quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

EPNE

EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

O texto "História Geral do Atendimento à Pessoa com Deficiência", assim como o vídeo "História do Movimento Político das pessoas com deficiência no Brasil", trouxeram informações bem importantes sobre a trajetória de lutas e de vida das pessoas com diversas necessidades especiais.
Como educadora tenho muito a aprender sobre essas questão. Penso que a inclusão das crianças com necessidades especiais na escola regular, é direito incontestátel, e nós educadoras, temos sim o dever de nos conscientizar e encontrar maneiras de promover a interação entre portadores de necessidades especiais e não portadores de necessidades especiais,na sala de aula e na escola.
Penso também, que esse é um longo caminho, que passa pela formação necessária desses profissionais. As redes de ensino tem a obrigação de possibilitar formações e cursos que tratem exatamente desse assunto específico. Não me refiro apenas aos cursos de graduação, mas num contexto geral de formação de professores, como formação contínua. Infelizmente não é isso que se vê!! E quando uma criança com necessidades especiais ingressa numa sala de aula regular, muitas vezes, ou na maioria das vezes, essa criança se sente perdida. E não é culpa da professora nem dos colegas. A culpa é do sistema que exclui. Exclui quando não forma docentes para trabalhar com as múltiplas necessidadas especiais. Exclui quando a sociedade de maneira geral, não conhece a realidade dessas pessoas e nem faz força para conhecer. As pessoas só se dão conta da escasses de estruturae de recursos, quando em sua própria família nasce uma criança especial, ou por alguma fatalidade, algum familiar torna-se portador de necessidades especiais. A sociedade é egoista e exclusória.

Linguagem

TEORIAS DE AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

A aula presencial da interdisciplina Linguagem e Educação, possibilitou a discussão e reflexão, a respeito de como a criança constrói a linguagem. Em pequenos grupos, tivemos a oportunidade de trocar com os pares, nossas experiências pessoais, com filhos, sobrinhos, bem como nossa experiência junto as crianças pequenas, no caso, principalmente as que trabalham com os bem pequenos, e como as crianças vão desenvolvendo a aquisição da linguagem.
Observação, imitação, convívio, estimulos, são mecanismos importantes, que a criança se apropria na construção da linguagem.
Existem diversas teorias e estudos sobre o assunto da aquisição da linguagem pelas crianças.
Segundo Skynner, a imitação é um mecanismo importante na aquisição da linguagem pelas crianças. Havendo um estímulo do adulto, há uma resposta da criança no esforço de imitar e reproduzir os sons, as sílabas,as palavras. essa é uma teoria behaviorista.
A teoria de Chomski confronta com a de Skynner, pois segundo Chomski, a criança já nasce com as condições de aprender linguas, e embora o meio importe, a capacidade é inata. Essa é a teoria inatista.
Já a teoria interacionista, de Vigotsky, a aquisição da linguagem se dá pela interação com o meio.
Importante refletir sobre a complexidade dessas questões, pois a questão possibilita perspectivas a cerca do assunto, mas não estabelece verdades absolutas e ceticistas.
Sem dúvida a interdisciplina traz aprendizagens muito interessantes, aprendizagens pautadas em estudos e experiências no campo da aquisição da linguagem pelas crianças. Como cada criança constrói sua linguagem, a riqueza de seu vocabulário, que vai se expandindo e dando sentido a tudo que a rodeia.

Menos Laboratório, menos auditório

MENOS AUDITÓRIO, MAIS LABORATÓRIO...

Muito interessante o vídeo que assisti, na interdisciplina Aprendizagem e Desenvolvimento sob o enfoque da Psicologia II, onde  o professor Fernando Becker fala sobre como deve ser a escola construtivista. Uma escola que privilegie o indagar, o interagir, o testar, o cooperar, o descobrir, o ultrapassar, o dialogar, o refletir, o inventar!
Uma escola que instigue o aluno a apoderar-se do passado e planejar o seu futuro. Uma escola que empodere o aluno, no sentido de dar-lhe condições de pensar e agir sobre o objeto de aprendizagem.
Eu concordo plenamente, porém penso que isso não significa que os professores tenham que excluir  totalmente a epistemologia não construtivista. Acredito, por experiência própria, que há muita coisa boa  que pode ser integrada ao construtivismo. Portanto, partindo do que Jean Piaget afirmou, " toda a criança tem condições de aprender", e reforçado pelo professor Fernando Becker no vídeo, a função da escola é buscar epistemologias que oportunizem o pensar e o refletir!

