficiente e com resultados promissores na sala de aula.

Resgatando aprendizagens de eixos anteriores, que cursei no Pead, me deparei com um vídeo específico que fala sobre o ato pedagógico de planejar. O vídeo Planejamento Tim por Tim 2, a pedagoga Marilia Costa Dias, traz reflexões bem esclarecedoras sobre o assunto.

Uma das questões de se pensar e considerar quando se fala em planejamento, diz respeito a considerar os conhecimentos prévios dos alunos. Quando se pensa em objetivos, ou no que se espera que os alunos aprendam, sempre deve ser considera o que o aluno já traz de conhecimento. O aluno não é tábula rasa, e portanto, ele possui conhecimentoe esse conhecimento serve de base para a construção dos novos conhecimentos. É um processo particular de cada um e que precisa ser considerado sempre!

Aqui, preciso fazer um resgate de quando estava em sala de aula, antes de me aposentar, a cerca de dois anos. Hoje ao refletir sobre o ato de planejar, visualizo claramente, na minha prática de ensino- aprendizagem, dois momentos bem significativos e a posterior modificação da minha práxis.
Antes do Pead e a partir do Pead. O ato de planejar era ato mecânico, sem muita reflexão e focado nos conteúdos formais. Os conhecimentos prévios dos alunos não eram muito considerados, e sim o que eles absorveriam dos conhecimentos transmitidos. Aos poucos, ao longo do curso, meu ato de planejar foi se transformando. Ouvir os alunos passou a ser uma constante em sala de aula. propor atividades integradoras, em que os alunos de fato compartilhavam pensamentos e sugestões, passou a fazer parte das atividades que eu planejava. Acredito que o ato de refletir sobre o que ensinar e como ensinar tomaram lugar comum, onde já não era mais possível uma práxis onde o centro era a figura docente, e sim uma práxis onde educador e educandos exerciam o protagonismo do processo ensino- aprendizagem!


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

MATEMÁTICA DE ENSINO FUNDAMENTAL/ ELETIVA 2018

No eixo 8do curso de Licenciatura em pedagogia, estou cursando uma eletiva obrigatória, Matemática no Ensino Fundamental I.

Nas semanas 1 e 2 os estudos focaram em conteúdos importantes, e que na maioria das vezes tive dificuldade em traças estratégias de ensino, bem com elaborar atividades que envolvessem meus alunos nesses conteúdos. ESPAÇO E FORMA, muitas vezes confundem muito as crianças dos anos iniciais. A questão de trabalhar nos pequenos, o conceito de direção e localização no espaço só fará sentido e ajudará a criança a construir conceitos, se a criança tiver a oportunidade de vivenciar situações de representação espacial, de posição e deslocamento, dimensão, explicitando sua experiências em atividades dentro do contexto escolar e no ambiente sala de aula.

Segundo Piaget, a capacidade que a criança adquire, de deslocar-se mentalmente e de perceber o espaço de diferentes pontos de vista, são condições necessárias a coordenação espacial e nesse processo, está a origem das noçoes de direção, sentido, distância, ângulo e muitas outras essenciais à construção do pensamento geométrico.
 Nesse sentido, compreendo que os estudos da eletiva de Matemática trazem uma luz à cerca de estratégias para oportunizar aos alunos experiências de ensino- aprendizagem, capazes de propiciar a construção de aprendizagens bastante significativas.

Já na semana 2, a eletiva propiciou leituras e vídeo sobre o conceito de ÁREA. Como nossas crianças entendem isso?
O texto "O metro quadrado na medida certa", a autora Célia Maria Ribeiro Baptista, ensina a calcular áreas e a fazer estimativas de uma maneira lúdica e eficiente, que envolva as crianças nesse processo de construção e entendimento do conceito de medir a si próprio e ao mundo que as cerca, para que possam resolver problemas do seu dia a dia. Atividades que passam pela experimentação e elaboração de hipóteses, levando as crianças a desenvolver a capacidade crítica, introduzindo o conceito de medidas de superfície, dando significado ao que se ensina e aprende, caracterizando o processo ensino- aprendizagem, como um processo de construtivismo.


Semana 3 chegou, disponibilizando leituras e trocas compartilhadas no fórum de experiências de aprendizagens, sobre OBJETOS SÓLIDOS e suas PLANIFICAÇÔES, oportunizando um olhar atento para LINGUAGEM BIDIMENSIONAL( altura e largura) E TRIDIMENSIONAL(altura, largura e profundidade). Ideias para trabalhar esses conceitos com os alunos, auxiliando-os a diferenciar bidimensional e tridimensional, bem como opções de trabalhar com objetos digitais, como a "Fábrica de Cubos" (já na semana 4 da eletiva), onde o aluno terá a oportunidade de experienciar a construção digital de objetos bidimensionais e tridimensional, sempre respeitando o grau de dificuldade de cada um.

Estamos entrando na semana 5 da eletiva, e novas aprendizagens chegando, sempre com o objetivo de "trazer uma luz" ao processo e à praxis docente, e consequentemente aos estudos de Matemática com os pequenos!




quarta-feira, 26 de setembro de 2018

UMA DECISÃO FRUSTRANTE, PORÉM NECESSÁRIA

Decidir pela não realização do meu estágio, foi uma decisão bem pensada, mas nem por isso menos frustrante. Eu me esforcei muito pra chegar até aqui! Sim! Bem sei o quanto foi difícil, lá no início do curso, administrar as demandas de 40 hs de sala de aula, vida pessoal e familiar, mais as atividades virtuais do curso e as aulas presenciais. Por vezes eu pensei em desistir da graduação. E não foram poucas não! Mas lá no fundo eu sempre tinha um argumento pra continuar. Me entristecia a ideia de abandonar um curso que eu tanto desejava realizar!E então eu prosseguia.
Mesmo quando já estava adiantada vários semestres, mesmo assim, houve um momento em que eu dava como certa a desistência. Foi quando eu tinha sido assaltada, um assalto bastante agressivo(não que algum assalto não seja agressivo), mas o que eu sofri mexeu muito comigo! Uma arma apontada e a minha vida nas mãos de um criminoso. Não tem quam não fique mexida. Lembro que naquele momento em especial, eu sentia muito medo e fiquei muitas semanas em casa, com medo até de ir à esquina, tamanho o trauma da violência!

