Nesse semestre, os estudos na interdisciplina Questões étnico- raciais na educação, bem como a extensão Diálogos para as relações étnico- raciais na educação básica, tem me oportunizado bastante aprendizado sobre a história dos negros, o processo de escolarização e o preconceito sofrido por esse povo desde que aqui chegaram.
Tenho tido oportunidade de ouvir muito a respeito nas aulas do curso de extensão. Além das leituras e vídeos, vi e ouvi os professores falando sobre esse assunto tão importante não só para a história dos negros, mas importante para todos os brasileiros. Estou modificando minha maneira de pensar o assunto. Eu não tinha ideia do que os negros viveram ao longo de sua trajetória desde que chegaram na condição de cativos ou escravizados. Aliás, termos como "negro cativo", "equidade racial", entre outros, são termos que sinceramente eu não tinha conhecimento do real significado, e que com as aulas estou aprendendo.
QUAL A MUDANÇA NA MINHA FORMA DE VER?
As cotas para negros nas universidades públicas e concursos públicos. Essa questão é a mais evidente!
Eu não tinha uma opinião formada. Mas quando me foi perguntado, na ocasião da inscrição para o curso de extensão, sobre o que achava das cotas raciais? Eu respondi que não achava certo nem errado. Minha opinião sobre o assunto, era de que no concurso o que vale é o cognitivo, o desempenho cognitivo, portanto as cotas não tinham grande relevância.
Agora já penso de outra maneira. Porque tenho conhecido toda a trajetória de preconceito e falta de equidade racial no Brasil. Portanto acho justa a acão afirmativa de cotas para negros.
COMO É BOM APRENDER! COMO É BOM REFLETIR E TER A CHANCE DE MUDAR O PENSAMENTO E A FORMA DE VER AS COISAS! ESTOU BEM FELIZ COM ESSE CONHECIMENTO!
domingo, 12 de novembro de 2017
sábado, 4 de novembro de 2017
INTEGRAÇÃO X INCLUSÃO
Nessa semana, na interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educativas Especiais, estamos estudando os TGD, transtornos globais de desenvolvimento.
Cacciari, Lima e Bernardi( 2005) afirmam que "no processo de inclusão, a instituição e os professores demandam tanta atenção quanto a criança". Faz pensar nas demandas da rede pública de ensino, mais especificamente, a rede estadual, onde atuei ao longo dos anos. Falta recursos de toda sorte! Falta orientação! Falta formação! Complicado falar sobre inclusão, sem falar sobre recursos e apoio das instâncias de ensino.
Normalmente a escola e os professores confundem inclusão com integração. Integrar é acolher esse aluno no sistema de ensino regular. Incluir é bem mais do que isso. Para incluir é necessário reestruturar, para que o aluno com TGD possa realmente se adaptar e se desenvolver dentro da escola.
E isso não depende apenas da boa vontade do professor. Isso depende de uma rede de apoio para que a inclusão aconteça de fato.
Cacciari, Lima e Bernardi( 2005) afirmam que "no processo de inclusão, a instituição e os professores demandam tanta atenção quanto a criança". Faz pensar nas demandas da rede pública de ensino, mais especificamente, a rede estadual, onde atuei ao longo dos anos. Falta recursos de toda sorte! Falta orientação! Falta formação! Complicado falar sobre inclusão, sem falar sobre recursos e apoio das instâncias de ensino.
Normalmente a escola e os professores confundem inclusão com integração. Integrar é acolher esse aluno no sistema de ensino regular. Incluir é bem mais do que isso. Para incluir é necessário reestruturar, para que o aluno com TGD possa realmente se adaptar e se desenvolver dentro da escola.
E isso não depende apenas da boa vontade do professor. Isso depende de uma rede de apoio para que a inclusão aconteça de fato.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
SUJEITOS COM DEFICIÊNCIA
Na interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Especiais, estou aprendendo sobre a História, Conceitos e Tipos de Deficiência. O texto de Izabel Maior, assim como o vídeo da autora, traz valiosas reflexões a respeito do assunto.
Quem é este sujeito deficiente? Como inclui-lo nos espaços de convivência da sociedade?