Semana 7/Ressignificando aprendizagens

EU TENHO FEITO TANTAS DESCOBERTAS! AGORA, DEPOIS DE TANTOS ANOS DE DOCÊNCIA!               Parece que deu uma luz! E me trouxeram o que já afirmava Paulo Freire, "a alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo de busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."

       Tudo isso, graças ao trabalho com PPAs. Estou vivenciando diariamente os resultados desse trabalho. O interesse dos alunos, e justamente por quê os temas partiram deles, nada foi imposto. O ânimo, a boa vontade, a participação, o desenvolvimento da autonomia e do pensamento crítico, o real proveito que se pode fazer das tecnologias, usando-as em favor do ensino- aprendizagem. Meu celular com internet em sala de aula, por exemplo! Ajudando nas informações, as crianças estão percebendo o quanto isso é uma ferramenta de apoio. Os vídeos que foram gravados e agora nós vamos assistir e levar para a nossa exposição!Efetivamente, isso é aliar a tecnologia com o processo de aprendizagens. Concluindo minha reflexão da semana, gostaria de registrar, que os conteúdos obrigatórios não estão sendo ignorados. Os próprios PPAs, implicam em desenvolvê-los! Leitura, escrita, ortografia, Ciências, Geografia, História...Todos esses conteúdos citados estão inseridos nos nossos PPAs.Uma questão que me chamou bastante atenção, é o fato de que meus alunos estão mais centrados nas aulas de Matemática. Percebi que não estão apresentando dificuldades relevantes em realizar cálculos de multiplicação e nem de divisão, que normalmente causam mais ansiedade na criança. Estou quase convencida de que isso TAMBÉM deve ser resultados do trabalho com os PPAs! Cognitivamente percebo uma melhora a cada dia, nessas crianças. Vou citar um exemplo pra comprovar o que digo... Trabalhando a divisão, eu passei exercício de cálculos, com dividendo em centenas e unidade de milhar. Eu esperava que as crianças encontrassem bastante dificuldade. Me surpreendi, pois quase todos efetuaram corretamente esses cálculos. O mesmo tem se repetido no trabalho com problemas matemáticos. Conseguem resolver, com algumas exceções, de alunos com alguma dificuldade. Nesses casos eu tenho auxiliado individualmente.

Hoje posso afirmar, sem dúvida nenhuma: EU ACREDITO NOS TRABALHO COM PROJETOS PEDAGÓGICOS DE APRENDIZAGENS. ESSE É O CAMINHO MAIS SIGNIFICATIVO, MAIS MOTIVADOR, MAIS LEVE E QUE PRODUZ NOVOS SABERES DE FATO. MAS TEM QUE QUERER! DÁ TRABALHO? SIM. PORÉM, TUDO É COMPENSADO PELA SATISFAÇÃO DE VER O PROCESSO FLUINDO, TEUS ALUNOS APRENDENDO, CONSTRUINDO E PRINCIPALMENTE, SEM AQUELA OBRIGAÇÃO MASSANTE DE DECORAR E  COPIAR , DECORAR E COPIAR, QUE NÃO LEVA À NADA, SÓ CANSAÇO.

       VAMOS EM FRENTE!   

                                                Abaixo, algumas imagens da semana 7, do trabalho sobre ortografia, sons da letra x...







   







      

   

                                                







   

        







  

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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

AVALIAÇÃO

REFLETINDO SOBRE A QUESTÃO DA AVALIAÇÃO

N a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, tive a oportunidade de pensar e refletir na questão da avaliação como processo de inclusão, bem diferente daquela avaliação tradicional, em que o aluno era reduzido a um número, geralmente de zero a dez, que tinha como objetivo definir se o aluno sabia ou não sabia a matéria transmitida pelo professor.

Abaixo transcrevo minha reflexão no fórum da interdisciplina de Didática...


