quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Menos Laboratório, menos auditório

MENOS AUDITÓRIO, MAIS LABORATÓRIO...

Muito interessante o vídeo que assisti, na interdisciplina Aprendizagem e Desenvolvimento sob o enfoque da Psicologia II, onde  o professor Fernando Becker fala sobre como deve ser a escola construtivista. Uma escola que privilegie o indagar, o interagir, o testar, o cooperar, o descobrir, o ultrapassar, o dialogar, o refletir, o inventar!
Uma escola que instigue o aluno a apoderar-se do passado e planejar o seu futuro. Uma escola que empodere o aluno, no sentido de dar-lhe condições de pensar e agir sobre o objeto de aprendizagem.
Eu concordo plenamente, porém penso que isso não significa que os professores tenham que excluir  totalmente a epistemologia não construtivista. Acredito, por experiência própria, que há muita coisa boa  que pode ser integrada ao construtivismo. Portanto, partindo do que Jean Piaget afirmou, " toda a criança tem condições de aprender", e reforçado pelo professor Fernando Becker no vídeo, a função da escola é buscar epistemologias que oportunizem o pensar e o refletir!

Semana 7/Ressignificando aprendizagens

EU TENHO FEITO TANTAS DESCOBERTAS! AGORA, DEPOIS DE TANTOS ANOS DE DOCÊNCIA!               Parece que deu uma luz! E me trouxeram o que já afirmava Paulo Freire, "a alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo de busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."

       Tudo isso, graças ao trabalho com PPAs. Estou vivenciando diariamente os resultados desse trabalho. O interesse dos alunos, e justamente por quê os temas partiram deles, nada foi imposto. O ânimo, a boa vontade, a participação, o desenvolvimento da autonomia e do pensamento crítico, o real proveito que se pode fazer das tecnologias, usando-as em favor do ensino- aprendizagem. Meu celular com internet em sala de aula, por exemplo! Ajudando nas informações, as crianças estão percebendo o quanto isso é uma ferramenta de apoio. Os vídeos que foram gravados e agora nós vamos assistir e levar para a nossa exposição!Efetivamente, isso é aliar a tecnologia com o processo de aprendizagens. Concluindo minha reflexão da semana, gostaria de registrar, que os conteúdos obrigatórios não estão sendo ignorados. Os próprios PPAs, implicam em desenvolvê-los! Leitura, escrita, ortografia, Ciências, Geografia, História...Todos esses conteúdos citados estão inseridos nos nossos PPAs.Uma questão que me chamou bastante atenção, é o fato de que meus alunos estão mais centrados nas aulas de Matemática. Percebi que não estão apresentando dificuldades relevantes em realizar cálculos de multiplicação e nem de divisão, que normalmente causam mais ansiedade na criança. Estou quase convencida de que isso TAMBÉM deve ser resultados do trabalho com os PPAs! Cognitivamente percebo uma melhora a cada dia, nessas crianças. Vou citar um exemplo pra comprovar o que digo... Trabalhando a divisão, eu passei exercício de cálculos, com dividendo em centenas e unidade de milhar. Eu esperava que as crianças encontrassem bastante dificuldade. Me surpreendi, pois quase todos efetuaram corretamente esses cálculos. O mesmo tem se repetido no trabalho com problemas matemáticos. Conseguem resolver, com algumas exceções, de alunos com alguma dificuldade. Nesses casos eu tenho auxiliado individualmente.

Hoje posso afirmar, sem dúvida nenhuma: EU ACREDITO NOS TRABALHO COM PROJETOS PEDAGÓGICOS DE APRENDIZAGENS. ESSE É O CAMINHO MAIS SIGNIFICATIVO, MAIS MOTIVADOR, MAIS LEVE E QUE PRODUZ NOVOS SABERES DE FATO. MAS TEM QUE QUERER! DÁ TRABALHO? SIM. PORÉM, TUDO É COMPENSADO PELA SATISFAÇÃO DE VER O PROCESSO FLUINDO, TEUS ALUNOS APRENDENDO, CONSTRUINDO E PRINCIPALMENTE, SEM AQUELA OBRIGAÇÃO MASSANTE DE DECORAR E  COPIAR , DECORAR E COPIAR, QUE NÃO LEVA À NADA, SÓ CANSAÇO.

       VAMOS EM FRENTE!   

                                                Abaixo, algumas imagens da semana 7, do trabalho sobre ortografia, sons da letra x...







