Hoje quero registar aqui, uma reflexão bem importante, sobre minha prática ensino-aprendizagem, muito mais sobre minha consciência de educadora.
A cerca de alguns dias atrás, num momento de lazer, num show que fui assistir, encontrei um colega da escola em que trabalhei antes de me aposentar.Fazia um bom tempo que não o via.
Conversa vai, conversa vem, ele comentou que estava em determinada escola, trabalhando 40 horas em sala de aula, com alunos de séries finais do ensino fundamental. No discurso quase que generalizado de muitos professores, senão da maioria que conheço.
Falou do estresse, do saláriuo,da saúde mental,do desencanto...
Lá pelas tantas, eu comentei que estava aguardando pegar um contrato de 20 horas no estado...
A reação foi imediata!
"Não faça isso, tá louca?? Voltar a trabalhar com aluno? Deus me livre! Vai fazer outra coisa guria!"
Minha resposta pra ele foi...
" Eu gosto de trabalhar em sala de aula com aluno. Tenho saudades do dia a dia na escola. E 20 horas vai ser tudo de bom, pois além de fazer o que gosto, ainda terei tempo pra mim!"
Mesmo com meus argumentos, não adiantou...
Ele não captou...
Me respondeu:
'TE REINVENTA""
Saí daquela conversa refletindo sobre o quanto faz diferença o gostar da profissão. Tá na alma, e não tô dramatizando não. Falo inclusive pela minha vivência no chão da escola pública!
Nem toda a professora tem alma de professora. Tem que gostar! Gostar de aluno, gostar de sala de aula, gostar de ensino-aprendizagem...Gosta, gostar,gostar...
Isso não se aprende. Isso se aprimora. Mas a essência vem impregnada na alma do educador.
E falando sobre REINVENTAR...
Esse tempo que estou afastado da escola, e com todas as aprendizagens construídas ao longo do Pead, já posso prever, que ao retornar as salas de aula, estarei me reinventando como professora. Me REINVENTANDO nas minhas práticas, metodologia, nos meus conceitos, nas minhas crenças.
terça-feira, 29 de maio de 2018
terça-feira, 22 de maio de 2018
PRÁTICAS SIGNIFICATIVAS NA EJA
Segundo Paulo Freire, "em lugar de professor, com tradições fortemente "doadoras", o coordenador de debates. Em lugar de aula discursiva, o diálogo.Em lugar de aluno, com tradições passivas, participante do grupo".
Penso, que a afirmação de Paulo Freire, explicita bem, como deve ser a metodologia de ensino- aprendizagem, seja em EJA, seja em qualquer nível de ensino.
Uma metodologia, que valorize a reflexão, a busca, o compartilhamento de informações, e principalmente, as vivências dos educandos.
O aluno como o sujeito ativo da aprendizagem e não como mero receptor de informações.
O professor, como mediador do processo de aprendizagem, e não como o transmissor de conteúdos.
Um ensino baseado no diálogo e na participação de todos os sujeitos envolvidos na construção das aprendizagens, e não um ensino meramente formal, de verdades absolutas que não permitem questionamentos.
Importante se pensar na EJA, como um grupo de pessoas que carregam seus saberes construídos ao longo de suas vidas. Saberes diversos, saberes significativos, saberes que podem e devem ser levados pra dentro da sala de aula, e compartilhados entre os pares. No sentido de fortalecimento e ressignificação que vai gerar transformações e novos conhecimentos.
Na EJA, há que trabalhar a construção da leitura e escrita, como processo integrado com os saberes de cada um, construídos na leitura de mundo de cada sujeito. Nesse quesito, é importante partir dos temas geradores, temas de interesse dos educandos, temas que signifiquem e identifiquem cultura desses sujeitos.
As limitações e desafios na EJA, são inúmeros. Esses educandos por si só, já são vitoriosos. Enfrentam suas dificuldades diárias ( alimentação, emprego, saúde, habitação,...), e se dispõe a estar em sala de aula, buscando a leitura e escrita. Mas acredito que o maior desafio deles, seja superar o preconceito de uma sociedade excludente. E se apropriar de um sentimento de auto- estima, que os poderá levar a superação.