Felizmente, como tudo na vida, isso foi melhorando, e o sentimento de buscar as coisas que são importantes pra mim, falou mais alto. Retornei ao Pead, às aulas presenciais, e prossegui. Então hoje, quando penso no estágio, na minha decisão de adiá-lo, claro que me dói!! Eu enfrentei meus medos pra prosseguir no curso. E mandei muito bem! Hoje, olhando meu histórico sinto orgulho dessa caminhada. O histórico é apenas um papel, porém papéis fazem parte do nosso contexto burocrático, e nesse caso, serve pra dar visibilidade a um caminho percorrido com êxito.

Decidi adiar o estágio. O motivo principal, sem dúvida, foi a situação de não ter retorno financeiro. Ok! O estágio é critério pra receber meu diploma (outro papel), mas nesse momento eu decidi que não posso arcar com todos os gastos que o estágio demanda. Desde deslocamento, até xerox, folhas, materiais, etc. A escola em que eu iría estagiar está totalmente sucateada! Até o telefone estava cortado, a internet cortada. Então eu tería que arcar com as demandas disso. Por outro lado, talvez se tivesse tido a oportunidade de estagiar em escola de primeiro mundo (existe alguma escola do estado nesses moldes por aqui?), talvez não tivesse desistido...
Teria acesso  às ferramentas essenciais por exemplo, pra poder desenvolver um projeto de aprendizagem com meus alunos! essa e outras maravilhas certariam estariam disponíveis na escola dos sonhos!Mas não era pra mim!

Pretendo realizar esse estágio no ano que vem, quem chgegou até aqui não desisti mais.Estágio na minha turma e TCC, com previsão de conclusão da graduação, em dezembro de 2019.

O QUE ESSA VIVÊNCIA, ME POSSIBILITOU APRENDER?

Muito!! Sobretudo sobre as pessoas, os contextos e a minha força e determinação!
O que me marcou bastante, foi perceber que muitas vezes, os discursos são inclusivos, bonitos e democráticos, porém mera ilusão. Na prática a história é outra!!
Se há uma coisa que me orgulho, e muito, é da minha transparência e do quanto o meu discurso se revela na minha prática!! Vivemos e pregamos a todo instante a igualdade de oportunidades (passei quatro anos escutando isso), a inclusão, o acolhimento, o ser justo,... Felizmente esses conceitos pra mim, não existem só no papel, eu realmente faço deles sentimentos que tento vivenciar em qualquer contexto.


Agora é aguardar e me fortalecer! Muitas coisas boas me esperam lá adiante, com certeza!

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

PLANEJAMENTO DIDÁTICO PEDAGÓGICO

A construção do Planejamento Didático Pedagógico é um momento essencial para o processo do estágio. Momento de refletir sobre as demandas que o estágio traz e que envolvem desde a observação do contexto da instituição ´e do perfil e características da turma em que vou estagiar, até a organização semanal para a produção dos planejamentos semanais e diários, as reflexões no Diário de Bordo do Pbworks e do Blog, e todos os registros necessários a cumprir.
A construção do Planejamento das nove semanas de prática, requer muito foco e principalmente muita sensibilidade, pois cada ação vai gerar uma reação. Cada proposta de atividade carrega um sentido, um objetivo, que traz o propósito de desencadear um processo de busca e construção de aprendizagens nos alunos.
O estágio é uma experiência desafiadora, mesmo pra uma professora que já vivenciou o dia a dia em sala de aula, com as mais diversas situações, com as mais diversas turmas, com os mais diversos contextos. O novo sempre vai fazer parte desse processo. E o estágio se apresenta exatamente como uma oportunidade de viver e reviver minha práxis, mas agora com um novo olhar, uma nova perspectiva. Do Empirismo ao Construtivismo talvez. Vou deixar que o tempo mostre!!


"Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção" (FREIRE)

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

NATIVOS DIGITAIS

Segundo Amiel (2012), as crianças e jovens contemporâreos, são os "nativos digitais", a geração que nasceu, cresceu e está crescendo em meio aos avanços da tecnologia, tendo acesso as ferramentas digitais.
Não podemos fechar os olhos para essa realidade. A escola tradicional perdeu seu encanto.
Cada vez mais, o uso de tecnologias dentro da escola é fator preponderante. Os desafios a enfrentar para que os recursos tecnológicos venham a fazer parte do dia a dia nas práticas de ensino- aprendizagem são enormes.
Segundo Paulo Freire, a escola deve estar à altura do seu tempo, e para tal não é preciso "soterrá-la, sepultá-la, mas... refazê-la".
Não se trata de excluir ou ignorar tudo o que foi construído até aqui, mas refletir naquilo que nunca vai deixar de ser relevante, como o respeito, a ética, os valores.
As tecnologias vem pra agregar, aprimorar, facilitar o processo educacional e aquisição de conhecimentos.
Não é uma questão isolada, que deva ser pensada apenas pelo educador, isolado da equipe, ou da comunidade. O pensar coletivamente, traçando estratégias de maneira a que as crianças e os jovens tenham experiências positivas com os recursos digitais disponíveis. Direcionar o trabalho dentro da escola, dentro do ambiente de aprendizagem, de maneira a que as ferramentas digitais e toda a sorte de tecnologia disponível, possa ser apoio na construção de aprendizagens.
O caminho é longo, mas possível!Um novo olhar é imprescindível! 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

INICIANDO O EIXO VIII DO PEAD

Ontem, 20 de agosto de 2018, iniciou o oitavo semestre do Pead. Já iniciando com muitas expectativas, em função do estágio que se aproxima. Tivemos a oportunidade de ouvir alguns professores e tutores que irão nos acompanhar nessa caminhada.
Refletindo sobre tudo que ouvi, uma fala em especial me fez pensar...

