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sábado, 15 de dezembro de 2018

ELETIVA /MATEMÁTICA DE ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

ESPAÇO E FORMA NAS SÉRIES INICIAIS


Na interdisciplina eletiva de Matemática e Anos Iniciais do Ensino Fundamental, uma questão importante e que tem me feito refletir à cerca de como trabalhar conceitos de Espaço e Forma com as crianças dos anos iniciais. A questão do ensino de Geometria, muitas vezes relegado a segundo plano, tendo em vista que nos anos iniciais, o que se vê, sobretudo no ensino público, é uma tendência a um ensino de Matemática, centrado nas quatro operações matemáticas.

Importante uma reflexão no quanto a geometria está presente na vida de todos nós, e principalmente no quanto a geometria auxilia as crianças a entender melhor outros conceitos matemáticos que posteriormente a criança vai se deparar. Nesse sentido, a eletiva me ajudou a compreender que os estudos de Geometria devem fazer parte dos meus planejamentos, levando para dentro do espaço da sala de aula, vivências e aprendizagens que evidenciem esse conceito para as crianças.

Sobre isso, a leitura e estudo do texto Espaço, Forma e Criança, de Célia Pires, disponibilizado na interdisciplina eletiva de Matemática, trouxe as contribuições das teorias piagetianas, relativas à estruturação espacial da criança. Piaget afirma que essa estruturação se inicia  pela constituição do próprio corpo da criança. A criança usa o próprio corpo para se orientar, tomando consciência de movimentos e deslocamentos.
Nessa etapa, desenvolver atividades que envolvam as crianças, no sentido de desenvolver a coordenação espacial, tendo o seu corpo como referência e ao mesmo tempo o espaço ao redor. A criança vai desenvolvendo noções elementares de geometria como, direção, distância, deslocamento, ângulos, formas. Nesse sentido a criança vai construindo o pensamento geométrico.

Abaixo trânscrevo uma das atividades propostas por mim, para trabalhar o conceito de espaço e deslocamento com as crianças:


Primeiro abordaria o assunto, perguntando aos alunos, como são calculadas as medidas, se conhecem a fita métrica, ou outros objetos usados para fazer medidas de área e de comprimento.Após ouvir e participar da conversa sobre o assunto, eu proporia uma atividade para compararmos a extensão da sala de aula, usando as partes do corpo, como as pernas, os palmos por exemplo. Alguns alunos, escolhidos por eles mesmos( podem realizar essa atividade em pequenos grupos), calculariam ao tamanho da sala de lado a lado, contando passos largos. Depois usando os palmos das mãos fariam o mesmo processo. Registrando os resultados (quantos passos, quantos palmos). Após essa atividade, faríamos comparações, observando as diferenças nos resultados.Primeiro abordaria o assunto, perguntando aos alunos, como são calculadas as medidas, se conhecem a fita métrica, ou outros objetos usados para fazer medidas de área e de comprimento.Após ouvir e participar da conversa sobre o assunto, eu proporia uma atividade para compararmos a extensão da sala de aula, usando as partes do corpo, como as pernas, os palmos por exemplo. Alguns alunos, escolhidos por eles mesmos( podem realizar essa atividade em pequenos grupos), calculariam ao tamanho da sala de lado a lado, contando passos largos. Depois usando os palmos das mãos fariam o mesmo processo. Registrando os resultados (quantos passos, quantos palmos). Após essa atividade, faríamos comparações, observando as diferenças nos resultados.

Na próxima postagem, abordarei outros aspectos importantes sobre esse assunto!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

MATEMÁTICA DE ENSINO FUNDAMENTAL/ ELETIVA 2018

No eixo 8do curso de Licenciatura em pedagogia, estou cursando uma eletiva obrigatória, Matemática no Ensino Fundamental I.

Nas semanas 1 e 2 os estudos focaram em conteúdos importantes, e que na maioria das vezes tive dificuldade em traças estratégias de ensino, bem com elaborar atividades que envolvessem meus alunos nesses conteúdos. ESPAÇO E FORMA, muitas vezes confundem muito as crianças dos anos iniciais. A questão de trabalhar nos pequenos, o conceito de direção e localização no espaço só fará sentido e ajudará a criança a construir conceitos, se a criança tiver a oportunidade de vivenciar situações de representação espacial, de posição e deslocamento, dimensão, explicitando sua experiências em atividades dentro do contexto escolar e no ambiente sala de aula.

Segundo Piaget, a capacidade que a criança adquire, de deslocar-se mentalmente e de perceber o espaço de diferentes pontos de vista, são condições necessárias a coordenação espacial e nesse processo, está a origem das noçoes de direção, sentido, distância, ângulo e muitas outras essenciais à construção do pensamento geométrico.
 Nesse sentido, compreendo que os estudos da eletiva de Matemática trazem uma luz à cerca de estratégias para oportunizar aos alunos experiências de ensino- aprendizagem, capazes de propiciar a construção de aprendizagens bastante significativas.