Penso, que a afirmação de Paulo Freire, explicita bem, como deve ser a metodologia de ensino- aprendizagem, seja em EJA, seja em qualquer nível de ensino.
Uma metodologia, que valorize a reflexão, a busca, o compartilhamento de informações, e principalmente, as vivências dos educandos.
O aluno como o sujeito ativo da aprendizagem e não como mero receptor de informações.
O professor, como mediador do processo de aprendizagem, e não como o transmissor de conteúdos.
Um ensino baseado no diálogo e na participação de todos os sujeitos envolvidos na construção das aprendizagens, e não um ensino meramente formal, de verdades absolutas que não permitem questionamentos.
Importante se pensar na EJA, como um grupo de pessoas que carregam seus saberes construídos ao longo de suas vidas. Saberes diversos, saberes significativos, saberes que podem e devem ser levados pra dentro da sala de aula, e compartilhados entre os pares. No sentido de fortalecimento e ressignificação que vai gerar transformações e novos conhecimentos.
Na EJA, há que trabalhar a construção da leitura e escrita, como processo integrado com os saberes de cada um, construídos na leitura de mundo de cada sujeito. Nesse quesito, é importante partir dos temas geradores, temas de interesse dos educandos, temas que signifiquem e identifiquem cultura desses sujeitos.
As limitações e desafios na EJA, são inúmeros. Esses educandos por si só, já são vitoriosos. Enfrentam suas dificuldades diárias ( alimentação, emprego, saúde, habitação,...), e se dispõe a estar em sala de aula, buscando a leitura e escrita. Mas acredito que o maior desafio deles, seja superar o preconceito de uma sociedade excludente. E se apropriar de um sentimento de auto- estima, que os poderá levar a superação.
terça-feira, 15 de maio de 2018
REFLETINDO SOBRE MINHA PRÁTICA...
Minha postagem hoje, é uma relexão sobre a minha vivência como educadora de anos iniciais. Especificamente, na relação com os modelos pedagógicos e epistemológicos que sempre caracterizaram minha ação docente.
Nas aulas presenciais de Didática, Planejamento e Avaliação, assim como nas leituras disponibilizadas no moodle da interdisciplina, tenho percebido sempre uma certa crítica aos modelos tradicionais de ensino- aprendizagem. Acredito que toda a crítica é bem vinda, no sentido de refletir e redirecionar as práticas docentes, de maneira a contemplar um ensino mais significativo e mais democrático. No texto de Fernando Becker, "Modelos Pedagógicos e Epistemológicos", tomamos ciência da dinâmica do Construtivismo, na Pedagogia Relacional. E no quanto esse modelo pedagógico pode ressignificar nossas práticas em sala de aula. Práticas que empoderem o aluno, que tirem o aluno da passividade, do marasmo, do conformismo. E provoquem nesse aluno, o desafio da busca, da construção de aprendizagens. Processo esse, que envolve interação, cooperação, organização e principalmente curiosidade.
Refletindo sobre meus anos de docência...
No início da minha trajetória no contexto da educação em anos iniciais, admito que meu modelo era totalmente Empirista. Mas com o tempo fui refletindo, sozinha, alguma coisa me levava a repensar esse modelo. Então aos poucos fui admitindo novas possibilidades, atividades menos expositivas, que admitissem a participação dos alunos. Comecei a trabalhar em grupos, mas o Empirismo ainda tinha papel preponderante na minha prática. Cada vez mais mesclado com um Construtivismo misturado com Empirismo, mais ou menos isso...
O tempo passou...
Veio o Pead...
As coisas mudaram...
Novas reflexões...
Novas posturas...
E hoje?
Como seria a professora Denise em sala de aula?
Menos Empirista, mais Construtivista?Ou um pouco de cada?
Penso que o Construtivismo tem uma dinâmica motivacional maravilhosa.
Mas penso também, que não abandonarei totalmente o Empirismo. Não no sentido de achar que o professor sabe tudo e o aluno não sabe nada. Essa fase eu já superei, ainda bem!!!