   







      

   

                                                







   

        







  

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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

AVALIAÇÃO

REFLETINDO SOBRE A QUESTÃO DA AVALIAÇÃO

N a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, tive a oportunidade de pensar e refletir na questão da avaliação como processo de inclusão, bem diferente daquela avaliação tradicional, em que o aluno era reduzido a um número, geralmente de zero a dez, que tinha como objetivo definir se o aluno sabia ou não sabia a matéria transmitida pelo professor.

Abaixo transcrevo minha reflexão no fórum da interdisciplina de Didática...


Re: Reflexão sobre avaliação
por DENISE DOS SANTOS PRADES - sábado, 9 Jun 2018, 18:02
Penso que o educador deve refletir muito sobre a questão do ato de avaliar seu aluno! Resgatando o verdadeiro objetivo da avaliação, como processo contínuo e com vistas a inclusão. Uma avaliação que contemple cada aluno com seus reais avanços, mínimos que sejam, mas nem por isso menos significativos.
O que acontece geralmente, nos contextos escolares, é uma avaliação classificatória, autoritária e excludente. As particularidades e progressos pessoais de cada aluno, muitas vezes não são considerados, pois a avaliação se resume a notas de provas, como se o aluno fosse resumido a um número de zero a dez, tendo como parâmetro, o aluno nota dez. 
Essa é uma avaliação injusta e fora de propósito. O aluno deve ser parâmetro dele mesmo. O pequeno aprendizado do dia a dia, a busca, o interesse, a pergunta... 
Os progressos evidenciados no dia a dia dentro da escola, da sala de aula, do universo desse aluno, esses progressos, essas novas posturas que vão dando significado as aprendizagens desse aluno, isso é o que deve ser levado em consideração no ato de avaliar, caracterizando-se assim, uma avaliação democrática e emancipatória.
Penso que esse é um dos grandes desafios dos educadores. Repensar a maneira como tem avaliado seus alunos, buscando transformar a avaliação num ato justo e atento.
Não tenho como não fazer uma breve reflexão, sobre como conduzi a questão da avaliação ao longo dos anos em que atuei como professora de anos iniciais na rede pública.É como se houvesse uma  linha separando o ANTES e o DEPOIS do Pead.Eu tratava a questão da avaliação de uma maneira bastante rígida e porque não dizer injusta. Falo injusta no sentido de que o ato de avaliar era um ato de classificar o bom aluno, aquele que aprende, aquele que tira altas notas nas provas, e o mau aluno, o que tem dificuldade de aprender, o que só tira nota baixa e por aí vai. Hoje vejo o ABSURDO disso.

Aprendizagens eixo VI

FILOSOFIA...PENSAMENTO CRÍTICO...ARGUMENTO...PREMISSAS...CONCLUSÃO

O eixo VI começou, trazendo novas interdisciplinas de estudos. Entre elas, a Filosofia.
As primeiras reflexões sobre o modo de sustentar nossas opiniões. O pensamento crítico permite o diálogo, justificando através de argumentos e evidências , nossas ideias e opiniões a cerca de determinado assunto.
A estrutura que compõe o argumento:

PREMISSAS: Aquilo que justifica a conclusão.
CONCLUSÃO:Aquilo que se quer justificar

Muito interessante o exercício da tarefa 1 de Filosofia, que trouxe alguns textos para que seja identificada a conclusão e as premissas. Valeu a minha tentativa, embora não esteja segura da acertividade.

Ao argumentar, meu objetivo pode ser apenas justificar minha opinião, embora muitas vezes meus argumentos tenham a intenção de convencer a outra pessoa.


PSICOLOGIA II


O eixo VI vai propiciar mais estudos de Psicologia, tendo agora como foco, as aprendizagens.
Como primeira tarefa, participar de um fórum, respondendo sobre o que é aprendizagem? Sem buscar a resposta em textos teóricos, mas tendo como resposta apenas o meu conceito particular de aprendizagem.

Minha resposta no fórum da interdisciplina:

Aprendizagem é o processo de aquisição de novos conhecimentos.E esse processo, ocorre em todas as fases da vida de uma pessoa.Seja por acesso aos ambientes escolares e acadêmicos, ou pelas experiências vivenciadas nos diversos ambientes e situações. A criança, antes mesmo de frequentar a escola , já aprendeu e leva essas aprendizagens para o ambiente escolar, onde vai compartilhar e aprender na interação com os colegas. Todos tem capacidade de aprender,desde que exista a vontade! Com certeza, a curiosidade e a motivação facilitam o caminho do aprender. Em contra partida, também aprende-se na "marra", a custa de sofrimento e bastante dificuldade!