O estágio é a oportunidade de repensar e aplicar tudo o que foi aprendido durante o curso, sempre refletindo nas novas práticas, buscando promover um ambiente frutífero de aprendizagens. Porém, isso não significa excluir as vivências passadas como educadora. Absolutamente não é por aí!
Desconstruir tudo o que não foi construtivo, como práticas ultrapassadas e cristalizadas que em nada acrescentaram, esse é o fator que se deve repensar. Mas o que foi bom, o que gerou avanços, o que permitiu trocas, afetos e construções positivas, isso deve permanecer. A caminhada até aqui, teve coisas boas e também nem tão boas, mas mesmo com as coisas nem tão boas pode-se aprender!
No mais, espero particularmente, desconstruir minhas práticas, as velhas práticas, tirando de minha experiência como educadora, o que foi produtivo, o que nunca sai de cena, como o respeito, o interesse, o entendimento com todos, na medida do possível, pois é dever de educadores conscientes, preparar o ambiente, pra que se torne frutífero, que todos se sintam bem e que possam compartilhar aprendizagens.
Realizarei meu estágio, na escola em que trabalhava quando me aposentei, no final de 2016. Escola Estadual de Ensino Fundamental Açorianos, com uma turma de quinto ano, onde há muita defasagem de idades e segundo o que me foi passado pela direção, uma turma com dificuldades de aprendizagem. Certamente os desafios não serão poucos, mas estou em processo de construção e desafios são bem vindos!!

terça-feira, 12 de junho de 2018

REFLETINDO SOBRE A QUESTÃO DA AVALIAÇÃO

N a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, tive a oportunidade de pensar e refletir na questão da avaliação como processo de inclusão, bem diferente daquela avaliação tradicional, em que o aluno era reduzido a um número, geralmente de zero a dez, que tinha como objetivo definir se o aluno sabia ou não sabia a matéria transmitida pelo professor.

Abaixo transcrevo minha reflexão no fórum da interdisciplina de Didática...


Re: Reflexão sobre avaliação
por DENISE DOS SANTOS PRADES - sábado, 9 Jun 2018, 18:02
Penso que o educador deve refletir muito sobre a questão do ato de avaliar seu aluno! Resgatando o verdadeiro objetivo da avaliação, como processo contínuo e com vistas a inclusão. Uma avaliação que contemple cada aluno com seus reais avanços, mínimos que sejam, mas nem por isso menos significativos.
O que acontece geralmente, nos contextos escolares, é uma avaliação classificatória, autoritária e excludente. As particularidades e progressos pessoais de cada aluno, muitas vezes não são considerados, pois a avaliação se resume a notas de provas, como se o aluno fosse resumido a um número de zero a dez, tendo como parâmetro, o aluno nota dez. 
Essa é uma avaliação injusta e fora de propósito. O aluno deve ser parâmetro dele mesmo. O pequeno aprendizado do dia a dia, a busca, o interesse, a pergunta... 
Os progressos evidenciados no dia a dia dentro da escola, da sala de aula, do universo desse aluno, esses progressos, essas novas posturas que vão dando significado as aprendizagens desse aluno, isso é o que deve ser levado em consideração no ato de avaliar, caracterizando-se assim, uma avaliação democrática e emancipatória.
Penso que esse é um dos grandes desafios dos educadores. Repensar a maneira como tem avaliado seus alunos, buscando transformar a avaliação num ato justo e atento.
Não tenho como não fazer uma breve reflexão, sobre como conduzi a questão da avaliação ao longo dos anos em que atuei como professora de anos iniciais na rede pública.É como se houvesse uma  linha separando o ANTES e o DEPOIS do Pead.Eu tratava a questão da avaliação de uma maneira bastante rígida e porque não dizer injusta. Falo injusta no sentido de que o ato de avaliar era um ato de classificar o bom aluno, aquele que aprende, aquele que tira altas notas nas provas, e o mau aluno, o que tem dificuldade de aprender, o que só tira nota baixa e por aí vai. Hoje vejo o ABSURDO disso.
A verdadeira avaliação está muito longe do que descrevi acima e que fazia parte do meu contexto. Faz um ano e pouco que não estou dando aula, e esse tempo tem me permitido repensar, refletir sobre minha prática como educadora. As leituras e os estudos proporcionados pelo curso de Pedagogia, sem dúvida que tem transformado meu pensamento e minha visão sobre avaliação.
Antes de deixar as salas de aula, eu já mostrava mudanças nessa questão de avaliar, não dando ênfase a provas, e sim considerando cada pequeno  dos meus alunos em sala de aula, e o mais importante, o interesse de cada aluno, em querer saber, em aprender.
Resultado de imagem para ver imagens de pensamentos de Paulo Freire sobre a avaliação


terça-feira, 5 de junho de 2018

TEORIA DE HENRY WALLON

Nos estudos da interdisciplina Linguagem e Educação, a leitura do texto "Contribuições de Henry Wallon à relação cognição e afetividade na educação", e principalmente a visualização do vídeo "A teoria do desenvolvimento de Henry Wallon", propiciaram reflexões e aprendizados bastante significativos.

A importância do fator emoção, no processo de desenvolvimento do ser humano, e sua consequente influência no processo educativo, certamente evidencia uma visão mais humanista e inclusiva da educação de crianças e jovens.

Segundo Wallon, o afeto influencia as relações e os processos de aprendizagem, , sendo um desafio para educadores, escolas e pais.
Cabe aqui uma pergunta...
Que ser humano queremos formar?
Quais as prioridades?
Quais as habilidades e competências devem permear o processo de ensino- aprendizagem?