Re: Reflexão sobre avaliação
por DENISE DOS SANTOS PRADES - sábado, 9 Jun 2018, 18:02
Penso que o educador deve refletir muito sobre a questão do ato de avaliar seu aluno! Resgatando o verdadeiro objetivo da avaliação, como processo contínuo e com vistas a inclusão. Uma avaliação que contemple cada aluno com seus reais avanços, mínimos que sejam, mas nem por isso menos significativos.
O que acontece geralmente, nos contextos escolares, é uma avaliação classificatória, autoritária e excludente. As particularidades e progressos pessoais de cada aluno, muitas vezes não são considerados, pois a avaliação se resume a notas de provas, como se o aluno fosse resumido a um número de zero a dez, tendo como parâmetro, o aluno nota dez. 
Essa é uma avaliação injusta e fora de propósito. O aluno deve ser parâmetro dele mesmo. O pequeno aprendizado do dia a dia, a busca, o interesse, a pergunta... 
Os progressos evidenciados no dia a dia dentro da escola, da sala de aula, do universo desse aluno, esses progressos, essas novas posturas que vão dando significado as aprendizagens desse aluno, isso é o que deve ser levado em consideração no ato de avaliar, caracterizando-se assim, uma avaliação democrática e emancipatória.
Penso que esse é um dos grandes desafios dos educadores. Repensar a maneira como tem avaliado seus alunos, buscando transformar a avaliação num ato justo e atento.
Não tenho como não fazer uma breve reflexão, sobre como conduzi a questão da avaliação ao longo dos anos em que atuei como professora de anos iniciais na rede pública.É como se houvesse uma  linha separando o ANTES e o DEPOIS do Pead.Eu tratava a questão da avaliação de uma maneira bastante rígida e porque não dizer injusta. Falo injusta no sentido de que o ato de avaliar era um ato de classificar o bom aluno, aquele que aprende, aquele que tira altas notas nas provas, e o mau aluno, o que tem dificuldade de aprender, o que só tira nota baixa e por aí vai. Hoje vejo o ABSURDO disso.

Aprendizagens eixo VI

FILOSOFIA...PENSAMENTO CRÍTICO...ARGUMENTO...PREMISSAS...CONCLUSÃO

O eixo VI começou, trazendo novas interdisciplinas de estudos. Entre elas, a Filosofia.
As primeiras reflexões sobre o modo de sustentar nossas opiniões. O pensamento crítico permite o diálogo, justificando através de argumentos e evidências , nossas ideias e opiniões a cerca de determinado assunto.
A estrutura que compõe o argumento:

PREMISSAS: Aquilo que justifica a conclusão.
CONCLUSÃO:Aquilo que se quer justificar

Muito interessante o exercício da tarefa 1 de Filosofia, que trouxe alguns textos para que seja identificada a conclusão e as premissas. Valeu a minha tentativa, embora não esteja segura da acertividade.

Ao argumentar, meu objetivo pode ser apenas justificar minha opinião, embora muitas vezes meus argumentos tenham a intenção de convencer a outra pessoa.


PSICOLOGIA II


O eixo VI vai propiciar mais estudos de Psicologia, tendo agora como foco, as aprendizagens.
Como primeira tarefa, participar de um fórum, respondendo sobre o que é aprendizagem? Sem buscar a resposta em textos teóricos, mas tendo como resposta apenas o meu conceito particular de aprendizagem.

Minha resposta no fórum da interdisciplina:

Aprendizagem é o processo de aquisição de novos conhecimentos.E esse processo, ocorre em todas as fases da vida de uma pessoa.Seja por acesso aos ambientes escolares e acadêmicos, ou pelas experiências vivenciadas nos diversos ambientes e situações. A criança, antes mesmo de frequentar a escola , já aprendeu e leva essas aprendizagens para o ambiente escolar, onde vai compartilhar e aprender na interação com os colegas. Todos tem capacidade de aprender,desde que exista a vontade! Com certeza, a curiosidade e a motivação facilitam o caminho do aprender. Em contra partida, também aprende-se na "marra", a custa de sofrimento e bastante dificuldade!