Revisitando eixo V

Nossa primeira aula presencial do Seminário Integrador V, ocorreu na segunda feira passada, dia 3 de abril de 2017. Foi bom rever as colegas, tutora e professora! Mas mais do que isso, foi bom me sentir inserida novamente no grupo do Pead. 
Me envolver com a questão dos estudos, focando lá adiante, no meu propósito maior que é me graduar, e partir para um pós em orientação educacional.
Nesse semestre, a questão primordial no Seminário será o blog.
As postagens semanais tão importantes pois explicitam o meu crescimento enquanto formanda do Pead. E também o meu crescimento pessoal, nas minhas convicções e atitudes.
Nesse semestre teremos que visitar constantemente o blog de uma colega,podendo observar, comentar e aprender!
No seminário teremos acesso as ferramentas que vamos precisar para desenvolver o projeto na interdisciplina Projeto Pedagógico em ação. Certamente um apoio essencial nesse momento!
Sem dúvida muitos aprendizados virão!!


sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

MEU SONHO PARA O FUTURO


Meu sonho para o futuro

Freire (1992) afirma que, “é preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar, porque tem gente que tem esperança do verbo esperar.  E esperança do verbo esperar, não é esperança, é espera”.
Minha graduação, afinal é um sonho que vem de muito tempo...
Sempre é tempo de realizar aquilo que nos faz plenos como ser humano, e especificamente, como educadora!
Acredito que, essa graduação vem evidenciar todo o meu esforço de anos como educadora. Conquistar uma graduação, sobretudo na Ufrgs, é muito mais do que eu poderia imaginar para mim, afinal já me aposentei. Mas bem lá no fundo, eu sabia que estava faltando exatamente ser graduada na Ufrgs. É um orgulho para mim, uma conquista que custou a chegar, mas tudo a seu tempo! Finalmente chegou o tempo...
Cabe aqui uma reflexão. Sou muito feliz por ter vivido toda essa experiência no Magistério, e incrível, essa experiência do estágio, depois de tantos anos de sala de aula. Conscientizar-me, sobre o objetivo maior da verdadeira práxis transformadora, isso é o que ressignifica minha prática como educadora! Nas palavras de Freire (1979, p. 86): “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”.
Assim concluo esse relatório, acreditando que é possível, seja em que tempo for, encantar pessoas, de modo que essa pessoas, transformem contextos, melhorando assim suas vidas e a vida daqueles com quem compartilham.


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

PRÁXIS TRANSFORMADORA


          Gostaria de refletir, na ação transformadora de minha práxis pedagógica e no tanto de significado que tem para mim. Esse processo se caracterizou por um processo longo e cheio de incertezas, de percalços! Mas também foi carregado de alegrias, de ricas aprendizagens e de um sentimento chamado esperança. Voltar a estudar me ajudou bastante. Um novo olhar sobre a educação, muita reflexão à cerca de minha práxis pedagógica, um amadurecimento, próprio daqueles que buscam melhorar e se melhorar, mas sobretudo, uma vivência com experiências de vida que também propiciaram a transformação. Aprender a empatia, olhar o outro com mais leveza, sem julgar, exercitando o sentimento da compaixão. O tempo em que fiquei afastada da sala de aula, após me aposentar, em torno de dois anos, ajudou muito no meu processo de reflexão e mudança. Na verdade, continuar estudando, me trouxe novas oportunidades de repensar minha prática.
Eu me reinventei. Descobri que para ter disciplina na sala de aula, por exemplo, não é necessário impor rigidez, nem tampouco exercer uma autoridade sem sentido.  O que realmente pode fazer a diferença é a franqueza, exercitar o “ouvir mais”, é criar vínculos de afeto com meus alunos, respeitando diferenças, reconhecendo que todos são humanos e assim, estão sujeitos a errar, mas é errando que se aprende.
          Cabe aqui uma reflexão. Sou muito feliz por ter vivido toda essa experiência no Magistério, e incrível, essa experiência do estágio, depois de tantos anos de sala de aula. Conscientizar-me, sobre o objetivo maior da verdadeira práxis transformadora, isso é o que ressignifica minha prática como educadora! Nas palavras de Freire (1979, p. 86): “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”.