As crianças e os jovens do século XXI, precisam e merecem uma educação mais humanista e menos exclusória.
Nesse sentido, as contribuições de Wallon nos trazem ricas informações e conceitos a refletir nas mudanças necessárias nesse contexto competitivo e individualista em que vivemos.

Wallon define os estágios de desenvolvimento como estágios geradores de evolução. onde cada estágio é alavanca para o próximo e traz junto para cada novo estágio, novas habilidades.
Estágio impulsivo- emocional, estágio sensório- motor e projetivo, estágio do personalismo, estágio categorial, estágio da adolescência. Todos são absolutamente importantes e mola propulsora de novas aquisições a nível cognitivo, afetivo e motor.
Esses est´gios nunca se acabam, pois o ser humano aprende sempre, por toda a vida. Segundo Wallon, o processo dialético de desenvolvimento nunca se encerra.

Fica a relexão na possibilidade de direcionar o processo educacional, tendo como prioridade a questão da relevância das emoções no ser humano e no quanto o afeto influencia as relações e processos de aprendizagem.

terça-feira, 29 de maio de 2018

REINVENTANDO...

Hoje quero registar aqui, uma reflexão bem importante, sobre minha prática ensino-aprendizagem, muito mais sobre minha consciência de educadora.
A cerca de alguns dias atrás, num momento de lazer, num show que fui assistir, encontrei um colega da escola em que trabalhei antes de me aposentar.Fazia um bom tempo que não o via.
Conversa vai, conversa vem, ele comentou que estava em determinada escola, trabalhando 40 horas em sala de aula, com alunos de séries finais do ensino fundamental. No discurso quase que generalizado de muitos professores, senão da maioria que conheço.
Falou do estresse, do saláriuo,da saúde mental,do desencanto...
Lá pelas tantas, eu comentei que estava aguardando pegar um contrato de 20 horas no estado...
A reação foi imediata!

"Não faça isso, tá louca?? Voltar a trabalhar com aluno? Deus me livre! Vai fazer outra coisa guria!"

Minha resposta pra ele foi...

" Eu gosto de trabalhar em sala de aula com aluno. Tenho saudades do dia a dia na escola. E 20 horas vai ser tudo de bom, pois além de fazer o que gosto, ainda terei tempo pra mim!"

Mesmo com meus argumentos, não adiantou...
Ele não captou...
Me respondeu:
'TE REINVENTA""

Saí daquela conversa refletindo sobre o quanto faz diferença o gostar da profissão. Tá na alma, e não tô dramatizando não. Falo inclusive pela minha vivência no chão da escola pública!
Nem toda a professora tem alma de professora. Tem que gostar! Gostar de aluno, gostar de sala de aula, gostar de ensino-aprendizagem...Gosta, gostar,gostar...
Isso não se aprende. Isso se aprimora. Mas a essência vem impregnada na alma do educador.

E falando sobre REINVENTAR...

Esse tempo que estou afastado da escola, e com todas as aprendizagens construídas ao longo do Pead, já posso prever, que ao retornar as salas de aula, estarei me reinventando como professora. Me REINVENTANDO nas minhas práticas, metodologia, nos meus conceitos, nas minhas crenças.

 




terça-feira, 22 de maio de 2018

PRÁTICAS SIGNIFICATIVAS NA EJA

Segundo Paulo Freire, "em lugar de professor, com tradições fortemente "doadoras", o coordenador de debates. Em lugar de aula discursiva, o diálogo.Em lugar de aluno, com tradições passivas, participante do grupo".

Penso, que a afirmação de Paulo Freire, explicita bem, como deve ser a metodologia de ensino- aprendizagem, seja em EJA, seja em qualquer nível de ensino.
Uma metodologia, que valorize a reflexão, a busca, o compartilhamento de informações, e principalmente, as vivências dos educandos.
O aluno como o sujeito ativo da aprendizagem e não como mero receptor de informações.
O professor, como mediador do processo de aprendizagem, e não como o transmissor de conteúdos.
Um ensino baseado no diálogo e na participação de todos os sujeitos envolvidos na construção das aprendizagens, e não um ensino meramente formal, de verdades absolutas que não permitem questionamentos.


Importante se pensar na EJA, como um grupo de pessoas que carregam seus saberes construídos ao longo de suas vidas. Saberes diversos, saberes significativos, saberes que podem e devem ser levados pra dentro da sala de aula, e compartilhados entre os pares. No sentido de fortalecimento e ressignificação que vai gerar transformações e novos conhecimentos.
Na EJA, há que trabalhar a construção da leitura e escrita, como processo integrado com os saberes de cada um, construídos na leitura de mundo de cada sujeito. Nesse quesito, é importante partir dos temas geradores, temas de interesse dos educandos, temas que signifiquem e identifiquem cultura desses sujeitos.

As limitações e desafios na EJA, são inúmeros. Esses educandos por si só, já são vitoriosos. Enfrentam suas dificuldades diárias ( alimentação, emprego, saúde, habitação,...), e se dispõe a estar em sala de aula, buscando a leitura e escrita. Mas acredito que o maior desafio deles, seja superar o preconceito de uma sociedade excludente. E se apropriar de um sentimento de auto- estima, que os poderá levar a superação.

terça-feira, 15 de maio de 2018

REFLETINDO SOBRE MINHA PRÁTICA...

Minha postagem hoje, é uma relexão sobre a minha vivência como educadora de anos iniciais. Especificamente, na relação com os modelos pedagógicos e epistemológicos que sempre caracterizaram minha ação docente.