Achei muito interessante as informações que falam sobre os modelos de deficiência que predominaram na sociedade.
Na primeira metade do século XX predominava o MODELO BIOMÉDICO DA DEFICIÊNCIA, onde o deficiente era visto como incapaz, sua deficiência era consequencia de acidente ou doença, e cabia a família os esforços de participação no tratamento e reabilitação. O estado e a sociedade ficavam isentos de qualquer participação.
Nos anos 60, surge o MODELO SOCIAL DA DEFICIÊNCIA, como consequência de movimentos de revindicação de direitos contra a opressão. O deficiente passa a contar com o apoio social, tendo seus direitos reconhecidos, assim como sua autonomia. Surgem as política públicas inclusivas.
Segundo Sassaki, "no modelo social da deficiência, cabe a sociedade eliminar todas as barreiras físicas, programáticas e atitudinais para que as pessoas possam ter acesso aos serviços".
Refletindo sobre os modelos, fico a pensar, e hoje, na sociedade contemporânea, como vivem os deficientes? Os deficientes inseridos na educação regular, estão de fato incluidos no espaço de aprendizagem, ou apenas frequentam o espaço? Educadores tem recebido formação necessária para entender e aceitar essa realidade?São questionamentos importantes que tenho pensado.
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
MÉTODO CLÍNICO PIAGETIANO
Na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II, estou estudando e aprendendo sobre os estádio de desenvolvimento cognitivo da criança, e consequentemente sobre o Método Clínico Piagetiano. Uma das tarefas dessa semana era ler e assistir vídeos referentes ao assunto. Após, postar no fórum Método Clínico Piagetiano. Abaixo transcrevo minha postagem, que registrei no fórum, trazendo minhas dúvidas sobre esse método de investigação.
Re: Fórum Método Clínico Piagetiano
por DENISE DOS SANTOS PRADES - quarta, 18 Out 2017, 14:49
Pelo que eu entendi, o Método Clínico Piagetiano supera o método de observação
pura, tem
o objetivo investigativo do experimentador e da sua interação com o sujeito. A con
versa entre
ambos deve fluir livremente, porém o experimentador tem um objetivo, que é inves
tigar como a criança pensa, percebe, age e sente. Eu tenho dúvidas sobre o méto
do, por exemplo, pode-se usar o método clínico piagetiano para qualquer assunto
que envolva aprendizagens das crianças? O objetivo é descobrir em que estádio
de desenvolvimento cognitivo se encontra essa criança?? As escolas tem usado
esse método para avaliar o raciocínio das crianças? São muitas as minhas dúvi
das. O assunto é muito interessante, mas será que esse método é viável em esco
las públicas, me refiro se uma professora com formação tería condições de traba
lhar com o método clínico em sala de aula ou esse método fica restrito a atendimen
to individual, a nível
de psicopedagogia?

pura, tem
o objetivo investigativo do experimentador e da sua interação com o sujeito. A con
versa entre
ambos deve fluir livremente, porém o experimentador tem um objetivo, que é inves
tigar como a criança pensa, percebe, age e sente. Eu tenho dúvidas sobre o méto
do, por exemplo, pode-se usar o método clínico piagetiano para qualquer assunto
que envolva aprendizagens das crianças? O objetivo é descobrir em que estádio
de desenvolvimento cognitivo se encontra essa criança?? As escolas tem usado
esse método para avaliar o raciocínio das crianças? São muitas as minhas dúvi
das. O assunto é muito interessante, mas será que esse método é viável em esco
las públicas, me refiro se uma professora com formação tería condições de traba
lhar com o método clínico em sala de aula ou esse método fica restrito a atendimen
to individual, a nível
de psicopedagogia?

quinta-feira, 12 de outubro de 2017
ENQUETE SOBRE RACISMO NA SOCIEDADE
Na interdisciplina Seminário Integrador VI, tivemos como tarefa, descrever uma situação ocorrida na escola, envolvendo discriminação. Relatei um acontecimento que envolveu duas alunas minhas e que intervi, buscando orientar e resolver o conflito.
Como prosseguimento da tarefa, construí o quadro de dúvidas temporárias e certezas provisórias referentes a situação descrita por mim.