Falo, no sentido de estabelecer limites, de estar presente no processo de ensino- aprendizagem, mediando, orientando, organizando.
Criança também necessita de limites. E muitas vezes esses limites são confundidos e criticados.
Não podemos confundir espontaneidade e interação, conm bagunça e desrespeito.
Todo o processo ensino- aprendizagem com crianças deve partir do respeito, de estabelecer regras de convivência, que eu chamo de combinações, e acredito que esses critérios são admitidos tanto no modelo empirista quanto no modelo construtivista.
Em relação às atividades, penso que mesmo focando em trabalho com projetos ou centro de interesse, é possível mesclar atividades, como exercícios, e porque não, eventualmente uma cópia de um texto interessante que posteriormente será debatido com o grande grupo?
É sobre essa crítica radical que me refiro. E questiono. Não concordo com algumas afirmações ou críticas radicais. Falo por experiência, não por teoria.
Para concluir, eu acredito que todo o modelo pedagógico tem prós e contras.
Mas isso é assunto para a próxima postagem.
Nas aulas presenciais de Didática, Planejamento e Avaliação, assim como nas leituras disponibilizadas no moodle da interdisciplina, tenho percebido sempre uma certa crítica aos modelos tradicionais de ensino- aprendizagem. Acredito que toda a crítica é bem vinda, no sentido de refletir e redirecionar as práticas docentes, de maneira a contemplar um ensino mais significativo e mais democrático. No texto de Fernando Becker, "Modelos Pedagógicos e Epistemológicos", tomamos ciência da dinâmica do Construtivismo, na Pedagogia Relacional. E no quanto esse modelo pedagógico pode ressignificar nossas práticas em sala de aula. Práticas que empoderem o aluno, que tirem o aluno da passividade, do marasmo, do conformismo. E provoquem nesse aluno, o desafio da busca, da construção de aprendizagens. Processo esse, que envolve interação, cooperação, organização e principalmente curiosidade.
Refletindo sobre meus anos de docência...
No início da minha trajetória no contexto da educação em anos iniciais, admito que meu modelo era totalmente Empirista. Mas com o tempo fui refletindo, sozinha, alguma coisa me levava a repensar esse modelo. Então aos poucos fui admitindo novas possibilidades, atividades menos expositivas, que admitissem a participação dos alunos. Comecei a trabalhar em grupos, mas o Empirismo ainda tinha papel preponderante na minha prática. Cada vez mais mesclado com um Construtivismo misturado com Empirismo, mais ou menos isso...
O tempo passou...
Veio o Pead...
As coisas mudaram...
Novas reflexões...
Novas posturas...
E hoje?
Como seria a professora Denise em sala de aula?
Menos Empirista, mais Construtivista?Ou um pouco de cada?
Penso que o Construtivismo tem uma dinâmica motivacional maravilhosa.
Mas penso também, que não abandonarei totalmente o Empirismo. Não no sentido de achar que o professor sabe tudo e o aluno não sabe nada. Essa fase eu já superei, ainda bem!!!
Falo, no sentido de estabelecer limites, de estar presente no processo de ensino- aprendizagem, mediando, orientando, organizando.
Criança também necessita de limites. E muitas vezes esses limites são confundidos e criticados.
Não podemos confundir espontaneidade e interação, conm bagunça e desrespeito.
Todo o processo ensino- aprendizagem com crianças deve partir do respeito, de estabelecer regras de convivência, que eu chamo de combinações, e acredito que esses critérios são admitidos tanto no modelo empirista quanto no modelo construtivista.
Em relação às atividades, penso que mesmo focando em trabalho com projetos ou centro de interesse, é possível mesclar atividades, como exercícios, e porque não, eventualmente uma cópia de um texto interessante que posteriormente será debatido com o grande grupo?
É sobre essa crítica radical que me refiro. E questiono. Não concordo com algumas afirmações ou críticas radicais. Falo por experiência, não por teoria.
Para concluir, eu acredito que todo o modelo pedagógico tem prós e contras.