Nas aulas presenciais de Didática, Planejamento e Avaliação, assim como nas leituras disponibilizadas no moodle da interdisciplina, tenho percebido sempre uma certa crítica aos modelos tradicionais de ensino- aprendizagem. Acredito que toda a crítica é bem vinda, no sentido de refletir e redirecionar as práticas docentes, de maneira a contemplar um ensino mais significativo e mais democrático. No texto de Fernando Becker, "Modelos Pedagógicos e Epistemológicos", tomamos ciência da dinâmica do Construtivismo, na Pedagogia Relacional. E no quanto esse modelo pedagógico pode ressignificar nossas práticas em sala de aula. Práticas que empoderem o aluno, que tirem o aluno da passividade, do marasmo, do conformismo. E provoquem nesse aluno, o desafio da busca, da construção de aprendizagens. Processo esse, que envolve interação, cooperação, organização e principalmente curiosidade.

Refletindo sobre meus anos de docência...

No início da minha trajetória no contexto da educação em anos iniciais, admito que meu modelo era totalmente Empirista. Mas com o tempo fui refletindo, sozinha, alguma coisa me levava a repensar esse modelo. Então aos poucos fui admitindo novas possibilidades, atividades menos expositivas, que admitissem a participação dos alunos. Comecei a trabalhar em grupos, mas o Empirismo ainda tinha papel preponderante na minha prática. Cada vez mais mesclado com um Construtivismo misturado com Empirismo, mais ou menos isso...


O tempo passou...

Veio o Pead...

As coisas mudaram...

Novas reflexões...
Novas posturas...

E hoje?

Como seria a professora Denise em sala de aula?

Menos Empirista, mais Construtivista?Ou um pouco de cada?

Penso que o Construtivismo tem uma dinâmica motivacional maravilhosa.
Mas penso também, que não abandonarei totalmente o Empirismo. Não no sentido de achar que o professor sabe tudo e o aluno não sabe nada. Essa fase eu já superei, ainda bem!!!
Falo, no sentido de estabelecer limites, de estar presente no processo de ensino- aprendizagem, mediando, orientando, organizando.
Criança também necessita de limites. E muitas vezes esses limites são confundidos e criticados.
Não podemos confundir espontaneidade e interação, conm bagunça e desrespeito.


Todo o processo ensino- aprendizagem com crianças deve partir do respeito, de estabelecer regras de convivência, que eu chamo de combinações, e acredito que esses critérios são admitidos tanto no modelo empirista quanto no modelo construtivista.

Em relação às atividades, penso que mesmo focando em trabalho com projetos ou centro de interesse, é possível mesclar atividades, como exercícios, e porque não, eventualmente uma cópia de um texto interessante que posteriormente será debatido com o grande grupo?
É sobre essa crítica radical que me refiro. E questiono. Não concordo  com algumas afirmações ou críticas radicais. Falo por experiência, não por teoria.

Para concluir, eu acredito que todo o modelo pedagógico tem prós e contras.
Mas isso é assunto para a próxima  postagem.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

INOVAÇOES PEDAGÓGICAS E TECNOLÓGICAS

Nos estudos e leituras da interdisciplina Tecnologas da Educação, o tópico desta semana são as inovações pedagógicas e tecnológicas. Como proposta de atividade, , deveria ser feito um relato de experiência pedagógica inovadora envolvendo o uso de tecnologias, para a aprendizagem e socialização.
Transcrevo abaixo o meu relato, baseado numa proposta pedagógica desenvolvida na Escola Estadual de Ensino Fundamental Açorianos, localizada na Vila Jardim, em Porto Alegre.



TAREFA/TÓPICO 2/CONTINUAÇÃO
Relato de experiência de proposta pedagógica inovadora envolvendo o uso de tecnologias para a promoção das aprendizagens e/ou socialização.
- O quê e como foi realizado?
- Quais tecnologias foram utilizadas?
- Quais os resultados dessa experiência?

A proposta pedagógica relatada abaixo, foi realizada com as turmas de oitavo e nono ano do ensino fundamental, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Açorianos, situada no bairro Vila Jardim.
Foi desenvolvido um projeto chamado “Saúde em primeiro lugar”, tendo como eixo norteador do projeto, as doenças sexualmente transmissíveis. Esse projeto foi desenvolvido em parceria com o posto de saúde, localizado dentro da comunidade da Vila Jardim, ao lado da escola.
O projeto foi interdisciplinar, envolvendo as disciplinas de Ciências, Educação Física, Artes, Língua Portuguesa, e surgiu da necessidade que os alunos tinham, de conhecer mais sobre sintomas, evolução e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, bem como maneiras de evitá-las.
Num primeiro momento, as turmas de oitavo e nono ano, foram reunidas na sala de projeção, juntamente com as professoras das disciplinas citadas que participaram do projeto. Esse foi o momento de coletar as perguntas, dúvidas e questionamentos que os adolescentes gostariam de aprofundar em relação ao tema do projeto.
Em seguida, os adolescentes e professoras, assistiram um pequeno vídeo https://www.youtube.com/watch?v=OkQ5yu2r0b4, onde há vários depoimentos de pessoas e suas dúvidas em relação ao assunto.
Após assistirem ao vídeo, os alunos se dividiram em pequenos grupos para debater sobre o vídeo, e partir para a elaboração das ações que julgavam importantes nesse momento de aprofundamento sobre as DST. As professoras mediaram o trabalho dos grupos, intervindo quando solicitadas.
No momento posterior ao trabalho dos grupos, cada grupo escolheu um representante para compartilhar com o grande grupo suas sugestões.
1)      Ficaram estabelecidas as seguintes estratégias de ação:
Cada grupo se disponibilizou a pesquisar em sites de fontes  confiáveis, sobre determinada doença sexualmente transmissível (Sífiles,Gonorréia, Aids, Herpes genital, Hpv).
2)      Compartilhamento de informações pesquisadas, com o grande grupo.
3)      Buscar a parceria do posto de saúde, no sentido de palestras e oficinas sobre as DST (palestra médico clínico geral sobre os sintomas e tratamentos das DST, seminário com psicólogo, realização de oficina com a equipe de enfermagem, tendo como foco, o uso de preservativos nas relações sexuais e a higiene correta).
4)      Confecção de cartazes em sala de aula, sobre DST e Prevenção.
5)      Produção de relatório individualmente (momento de reflexão individual).
6)      Realização do Seminário de aprendizagens (nessa atividade de conclusão, os alunos explicitaram suas aprendizagens e relacionavam o que aprenderam com o que já sabiam ou tinham visto ou ouvido sobre o assunto. Também puderam trocar novas informações com todos os envolvidos no trabalho. Psicólogas do posto participaram desse momento.)

