terça-feira, 10 de dezembro de 2019

PRÁXIS TRANSFORMADORA


          Gostaria de refletir, na ação transformadora de minha práxis pedagógica e no tanto de significado que tem para mim. Esse processo se caracterizou por um processo longo e cheio de incertezas, de percalços! Mas também foi carregado de alegrias, de ricas aprendizagens e de um sentimento chamado esperança. Voltar a estudar me ajudou bastante. Um novo olhar sobre a educação, muita reflexão à cerca de minha práxis pedagógica, um amadurecimento, próprio daqueles que buscam melhorar e se melhorar, mas sobretudo, uma vivência com experiências de vida que também propiciaram a transformação. Aprender a empatia, olhar o outro com mais leveza, sem julgar, exercitando o sentimento da compaixão. O tempo em que fiquei afastada da sala de aula, após me aposentar, em torno de dois anos, ajudou muito no meu processo de reflexão e mudança. Na verdade, continuar estudando, me trouxe novas oportunidades de repensar minha prática.
Eu me reinventei. Descobri que para ter disciplina na sala de aula, por exemplo, não é necessário impor rigidez, nem tampouco exercer uma autoridade sem sentido.  O que realmente pode fazer a diferença é a franqueza, exercitar o “ouvir mais”, é criar vínculos de afeto com meus alunos, respeitando diferenças, reconhecendo que todos são humanos e assim, estão sujeitos a errar, mas é errando que se aprende.
          Cabe aqui uma reflexão. Sou muito feliz por ter vivido toda essa experiência no Magistério, e incrível, essa experiência do estágio, depois de tantos anos de sala de aula. Conscientizar-me, sobre o objetivo maior da verdadeira práxis transformadora, isso é o que ressignifica minha prática como educadora! Nas palavras de Freire (1979, p. 86): “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”.



            


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