segunda-feira, 1 de outubro de 2018

MATEMÁTICA DE ENSINO FUNDAMENTAL/ ELETIVA 2018

No eixo 8do curso de Licenciatura em pedagogia, estou cursando uma eletiva obrigatória, Matemática no Ensino Fundamental I.

Nas semanas 1 e 2 os estudos focaram em conteúdos importantes, e que na maioria das vezes tive dificuldade em traças estratégias de ensino, bem com elaborar atividades que envolvessem meus alunos nesses conteúdos. ESPAÇO E FORMA, muitas vezes confundem muito as crianças dos anos iniciais. A questão de trabalhar nos pequenos, o conceito de direção e localização no espaço só fará sentido e ajudará a criança a construir conceitos, se a criança tiver a oportunidade de vivenciar situações de representação espacial, de posição e deslocamento, dimensão, explicitando sua experiências em atividades dentro do contexto escolar e no ambiente sala de aula.

Segundo Piaget, a capacidade que a criança adquire, de deslocar-se mentalmente e de perceber o espaço de diferentes pontos de vista, são condições necessárias a coordenação espacial e nesse processo, está a origem das noçoes de direção, sentido, distância, ângulo e muitas outras essenciais à construção do pensamento geométrico.
 Nesse sentido, compreendo que os estudos da eletiva de Matemática trazem uma luz à cerca de estratégias para oportunizar aos alunos experiências de ensino- aprendizagem, capazes de propiciar a construção de aprendizagens bastante significativas.

Já na semana 2, a eletiva propiciou leituras e vídeo sobre o conceito de ÁREA. Como nossas crianças entendem isso?
O texto "O metro quadrado na medida certa", a autora Célia Maria Ribeiro Baptista, ensina a calcular áreas e a fazer estimativas de uma maneira lúdica e eficiente, que envolva as crianças nesse processo de construção e entendimento do conceito de medir a si próprio e ao mundo que as cerca, para que possam resolver problemas do seu dia a dia. Atividades que passam pela experimentação e elaboração de hipóteses, levando as crianças a desenvolver a capacidade crítica, introduzindo o conceito de medidas de superfície, dando significado ao que se ensina e aprende, caracterizando o processo ensino- aprendizagem, como um processo de construtivismo.


Semana 3 chegou, disponibilizando leituras e trocas compartilhadas no fórum de experiências de aprendizagens, sobre OBJETOS SÓLIDOS e suas PLANIFICAÇÔES, oportunizando um olhar atento para LINGUAGEM BIDIMENSIONAL( altura e largura) E TRIDIMENSIONAL(altura, largura e profundidade). Ideias para trabalhar esses conceitos com os alunos, auxiliando-os a diferenciar bidimensional e tridimensional, bem como opções de trabalhar com objetos digitais, como a "Fábrica de Cubos" (já na semana 4 da eletiva), onde o aluno terá a oportunidade de experienciar a construção digital de objetos bidimensionais e tridimensional, sempre respeitando o grau de dificuldade de cada um.

Estamos entrando na semana 5 da eletiva, e novas aprendizagens chegando, sempre com o objetivo de "trazer uma luz" ao processo e à praxis docente, e consequentemente aos estudos de Matemática com os pequenos!




quarta-feira, 26 de setembro de 2018

UMA DECISÃO FRUSTRANTE, PORÉM NECESSÁRIA

Decidir pela não realização do meu estágio, foi uma decisão bem pensada, mas nem por isso menos frustrante. Eu me esforcei muito pra chegar até aqui! Sim! Bem sei o quanto foi difícil, lá no início do curso, administrar as demandas de 40 hs de sala de aula, vida pessoal e familiar, mais as atividades virtuais do curso e as aulas presenciais. Por vezes eu pensei em desistir da graduação. E não foram poucas não! Mas lá no fundo eu sempre tinha um argumento pra continuar. Me entristecia a ideia de abandonar um curso que eu tanto desejava realizar!E então eu prosseguia.
Mesmo quando já estava adiantada vários semestres, mesmo assim, houve um momento em que eu dava como certa a desistência. Foi quando eu tinha sido assaltada, um assalto bastante agressivo(não que algum assalto não seja agressivo), mas o que eu sofri mexeu muito comigo! Uma arma apontada e a minha vida nas mãos de um criminoso. Não tem quam não fique mexida. Lembro que naquele momento em especial, eu sentia muito medo e fiquei muitas semanas em casa, com medo até de ir à esquina, tamanho o trauma da violência!