As tecnologias digitais utilizadas foram, retroprojetor, notebook, computadores, celular.

Os resultados dessa experiência, ficaram bem explícitos no Seminário de Aprendizagens, onde os adolescentes expressaram suas dúvidas, medos, e puderam compartilhar o que aprenderam com seus pares e com professoras e equipe multidisciplinar do posto de saúde, A parceria com o posto de saúde, as estratégias de pesquisa decididas coletivamente, e a interdisciplinaridade, caracterizam uma proposta de  inovação. Nessa proposta fica evidente, o quanto é fundamental o trabalho em equipe, o trabalho interdisciplinar, e principalmente a atitude de curiosidade e busca de aprendizagens. O assunto foi extremamente interessante aos alunos, e isso alavancou o trabalho desenvolvido.



Gostaria de deixar registrado, o quanto a leitura do texto de Eliane Schlemmer, TDs e as interações, trouxeram informações bem importantes sobre a questão do uso das tecnologias no contexto escolar e a relação com a construção de aprendizagens significativas.
A importância da interdisciplinaridade, o compartilhamento de informações, a busca cooperativa entre todos os sujeitos envolvidos na proposta pedagógica, e a internalização das aprendizagens construídas.
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quarta-feira, 2 de maio de 2018

CENTROS DE INTERESSE/ DECROLY



As leituras, aprendizagens e atividades propostas na interdisciplina de Didática , Planejamento e Avaliação, tem sido muito significativas para mim.
Especificamente a unidade 2, referente a  O que é planejar, e Planejamento, propostas de trabalho integrado.
Conhecer as propostas pedagógicas dos estudiosos da Escola Nova e elaborar uma proposta pedagógica  a partir do Centro de Interesse de Decroly, me remeteu de volta a sala de aula (estou afastada, aposentada a um ano e meio), e renovou em mim a vontade de retornar as salas de aula com os pequenos.


Segundo Decroly, "a criança tem espírito de observação, basta não matá-lo".
E é exatamente esse pensamento que define a essência de se desenvolver uma proposta pedagógica a partir de Centros de Interesse da criança. Nesse tipo de trabalho, a criança é que vai  conduzir o próprio aprendizado. A participação, iniciativa e criatividade da criança vai conduzir a busca da construção das aprendizagens. O trabalho em grupos é valorizado, pois possibilita as trocas entre os pares. Os Centros de Interesse possibilitam situações de integração com o meio, partindo de dados, fatos e situações concretas e reais da vida da criança.
Para o educando, os Centros de Interesse permitem a observação do aluno, e uma avaliação integral e contínua de seu desenvolvimento.

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

EJA/ CONCEITO E FUNÇÕES


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A  interdisciplina EJA no |Brasil, tem propiciado conhecer um pouco mais da história da educação de jovens e adultos no Brasil, especificamente na reflexão sobre os sujeitos da EJA, suas características, necessidades e anseios.
A leitura do parecer CEB 11/2000, o parecer de Jamil Cury- Diretrizes Curriculares Nacionais da EJA, estabelece fundamentos e funções da EJA.
"A EJA é uma categoria organizacional constante da estrutura da organização nacional, com finalidades e funções específicas".

A EJA tem funções Reparadora, Equalizadora e Permanente.

A Função Reparadora da EJA estabelece a restauração de um direito negado, proporcionando uma igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano. A garantia de uma dignidade a que todos tem direito, e essa dignidade vem do direito a educação, seja em que tempo for.

A Função Equalizadora da EJA garante o resgate do processo não só de alfabetizaçãp, mas também de inserção nos processos de ensino- aprendizagem a que tem direito todo o cidadão. E é esse processo que vai direcionar o exercício pleno da cidadania aos sujeitos, que por diversos motivos, tiveram uma interrupção em seus estudos.

A Função Permanente da EJA vai garantir que o processo de ensino - aprendizagem resgate o direito essencial de todo o cidadão de se desenvolver, se apropriar e construir conhecimento ao longo de toda a sua vida, tendo respeitado sua diversidade.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

ESTUDE DO TEXTO DE RAYS (2000)

Na atividade de Didática e Planejamento, enfoque temático 2/ O que é planejar?, após os estudos e reflexões do texto de Rays (2000), Planejamento de Ensino: Um ato Político- Pedagógico, elaborei um quadro com as ideias principais, a "degustação", e a relação com a minha prática cotidiana. Os aspectos a serem abordados, dizem respeito aos cinco momentos essenciais para refletir, ao  elaborar um planejamento ensino- aprendizagem. posto abaixo o meu quadro:



A partir do texto do Rays (2000), complete a tabela abaixo:

MOMENTOS
PRINCIPAIS IDÉIAS
DEGUSTAÇÃO
RELAÇÃO COM A PRÁTICA
  1. “Escola e realidade social”




O contexto social do educando é essencial e alavanca para o planejamento.
Planejamento é ato pedagógico e político, e tem como subsídios, a realidade dos educandos.
Educador tem na prática pedagógica, uma atitude política.
Conhecer o contexto, e adequar o currículo problematização de conteúdos.
  1. “Retrato sociocultural do educando”



Realidade do educando vai direcionar o planejamento.
O mundo social e cultural do educando é valorizado.
Educador e educando engajados, aprendendo e ensinando.
O aluno não é tábula rasa.
Pressuposto epistemológico do construtivismo.
  1. “Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”


A aprendizagem deve contemplar três aspectos importantes: assimilação, elaboração e recriação do saber.
Ressignificação de saberes.
Dar relevância aos acontecimentos histórico sociais vivenciados pela sociedade, sem perder de vista os conhecimentos já construídos pelo educando.
  1. “Procedimentos de ensino-aprendizagem”



Participação dos educandos no planejamento, construir .redes de aprendizagem,valorizar a tríade pensar/repensar/agir.
Conexões para vivenciar a tríade pensar/repensar/agir( reflexões e busca)
Ouvir mais os educandos, desenvolver projetos que envolvam os sujeitos da aprendizagem. 