Posteriormente, elaborei uma enquete na plataforma Survey Monkey, para buscar informações que possam eliminar as dúvidas e validar as certezas a cerca do racismo na sociedade e no contexto escolar.
ABAIXO TRANSCREVO O LINK DA MINHA ENQUETE.
ttps://pt.surveymonkey.com/r/Preview/?sm=QUf5NXr3LH9pITmxw6He3erQFZhnt_2BatQbXEk0Gie7gF7VY_2B4DxbkUEgNreEA0_2Ft
Como prosseguimento da tarefa, construí o quadro de dúvidas temporárias e certezas provisórias referentes a situação descrita por mim.
Posteriormente, elaborei uma enquete na plataforma Survey Monkey, para buscar informações que possam eliminar as dúvidas e validar as certezas a cerca do racismo na sociedade e no contexto escolar.
ABAIXO TRANSCREVO O LINK DA MINHA ENQUETE.
ttps://pt.surveymonkey.com/r/Preview/?sm=QUf5NXr3LH9pITmxw6He3erQFZhnt_2BatQbXEk0Gie7gF7VY_2B4DxbkUEgNreEA0_2Ft
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
FÓRUM DE PSICOLOGIA/ ESTÁDIOS DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO SEGUNDOJEAN PIAGET
Na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II, foi solicitada a tarefa de comentar no fórum quastões referentes ao assunto. Abaixo transcrevo minha participação no fórum e aproveito para registrar, que estou gostando muito desses estudos sobre o desenvolvimento cognitivo da criança e os estádios de desenvolvimento e suas características.
A partir das leituras que foram disponibilizadas na interdisciplina, e relacionando com a minha prática pedagógica, percebo como o desenvolvimento cognitivo da criança segundo Jean Piaget se dá por constantes e sucessivas aquisições. A idade cronológica propriamente dita, não é o que estabelece essas aquisições. Todas as crianças tem capacidade de construir suas aprendizagens a cada etapa aquisitória. Existe, segundo Piaget, uma série de fatores que vão possibilitar essas construções: maturação, experiência, transmissão social, equilibração. As crianças tem sua singularidade, portanto não devemos generalizar. devemos sim, como educadoras, respeitar o tempo de cada criança. A comparação que muitas vezes ocorre na própria sala de aula é cruel e nada tem a ver com a ética construtivista.
terça-feira, 26 de setembro de 2017
FERNANDO BECKER/ ESCOLA: MAIS LABORATÓRIO, MENOS AUDITÓRIO
Muito interessante o vídeo que assisti, na interdisciplina Aprendizagem e Desenvolvimento sob o enfoque da Psicologia II, onde o professor Fernando Becker fala sobre como deve ser a escola construtivista. Uma escola que privilegie o indagar, o interagir, o testar, o cooperar, o descobrir, o ultrapassar, o dialogar, o refletir, o inventar!
Uma escola que instigue o aluno a apoderar-se do passado e planejar o seu futuro. Uma escola que empodere o aluno, no sentido de dar-lhe condições de pensar e agir sobre o objeto de aprendizagem.
Eu concordo plenamente, porém penso que isso não significa que os professores tenham que excluir totalmente a epistemologia não construtivista. Acredito, por experiência própria, que há muita coisa boa que pode ser integrada ao construtivismo. Portanto, partindo do que Jean Piaget afirmou, " toda a criança tem condições de aprender", e reforçado pelo professor Fernando Becker no vídeo, a função da escola é buscar epistemologias que oportunizem o pensar e o refletir!
Uma escola que instigue o aluno a apoderar-se do passado e planejar o seu futuro. Uma escola que empodere o aluno, no sentido de dar-lhe condições de pensar e agir sobre o objeto de aprendizagem.
Eu concordo plenamente, porém penso que isso não significa que os professores tenham que excluir totalmente a epistemologia não construtivista. Acredito, por experiência própria, que há muita coisa boa que pode ser integrada ao construtivismo. Portanto, partindo do que Jean Piaget afirmou, " toda a criança tem condições de aprender", e reforçado pelo professor Fernando Becker no vídeo, a função da escola é buscar epistemologias que oportunizem o pensar e o refletir!
Assinar:
Postagens (Atom)