Revisitando eixo V

Nossa primeira aula presencial do Seminário Integrador V, ocorreu na segunda feira passada, dia 3 de abril de 2017. Foi bom rever as colegas, tutora e professora! Mas mais do que isso, foi bom me sentir inserida novamente no grupo do Pead. 
Me envolver com a questão dos estudos, focando lá adiante, no meu propósito maior que é me graduar, e partir para um pós em orientação educacional.
Nesse semestre, a questão primordial no Seminário será o blog.
As postagens semanais tão importantes pois explicitam o meu crescimento enquanto formanda do Pead. E também o meu crescimento pessoal, nas minhas convicções e atitudes.
Nesse semestre teremos que visitar constantemente o blog de uma colega,podendo observar, comentar e aprender!
No seminário teremos acesso as ferramentas que vamos precisar para desenvolver o projeto na interdisciplina Projeto Pedagógico em ação. Certamente um apoio essencial nesse momento!
Sem dúvida muitos aprendizados virão!!


sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

MEU SONHO PARA O FUTURO


Meu sonho para o futuro

Freire (1992) afirma que, “é preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar, porque tem gente que tem esperança do verbo esperar.  E esperança do verbo esperar, não é esperança, é espera”.
Minha graduação, afinal é um sonho que vem de muito tempo...
Sempre é tempo de realizar aquilo que nos faz plenos como ser humano, e especificamente, como educadora!
Acredito que, essa graduação vem evidenciar todo o meu esforço de anos como educadora. Conquistar uma graduação, sobretudo na Ufrgs, é muito mais do que eu poderia imaginar para mim, afinal já me aposentei. Mas bem lá no fundo, eu sabia que estava faltando exatamente ser graduada na Ufrgs. É um orgulho para mim, uma conquista que custou a chegar, mas tudo a seu tempo! Finalmente chegou o tempo...
Cabe aqui uma reflexão. Sou muito feliz por ter vivido toda essa experiência no Magistério, e incrível, essa experiência do estágio, depois de tantos anos de sala de aula. Conscientizar-me, sobre o objetivo maior da verdadeira práxis transformadora, isso é o que ressignifica minha prática como educadora! Nas palavras de Freire (1979, p. 86): “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”.
Assim concluo esse relatório, acreditando que é possível, seja em que tempo for, encantar pessoas, de modo que essa pessoas, transformem contextos, melhorando assim suas vidas e a vida daqueles com quem compartilham.


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

PRÁXIS TRANSFORMADORA


          Gostaria de refletir, na ação transformadora de minha práxis pedagógica e no tanto de significado que tem para mim. Esse processo se caracterizou por um processo longo e cheio de incertezas, de percalços! Mas também foi carregado de alegrias, de ricas aprendizagens e de um sentimento chamado esperança. Voltar a estudar me ajudou bastante. Um novo olhar sobre a educação, muita reflexão à cerca de minha práxis pedagógica, um amadurecimento, próprio daqueles que buscam melhorar e se melhorar, mas sobretudo, uma vivência com experiências de vida que também propiciaram a transformação. Aprender a empatia, olhar o outro com mais leveza, sem julgar, exercitando o sentimento da compaixão. O tempo em que fiquei afastada da sala de aula, após me aposentar, em torno de dois anos, ajudou muito no meu processo de reflexão e mudança. Na verdade, continuar estudando, me trouxe novas oportunidades de repensar minha prática.
Eu me reinventei. Descobri que para ter disciplina na sala de aula, por exemplo, não é necessário impor rigidez, nem tampouco exercer uma autoridade sem sentido.  O que realmente pode fazer a diferença é a franqueza, exercitar o “ouvir mais”, é criar vínculos de afeto com meus alunos, respeitando diferenças, reconhecendo que todos são humanos e assim, estão sujeitos a errar, mas é errando que se aprende.
          Cabe aqui uma reflexão. Sou muito feliz por ter vivido toda essa experiência no Magistério, e incrível, essa experiência do estágio, depois de tantos anos de sala de aula. Conscientizar-me, sobre o objetivo maior da verdadeira práxis transformadora, isso é o que ressignifica minha prática como educadora! Nas palavras de Freire (1979, p. 86): “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”.