  1. “Avaliação da aprendizagem”



O verdadeiro significado de avaliar, está em desmistificar a ideia e ação de avaliação,  e  construir uma avaliação baseada na cultura da aprendizagem concreta e progressiva.
Avaliação inclusiva e empoderadora..
Olhar atento e diferenciado a cada educando, no sentido de que cada um tem seu “tempo”, portanto todos podem aprender e progredir. É absolutamente injusto usar parâmetros classificatórios.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

QUALIFICAÇÃO DA ESCRITA ACADÊMICA

Na interdisciplina Seminário Integrador, eixo VII, tópico 3, a atividade contemplará a escrita de um texto avaliativo, e produzido individualmente na aula presencial do próximo dia 16/04/18.
Para realizar a escrita do texto, fez-se necessário o resgate de quatro textos que foram trabalhados ao longo de eixos anteriores do Pead.
São eles: Modelos Pedagógicos, modelos epistemológicos, de Fernando Becker, Escolas Democráticas, utopia ou realidade, de Rosanei Tostoi, O construtivismo e sua ação educacional, de Lino de Macedo, e Maquinaria escolar, de Julia Varela e Fernando Alvarez.
Realizei as leituras de cada um dos textos e registrei as ideias principais de cada um desses textos.
O texto de Fernando Becker é rico em informações a respeito das diferentes formas de representar o processo ensino- aprendizagem e a sala de aula.
O texto de Lino de Macedo esclarece as diferenças entre o modelo pedagógico do construtivismo e do não construtivismo, explicitando as caracteristicas de uma sala de aula construtivista, do professor construtivista e da dinâmica desta epistemologia.
 O texto de Rosanei Tostoi traz informações sobre a dinâmica das escolas democráticas, citando o exemplo da Escola da Ponte, em Portugal e sua pedagogia libertária, livre das relações autoritárias tão presentes na pedagogia tradicional.
E o texto de Julia Varela e Fernando Alvarez, traça o histórico da educação ao longo dos séculos, desvendando conceitos e crenças, atitudes e ações, que foram definindo os rumos da educação, com características um tanto cristalizadas e excludentes que se percebe até hoje na sociedade contemporânea.

terça-feira, 3 de abril de 2018

MAPA CONCEITUAL

A primeira tarefa a distância da interdisciplina Linguagem e Educação, me possibilitou resgatar uma aprendizagem bastante interessante...
A construção de um Mapa Conceitual. Aprendizagem esta, que foi construída lá nos eixos anteriores, quando do trabalho sobre aprendizagens de projetos, no Seminário Integrador, e posteriormente, o desenvolvimento de um projeto, na interdisciplina Projetos Pedagógicos.
Encontrei inúmeras dificuldades quando me deparei com Mapa Conceitual...
mas com esforço e interação com as colegas e equipe do curso, o processo de aprendizagem foi fluindo...
Hoje, quando me deparei com a atividade de construção de um mapa conceitual, resgatei o que aprendi, fui ao blog pesquisar o que já havia aprendido, e decidi construir meu mapa conceitual sobre as teorias de aquisição da linguagem, no word.
Busquei ajuda num tutorial para resgatar a maneira de fazer uso dessa ferramenta no word.
Foi bem bacana, bem produtivo esse momento.
Hoje, sem dúvida, o caminho fica mais simples. O fato de já ter vivenciado essa aprendizagem de trabalhar com mapa conceitual, se somou ao meu aprendizado de hoje com o tutorial .
E penso que é assim que se processam as aprendizagens.
Não somos "tábula rasa". Temos experiências, vivências, ideias, que são assimiladas ao longo da vida, não importa a idade que se tenha. E essa bagagem sempre estará presente, propiciando, no momento de processar novas aprendizagens, propiciando uma desacomodação e uma nova assimilação.

quarta-feira, 28 de março de 2018

TECNOLOGIAS DA EDUCAÇÃO

Nesse eixo VII, foi disponibilizada a interdisciplina Educação e Tecnologias da informação e comunicação.
Já de imediato, com as primeiras leituras, fiquei surpresa com algumas descobertas!
Tinha como certa, a ideia de que tecnologia era sinônimo de ferramentas digitais.
Descobri, que não é bem assim!! Os simples materiais como lápis, caderno, livros, quadro e giz, são considerados tecnologias também!! Será que é isso mesmo?? Tenho muitas dúvidas a respeito do assunto.
Nos anos setenta, essas eram as únicas tecnologias apropriadas aos estudos e aprendizagens, que eram disponibilizadas na escola. Conforme os anos passaram, novas e diferentes tecnologias foram surgindo e a escola foi adaptando-se a elas. É isso mesmo??
Uma das tarefas que a interdisciplina solicitou, foi o preenchimento de uma planilha Excell, que registrasse a linha de tempo das tecnologias, ao longo da minha trajetória escolar. Foi a primeira vez que fiz uma planilha Excell. Incrível como se aprende todos os dias. É só querer aprender!!
Achei um pouco chato preencher a planilha, mas um aprendizado e tanto!!
Acredito que aprenderei muito com essa interdisciplina!!

quarta-feira, 21 de março de 2018

DIDÁTICA E PLANEJAMENTO...BOAS REFLEXÕES

A iniciação a Didática, me possibilitou resgatar os estudos e leituras a respeito dos modelos epistemológicos que direcionam a pedagogia. Pude refletir, fazendo um breve retrospecto da minha vivência como educadora ao longo dos anos.
A leitura do texto de Fernando Becker, "Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos", resgatou essas informações a respeito dos modelos de prática ensino-aprendizagem,, e despertou em mim novamente, a vontade de estar em sala de aula, exercendo a minha profissão.