Felizmente, como tudo na vida, isso foi melhorando, e o sentimento de buscar as coisas que são importantes pra mim, falou mais alto. Retornei ao Pead, às aulas presenciais, e prossegui. Então hoje, quando penso no estágio, na minha decisão de adiá-lo, claro que me dói!! Eu enfrentei meus medos pra prosseguir no curso. E mandei muito bem! Hoje, olhando meu histórico sinto orgulho dessa caminhada. O histórico é apenas um papel, porém papéis fazem parte do nosso contexto burocrático, e nesse caso, serve pra dar visibilidade a um caminho percorrido com êxito.

Decidi adiar o estágio. O motivo principal, sem dúvida, foi a situação de não ter retorno financeiro. Ok! O estágio é critério pra receber meu diploma (outro papel), mas nesse momento eu decidi que não posso arcar com todos os gastos que o estágio demanda. Desde deslocamento, até xerox, folhas, materiais, etc. A escola em que eu iría estagiar está totalmente sucateada! Até o telefone estava cortado, a internet cortada. Então eu tería que arcar com as demandas disso. Por outro lado, talvez se tivesse tido a oportunidade de estagiar em escola de primeiro mundo (existe alguma escola do estado nesses moldes por aqui?), talvez não tivesse desistido...
Teria acesso  às ferramentas essenciais por exemplo, pra poder desenvolver um projeto de aprendizagem com meus alunos! essa e outras maravilhas certariam estariam disponíveis na escola dos sonhos!Mas não era pra mim!

Pretendo realizar esse estágio no ano que vem, quem chgegou até aqui não desisti mais.Estágio na minha turma e TCC, com previsão de conclusão da graduação, em dezembro de 2019.

O QUE ESSA VIVÊNCIA, ME POSSIBILITOU APRENDER?

Muito!! Sobretudo sobre as pessoas, os contextos e a minha força e determinação!
O que me marcou bastante, foi perceber que muitas vezes, os discursos são inclusivos, bonitos e democráticos, porém mera ilusão. Na prática a história é outra!!
Se há uma coisa que me orgulho, e muito, é da minha transparência e do quanto o meu discurso se revela na minha prática!! Vivemos e pregamos a todo instante a igualdade de oportunidades (passei quatro anos escutando isso), a inclusão, o acolhimento, o ser justo,... Felizmente esses conceitos pra mim, não existem só no papel, eu realmente faço deles sentimentos que tento vivenciar em qualquer contexto.


Agora é aguardar e me fortalecer! Muitas coisas boas me esperam lá adiante, com certeza!

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

PLANEJAMENTO DIDÁTICO PEDAGÓGICO

A construção do Planejamento Didático Pedagógico é um momento essencial para o processo do estágio. Momento de refletir sobre as demandas que o estágio traz e que envolvem desde a observação do contexto da instituição ´e do perfil e características da turma em que vou estagiar, até a organização semanal para a produção dos planejamentos semanais e diários, as reflexões no Diário de Bordo do Pbworks e do Blog, e todos os registros necessários a cumprir.
A construção do Planejamento das nove semanas de prática, requer muito foco e principalmente muita sensibilidade, pois cada ação vai gerar uma reação. Cada proposta de atividade carrega um sentido, um objetivo, que traz o propósito de desencadear um processo de busca e construção de aprendizagens nos alunos.
O estágio é uma experiência desafiadora, mesmo pra uma professora que já vivenciou o dia a dia em sala de aula, com as mais diversas situações, com as mais diversas turmas, com os mais diversos contextos. O novo sempre vai fazer parte desse processo. E o estágio se apresenta exatamente como uma oportunidade de viver e reviver minha práxis, mas agora com um novo olhar, uma nova perspectiva. Do Empirismo ao Construtivismo talvez. Vou deixar que o tempo mostre!!


"Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção" (FREIRE)

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

NATIVOS DIGITAIS

Segundo Amiel (2012), as crianças e jovens contemporâreos, são os "nativos digitais", a geração que nasceu, cresceu e está crescendo em meio aos avanços da tecnologia, tendo acesso as ferramentas digitais.
Não podemos fechar os olhos para essa realidade. A escola tradicional perdeu seu encanto.
Cada vez mais, o uso de tecnologias dentro da escola é fator preponderante. Os desafios a enfrentar para que os recursos tecnológicos venham a fazer parte do dia a dia nas práticas de ensino- aprendizagem são enormes.
Segundo Paulo Freire, a escola deve estar à altura do seu tempo, e para tal não é preciso "soterrá-la, sepultá-la, mas... refazê-la".
Não se trata de excluir ou ignorar tudo o que foi construído até aqui, mas refletir naquilo que nunca vai deixar de ser relevante, como o respeito, a ética, os valores.
As tecnologias vem pra agregar, aprimorar, facilitar o processo educacional e aquisição de conhecimentos.
Não é uma questão isolada, que deva ser pensada apenas pelo educador, isolado da equipe, ou da comunidade. O pensar coletivamente, traçando estratégias de maneira a que as crianças e os jovens tenham experiências positivas com os recursos digitais disponíveis. Direcionar o trabalho dentro da escola, dentro do ambiente de aprendizagem, de maneira a que as ferramentas digitais e toda a sorte de tecnologia disponível, possa ser apoio na construção de aprendizagens.
O caminho é longo, mas possível!Um novo olhar é imprescindível! 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

INICIANDO O EIXO VIII DO PEAD

Ontem, 20 de agosto de 2018, iniciou o oitavo semestre do Pead. Já iniciando com muitas expectativas, em função do estágio que se aproxima. Tivemos a oportunidade de ouvir alguns professores e tutores que irão nos acompanhar nessa caminhada.
Refletindo sobre tudo que ouvi, uma fala em especial me fez pensar...

O estágio é a oportunidade de repensar e aplicar tudo o que foi aprendido durante o curso, sempre refletindo nas novas práticas, buscando promover um ambiente frutífero de aprendizagens. Porém, isso não significa excluir as vivências passadas como educadora. Absolutamente não é por aí!
Desconstruir tudo o que não foi construtivo, como práticas ultrapassadas e cristalizadas que em nada acrescentaram, esse é o fator que se deve repensar. Mas o que foi bom, o que gerou avanços, o que permitiu trocas, afetos e construções positivas, isso deve permanecer. A caminhada até aqui, teve coisas boas e também nem tão boas, mas mesmo com as coisas nem tão boas pode-se aprender!
No mais, espero particularmente, desconstruir minhas práticas, as velhas práticas, tirando de minha experiência como educadora, o que foi produtivo, o que nunca sai de cena, como o respeito, o interesse, o entendimento com todos, na medida do possível, pois é dever de educadores conscientes, preparar o ambiente, pra que se torne frutífero, que todos se sintam bem e que possam compartilhar aprendizagens.
Realizarei meu estágio, na escola em que trabalhava quando me aposentei, no final de 2016. Escola Estadual de Ensino Fundamental Açorianos, com uma turma de quinto ano, onde há muita defasagem de idades e segundo o que me foi passado pela direção, uma turma com dificuldades de aprendizagem. Certamente os desafios não serão poucos, mas estou em processo de construção e desafios são bem vindos!!

terça-feira, 12 de junho de 2018

REFLETINDO SOBRE A QUESTÃO DA AVALIAÇÃO

N a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, tive a oportunidade de pensar e refletir na questão da avaliação como processo de inclusão, bem diferente daquela avaliação tradicional, em que o aluno era reduzido a um número, geralmente de zero a dez, que tinha como objetivo definir se o aluno sabia ou não sabia a matéria transmitida pelo professor.

Abaixo transcrevo minha reflexão no fórum da interdisciplina de Didática...