            


domingo, 8 de dezembro de 2019

OS PROJETOS DE APRENDIZAGENS


Como abordei o assunto projetos de aprendizagens, com meus alunos?
As crianças não tinham ideia do que se tratava. Tentei dar uma visão sobre como se desenvolveria o trabalho, mencionei um pouco sobre as metas do projeto, e principalmente, falei a eles que os temas seriam trazidos por eles. Eles definiriam sobre o que gostariam de aprender. Partimos para a escolha dos temas (meta 1), cada grupo de três ou quatro alunos, foi sugerindo temas variados, e posteriormente fizemos a votação, elegendo os temas mais significativos para as crianças. Finalmente, os cinco temas mais votados, foram distribuídos entre os cinco grupos. Os temas dos PPAs foram os seguintes...
Animais em extinção (cervo do Pantanal e tubarão- tigre), Los Angeles (curiosidades), Torre Eiffel, Universo (Lua, Sol, Terra), Culinária.
Definidos os assuntos, os grupos partiram para a construção dos quadros de dúvidas temporárias e certezas provisórias (meta 2). Foram momentos muito ricos de compartilhamento do que já sabiam sobre os respectivos assuntos, e sobre o que precisariam pesquisar.
Quais as fontes pesquisadas?
Essa foi uma questão que gerou muitas dúvidas entre as crianças. E juntos, fomos descobrindo que existiam muitas possibilidades...
As tecnologias, foram grandes aliadas nesse processo de busca de informações. Conforme Schlemmer (2006, p. 36): “É importante refletir sobre como estamos nos apropriando das tecnologias digitais, e como estamos incorporando-as em nossa prática pedagógica, no dia a dia em sala de aula”.
Meu celular foi uma ferramenta importante.  Em sala de aula, acessando a internet, junto a sites com fontes confiáveis, eu circulava nos grupos e auxiliava nas pesquisas. As crianças que dispunham de computador e internet em casa, puderam contar com o apoio de familiares, que colaboraram, ajudando as crianças nas pesquisas. Na escola, contamos com o apoio da bibliotecária, e assim formamos uma parceria bem significativa. Na biblioteca tinha computador com internet disponível, além de um datashow, as crianças tiveram oportunidade de assistir vídeos do youtube sobre os temas dos PPAs. Também foram disponibilizados livros, para que as crianças buscassem informações. Rodas de conversa, enquete, ajudaram na construção de aprendizagens.



Ao iniciar o trabalho com os PPAs, tive a consciência, de que o essencial seria construir uma parceria com meus alunos. Sendo assim, foi necessário muito diálogo, com troca de dúvidas, elaboração de estratégias, refletir nas hipóteses, construir e desconstruir a práxis pedagógica e principalmente, elencar os nossos objetivos, no sentido de definir as metas a serem alcançadas. A parceria deu certo...
Freire (1991) afirma que, “a partir do diálogo, enfatiza-se a reflexão, a investigação crítica, a análise, a interpretação e a reorganização do conhecimento”, e refletindo nessa afirmação, criei muitos momentos de diálogo durante todo o desenvolvimento dos projetos de aprendizagens. Em todas as metas desenvolvidas dos projetos, realizamos rodas de conversa, onde as crianças tinham liberdade de expor suas ideias e sentimentos, em relação ao trabalho que se desenvolvia. As rodas de conversa unificavam e fortaleciam o trabalho dos grupos, e era um momento de compartilhamento entre os pares. Nesses momentos, as crianças   questionavam entre si, dando oportunidade para que cada grupo trouxesse aos demais, as informações de pesquisas.
Além disso, esses diálogos, ressignificavam o trabalho, no sentido de organizar estratégias para as etapas seguintes. Foi um processo maravilhoso, não tenho outra palavra para designar esses momentos! As rodas de conversa fortaleceram o desenvolvimento dos PPAs.
Ao decidir desenvolver PPAs no meu estágio obrigatório, revisitei o moodle, na interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação[1], busquei referências junto a autores trabalhados na interdisciplina, aplicando na prática, o que aprendi na teoria. Como diz Freire (1996, p. 25): “A teoria sem a prática vira verbalismo, assim como a prática sem teoria vira ativismo”.
No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora”. Essa ação criadora de que nos fala Paulo Freire, é resultado de muita reflexão, de muitos questionamentos e dúvidas. Mas é uma ação pensada e vivida coletivamente, entre educandos e educador. Foi exatamente assim que percebi minha práxis se transformando, no dia a dia, observando meus alunos, a construção de novos saberes, a vivência do processo de autonomia em cada criança.

PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

No início desse ano, participei de processo seletivo para professira referência, na Smed de Porto Alegre. Fiquei na classificação 24 de um total de 450.
Em 9 de outubro assumi uma turma de A33, turno tarde na Emef Lauro Rodrigues.
Estou bem satisfeita. Confesso que os desafios são muitos. Minha experiência sempre foi na Rede estadual.
Aos poucos, no dia a dia tenho aprendido muito.
Me sinto valorizada, quem dera que essa valorização fosse vivenciada na Rede estadual!!
Falo de valorização, tanto a nível salarial quanto de efetivo exercício das horas atividade que professor da Rede municipal tem o privilégio de usufruir, tendo o tempo necessário para construir seu planejamento e corrigir as atividades de seus alunos.
Estou realizada e confiante de que existe sim valorização docente fora da Rede estadual.
Ao mesmo tempo, me entristeço em perceber que, essa valorização que estou encontrando no município, deveria acontecer no estado.
Não tem como negar que, professora valorizada trabalha maos feliz e consequentemente, isso vai refletir no processo ensino aprendizagem.

sábado, 7 de dezembro de 2019

MENOS AUDITÓRIO, MAIS LABORATÓRIO...

Muito interessante o vídeo que assisti, na interdisciplina Aprendizagem e Desenvolvimento sob o enfoque da Psicologia II, onde  o professor Fernando Becker fala sobre como deve ser a escola construtivista. Uma escola que privilegie o indagar, o interagir, o testar, o cooperar, o descobrir, o ultrapassar, o dialogar, o refletir, o inventar!
Uma escola que instigue o aluno a apoderar-se do passado e planejar o seu futuro. Uma escola que empodere o aluno, no sentido de dar-lhe condições de pensar e agir sobre o objeto de aprendizagem.
Eu concordo plenamente, porém penso que isso não significa que os professores tenham que excluir  totalmente a epistemologia não construtivista. Acredito, por experiência própria, que há muita coisa boa  que pode ser integrada ao construtivismo. Portanto, partindo do que Jean Piaget afirmou, " toda a criança tem condições de aprender", e reforçado pelo professor Fernando Becker no vídeo, a função da escola é buscar epistemologias que oportunizem o pensar e o refletir!

TCC/PRODUÇÃO DE ESCRITA

O início do processo de escrita de meu TCC provocou um misto de ansiedade e dúvida. TCC até então, era sinônimo de dificuldade, desgaste, medo. Conforme fui trocando ideias com minha orientadora Aline Hernandez, fui percebendo que estava um tanto equivocada nesse pensar a respeito da elaboração de meu TCC. Fui desconstruindo essa ideia e me dando conta do quanto minhas vivências ao longo do curso e principalmente ao longo do meu estágio curricular obrigatório, fizeram toda a diferença nesse processo de construção.
                         Na versão 1 do TCC, produzi a introdução, porém encontrei certa dificuldade em pensar as próximas etapas. O referencial teórico começou a fluir no momento em que me dei conta, de que eu só produziria uma escrita significativa, a partir do momento que pudesse relacionar o referencial com minha prática, minha experiência vivída no chão da escola, no cotidiano de minha sala de aula.


O processo, fruto de muita reflexão e principalmente resultado de experiência muito significativa na minha trajetória docente. Após o estágio curricular obrigatório, na qual optei  por desenvolver projetos Pedagógicos de Aprendizagem, construindo assim uma prática inovadora visto que  nunca havia trabalhado com projetos genuínos anteriormente, registrarei por  aqui como se deu esse processo de mudança, como transformações ocorridas que se propiciam um processo de conscientização e subsequentemente reveladas, vivenciadas no cotidiano da sala de aula e do chão da escola.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Escolhendo o tema

A escolha do tema para o meu Tcc não foi escolga fácil. Ao longo de meu estágio,muitas questões surgiram e oportunizaram reflexões bem importantes.
A questão do uso de tecnologias digitais em sala de aula e na escola, sem dúvida , trouxeram uma inovação nunca antes vivenciada.
Também a questão  do desenvolvimento da autonomia nas crianças, evidenciada no dia em sala de aula , durante o desenvolvimento dos Projetos de Aprendizagens.
Mas a questão que perpassa todas as já citadas, foi a questão que vivenciei e que certamente é de uma relevancia muito significativa. A mudança em minha práxis pedagógica a partir dos estudos no Pead e o a Pedagogia de projetos que desenvolvi ao longo de meu estágio curricular obrigatório.