No início, logo que ingressei no Magistério, o Empirismo direcionava minha prática. Sem experiência nenhuma, meu medo era de não conseguir ter o "controle da turma". Eu exercia uma pedagogia diretiva, exatamente igual ao tempo em que eu ingressei na escola primária.

Isso já faz tempo, logo que fui nomeada  para o Magistério estadual! Minha sala nunca tinha menos do que 30 alunos. Eu adorava! Aliás, sempre gostei muito! Mesmo com as caracteri´sticas epistemológicas do Empirismo, ainda assim eu adorava estar em sala de aula! Mas lembro que passei por momentos em que na sala de aula, enquanto as crianças copiavam a matéria, eu me pegava sentindo uma pontinha de melancolia e pensava..."não vou conseguir continuar nessa mesmice"..., ou então vinham pensamentos do tipo..."que rotina sem graça, sem alegria"...
E então, como que por encanto, eu criava atividades diferentes, pra fazer as crianças se agitarem um pouco, falarem, se alegrarem!


Hoje eu sei o que era isso!!
Era um grito lá de dentro, me dizendo, "acorda", "muda", "reflete"!!
E assim foi...
Aos poucos eu consegui modificar minha prática, e fui adquirindo algumas características da pedagogia construtivista, como a disposição das carteiras em grupos, a criação das regras de convivência colaborativamente, o ouvir mais os alunos, a flexibilização de ordens e regras, etc.

E a pouco tempo, com a chegada do Pead, tive a oportunidade de estudar, de conhecer mais sobre as práticas educativas mais saudáveis e promissoras! Eu sempre digo, que pena que o Pead não veio antes! Me aposentei a um ano, tinha os 25 anos de sala de aula, entrou a questão das mudanças que poderiam me prejudicar, em relação a tempo para se aposentar.
Tenho sentido muita vontade de retornar a sala de aula. E estou buscando isso. 

quarta-feira, 14 de março de 2018

TEORIAS DE AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

A aula presencial da interdisciplina Linguagem e Educação, possibilitou a discussão e reflexão, a respeito de como a criança constrói a linguagem. Em pequenos grupos, tivemos a oportunidade de trocar com os pares, nossas experiências pessoais, com filhos, sobrinhos, bem como nossa experiência junto as crianças pequenas, no caso, principalmente as que trabalham com os bem pequenos, e como as crianças vão desenvolvendo a aquisição da linguagem.
Observação, imitação, convívio, estimulos, são mecanismos importantes, que a criança se apropria na construção da linguagem.
Existem diversas teorias e estudos sobre o assunto da aquisição da linguagem pelas crianças.
Segundo Skynner, a imitação é um mecanismo importante na aquisição da linguagem pelas crianças. Havendo um estímulo do adulto, há uma resposta da criança no esforço de imitar e reproduzir os sons, as sílabas,as palavras. essa é uma teoria behaviorista.
A teoria de Chomski confronta com a de Skynner, pois segundo Chomski, a criança já nasce com as condições de aprender linguas, e embora o meio importe, a capacidade é inata. Essa é a teoria inatista.
Já a teoria interacionista, de Vigotsky, a aquisição da linguagem se dá pela interação com o meio.
Importante refletir sobre a complexidade dessas questões, pois a questão possibilita perspectivas a cerca do assunto, mas não estabelece verdades absolutas e ceticistas.
Sem dúvida a interdisciplina traz aprendizagens muito interessantes, aprendizagens pautadas em estudos e experiências no campo da aquisição da linguagem pelas crianças. Como cada criança constrói sua linguagem, a riqueza de seu vocabulário, que vai se expandindo e dando sentido a tudo que a rodeia.

quarta-feira, 7 de março de 2018

PRIMEIRA AULA PRESENCIAL DO EIXO VII

Retomando minhas reflexões aqui no blog, acho importante refletir sobre o que foi visto e falado na primeira aula presencial do eixo VII.
Já vislumbro momentos de grandes aprendizagens com o estágio que se aproxima no segundo semestre, bem como, as ricas reflexões no momento da escrita do meu TCC.
Muito oportuna visualização do curta "Escolas Democráticas". Esse adjetivo caracteriza, ou deveria caracterizar, uma escola  aberta a novas possibilidades e com o objetivo de acolher a diversidade.
No video que assistimos na aula presencial do dia 5 de março de 2018, vemos que não é exatamente assim que acontece. No papel essas escolas existem,mas no cotidiano escolar e mais precisamente dentro da sala de aula, as coisas são um pouco diferentes, senão totalmente diferentes.
Uma pedagogia em que o agente da aprendizagem é pura e simplismente o professor. Alunos com o dever de absorver tudo o que o professor transmite, sem liberdade de expressão, sem oportunidade de expor, de questionar, de refletir sobre sua aprendizagem e sobre seu contexto.
O filme explicita muito bem, uma rigidez pedagógica, onde a aprendizagem é definida como "transmissão de conteúdos" pelo professor, sem nenhuma interação com os alunos.

A aula do Seminário Integrador eixo VII, foi bastante reflexiva , pois não importa o tempo que se tem de Magistério, qualquer tempo pode ser tempo de mudança para melhor!