Re: Reflexão sobre avaliação
por DENISE DOS SANTOS PRADES - sábado, 9 Jun 2018, 18:02
Penso que o educador deve refletir muito sobre a questão do ato de avaliar seu aluno! Resgatando o verdadeiro objetivo da avaliação, como processo contínuo e com vistas a inclusão. Uma avaliação que contemple cada aluno com seus reais avanços, mínimos que sejam, mas nem por isso menos significativos.
O que acontece geralmente, nos contextos escolares, é uma avaliação classificatória, autoritária e excludente. As particularidades e progressos pessoais de cada aluno, muitas vezes não são considerados, pois a avaliação se resume a notas de provas, como se o aluno fosse resumido a um número de zero a dez, tendo como parâmetro, o aluno nota dez. 
Essa é uma avaliação injusta e fora de propósito. O aluno deve ser parâmetro dele mesmo. O pequeno aprendizado do dia a dia, a busca, o interesse, a pergunta... 
Os progressos evidenciados no dia a dia dentro da escola, da sala de aula, do universo desse aluno, esses progressos, essas novas posturas que vão dando significado as aprendizagens desse aluno, isso é o que deve ser levado em consideração no ato de avaliar, caracterizando-se assim, uma avaliação democrática e emancipatória.
Penso que esse é um dos grandes desafios dos educadores. Repensar a maneira como tem avaliado seus alunos, buscando transformar a avaliação num ato justo e atento.
Não tenho como não fazer uma breve reflexão, sobre como conduzi a questão da avaliação ao longo dos anos em que atuei como professora de anos iniciais na rede pública.É como se houvesse uma  linha separando o ANTES e o DEPOIS do Pead.Eu tratava a questão da avaliação de uma maneira bastante rígida e porque não dizer injusta. Falo injusta no sentido de que o ato de avaliar era um ato de classificar o bom aluno, aquele que aprende, aquele que tira altas notas nas provas, e o mau aluno, o que tem dificuldade de aprender, o que só tira nota baixa e por aí vai. Hoje vejo o ABSURDO disso.
A verdadeira avaliação está muito longe do que descrevi acima e que fazia parte do meu contexto. Faz um ano e pouco que não estou dando aula, e esse tempo tem me permitido repensar, refletir sobre minha prática como educadora. As leituras e os estudos proporcionados pelo curso de Pedagogia, sem dúvida que tem transformado meu pensamento e minha visão sobre avaliação.
Antes de deixar as salas de aula, eu já mostrava mudanças nessa questão de avaliar, não dando ênfase a provas, e sim considerando cada pequeno  dos meus alunos em sala de aula, e o mais importante, o interesse de cada aluno, em querer saber, em aprender.
Resultado de imagem para ver imagens de pensamentos de Paulo Freire sobre a avaliação


terça-feira, 5 de junho de 2018

TEORIA DE HENRY WALLON

Nos estudos da interdisciplina Linguagem e Educação, a leitura do texto "Contribuições de Henry Wallon à relação cognição e afetividade na educação", e principalmente a visualização do vídeo "A teoria do desenvolvimento de Henry Wallon", propiciaram reflexões e aprendizados bastante significativos.

A importância do fator emoção, no processo de desenvolvimento do ser humano, e sua consequente influência no processo educativo, certamente evidencia uma visão mais humanista e inclusiva da educação de crianças e jovens.

Segundo Wallon, o afeto influencia as relações e os processos de aprendizagem, , sendo um desafio para educadores, escolas e pais.
Cabe aqui uma pergunta...
Que ser humano queremos formar?
Quais as prioridades?
Quais as habilidades e competências devem permear o processo de ensino- aprendizagem?


As crianças e os jovens do século XXI, precisam e merecem uma educação mais humanista e menos exclusória.
Nesse sentido, as contribuições de Wallon nos trazem ricas informações e conceitos a refletir nas mudanças necessárias nesse contexto competitivo e individualista em que vivemos.

Wallon define os estágios de desenvolvimento como estágios geradores de evolução. onde cada estágio é alavanca para o próximo e traz junto para cada novo estágio, novas habilidades.
Estágio impulsivo- emocional, estágio sensório- motor e projetivo, estágio do personalismo, estágio categorial, estágio da adolescência. Todos são absolutamente importantes e mola propulsora de novas aquisições a nível cognitivo, afetivo e motor.
Esses est´gios nunca se acabam, pois o ser humano aprende sempre, por toda a vida. Segundo Wallon, o processo dialético de desenvolvimento nunca se encerra.

Fica a relexão na possibilidade de direcionar o processo educacional, tendo como prioridade a questão da relevância das emoções no ser humano e no quanto o afeto influencia as relações e processos de aprendizagem.