Já na semana 2, a eletiva propiciou leituras e vídeo sobre o conceito de ÁREA. Como nossas crianças entendem isso?
O texto "O metro quadrado na medida certa", a autora Célia Maria Ribeiro Baptista, ensina a calcular áreas e a fazer estimativas de uma maneira lúdica e eficiente, que envolva as crianças nesse processo de construção e entendimento do conceito de medir a si próprio e ao mundo que as cerca, para que possam resolver problemas do seu dia a dia. Atividades que passam pela experimentação e elaboração de hipóteses, levando as crianças a desenvolver a capacidade crítica, introduzindo o conceito de medidas de superfície, dando significado ao que se ensina e aprende, caracterizando o processo ensino- aprendizagem, como um processo de construtivismo.


Semana 3 chegou, disponibilizando leituras e trocas compartilhadas no fórum de experiências de aprendizagens, sobre OBJETOS SÓLIDOS e suas PLANIFICAÇÔES, oportunizando um olhar atento para LINGUAGEM BIDIMENSIONAL( altura e largura) E TRIDIMENSIONAL(altura, largura e profundidade). Ideias para trabalhar esses conceitos com os alunos, auxiliando-os a diferenciar bidimensional e tridimensional, bem como opções de trabalhar com objetos digitais, como a "Fábrica de Cubos" (já na semana 4 da eletiva), onde o aluno terá a oportunidade de experienciar a construção digital de objetos bidimensionais e tridimensional, sempre respeitando o grau de dificuldade de cada um.

Estamos entrando na semana 5 da eletiva, e novas aprendizagens chegando, sempre com o objetivo de "trazer uma luz" ao processo e à praxis docente, e consequentemente aos estudos de Matemática com os pequenos!




domingo, 13 de novembro de 2016

OBJETOS DIGITAIS DE APRENDIZAGEM/ REPRESENTAÇÃO DO MUNDO PELA MATEMÁTICA

A interdisciplina Representação do mundo pela Matemática, tem me oportunizado refletir sobre minhas práticas de ensino- aprendizagem. Percebo que ao longo dos anos ensinando Matemática, em muitas situações, o processo trouxe grandes aprendizagens aos meus alunos. Muitas vezes acertei, fazendo escolhas, optando por materiais significativos na aprendizagem dos conteúdos. Mas também percebo, que poderia ter feito mais. O material e textos disponibilizados na interdisciplina, são de uma riqueza imensa! Certamente daqui pra frente, eles estarão presentes em minhas aulas. 
O Material Dourado sempre esteve presente nas aulas e continuará, pois o considero um material completo e de fácil entendimento para as crianças. Como ele, outros materiais tradicionais no ensino da Matemática estão na plataforma da interdisciplina e são de real importância para trabalhar classificação e seriação com as crianças pequenas. O ábaco, a sapateira e outros.
A Máquina de café se apresenta como opção para trabalhar as quatro operações e o sistema monetário. Aliás, aproveitei bastante no trabalho sobre sistema monetário com meu quinto ano.
Gostei muito da interdisciplina!! Me trouxe ideias e sugestões, assim como belos esclarecimentos, através da leitura dos textos.  


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Material Dourado nos anos iniciais
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O Material Dourado faz parte das aulas de Matemática, no dia a dia da minha sala de aula. Faz muito tempo que o utilizo para ensinar as ordens numéricas, quantidades, e operações básicas. Trabalho com quarto ano, e o que mais observo, é que as crianças chegam nessa fase com bastante defasagem no ensino da Matemática. Muitas nem conhecem esse material, nunca tiveram acesso a ele. Eu procuro resgatar com eles, as ideias de construção do número utilizando o Material Dourado, que julgo essencial em qualquer sala de aula dos anos iniciais. Eu sempre gostei de ensinar Matemática. No quarto ano, o conteúdo que mais gosto de ensinar, é a operação de divisão. No início, as crianças tem dificuldade em aprender, mas eu sempre digo a elas, errando é que se aprende, e as tentativas e explicações se sucedem. Até que em certo momento, aprendem, e então eis que não querem mais parar de resolver divisões! 
Mas, voltando ao Material Dourado, nos meus primeiros anos de Magistério, na escola em que eu fui trabalhar, não havia esse material. Então eu construí o meu material, com cartolina. E tenho esse material até hoje.No meu entendimento e experiência, não tem como trabalhar a Matemática nos anos iniciais, sem ter esse material a disposição. As crianças entendem e aprendem de verdade!