Mas isso é assunto para a próxima postagem.
quinta-feira, 10 de maio de 2018
INOVAÇOES PEDAGÓGICAS E TECNOLÓGICAS
Nos estudos e leituras da interdisciplina Tecnologas da Educação, o tópico desta semana são as inovações pedagógicas e tecnológicas. Como proposta de atividade, , deveria ser feito um relato de experiência pedagógica inovadora envolvendo o uso de tecnologias, para a aprendizagem e socialização.
Transcrevo abaixo o meu relato, baseado numa proposta pedagógica desenvolvida na Escola Estadual de Ensino Fundamental Açorianos, localizada na Vila Jardim, em Porto Alegre.
Transcrevo abaixo o meu relato, baseado numa proposta pedagógica desenvolvida na Escola Estadual de Ensino Fundamental Açorianos, localizada na Vila Jardim, em Porto Alegre.
TAREFA/TÓPICO 2/CONTINUAÇÃO
Relato de experiência de proposta pedagógica inovadora
envolvendo o uso de tecnologias para a promoção das aprendizagens e/ou
socialização.
- O quê e como foi realizado?
- Quais tecnologias foram utilizadas?
- Quais os resultados dessa experiência?
A proposta pedagógica relatada abaixo, foi realizada
com as turmas de oitavo e nono ano do ensino fundamental, da Escola Estadual de
Ensino Fundamental Açorianos, situada no bairro Vila Jardim.
Foi desenvolvido um projeto chamado “Saúde em primeiro
lugar”, tendo como eixo norteador do projeto, as doenças sexualmente
transmissíveis. Esse projeto foi desenvolvido em parceria com o posto de saúde,
localizado dentro da comunidade da Vila Jardim, ao lado da escola.
O projeto foi interdisciplinar, envolvendo as
disciplinas de Ciências, Educação Física, Artes, Língua Portuguesa, e surgiu da
necessidade que os alunos tinham, de conhecer mais sobre sintomas, evolução e
tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, bem como maneiras de
evitá-las.
Num primeiro momento, as turmas de oitavo e nono ano,
foram reunidas na sala de projeção, juntamente com as professoras das
disciplinas citadas que participaram do projeto. Esse foi o momento de coletar
as perguntas, dúvidas e questionamentos que os adolescentes gostariam de
aprofundar em relação ao tema do projeto.
Em seguida, os adolescentes e professoras, assistiram
um pequeno vídeo https://www.youtube.com/watch?v=OkQ5yu2r0b4,
onde há vários depoimentos de pessoas e suas dúvidas em relação ao assunto.
Após assistirem ao vídeo, os alunos se dividiram em
pequenos grupos para debater sobre o vídeo, e partir para a elaboração das
ações que julgavam importantes nesse momento de aprofundamento sobre as DST. As
professoras mediaram o trabalho dos grupos, intervindo quando solicitadas.
No momento posterior ao trabalho dos grupos, cada
grupo escolheu um representante para compartilhar com o grande grupo suas
sugestões.
1) Ficaram
estabelecidas as seguintes estratégias de ação:
Cada grupo se disponibilizou a pesquisar em sites de
fontes confiáveis, sobre determinada
doença sexualmente transmissível (Sífiles,Gonorréia, Aids, Herpes genital, Hpv).
2) Compartilhamento
de informações pesquisadas, com o grande grupo.
3) Buscar
a parceria do posto de saúde, no sentido de palestras e oficinas sobre as DST
(palestra médico clínico geral sobre os sintomas e tratamentos das DST, seminário
com psicólogo, realização de oficina com a equipe de enfermagem, tendo como
foco, o uso de preservativos nas relações sexuais e a higiene correta).
4) Confecção
de cartazes em sala de aula, sobre DST e Prevenção.
5) Produção
de relatório individualmente (momento de reflexão individual).
6) Realização
do Seminário de aprendizagens (nessa atividade de conclusão, os alunos
explicitaram suas aprendizagens e relacionavam o que aprenderam com o que já
sabiam ou tinham visto ou ouvido sobre o assunto. Também puderam trocar novas
informações com todos os envolvidos no trabalho. Psicólogas do posto
participaram desse momento.)
As tecnologias digitais utilizadas foram, retroprojetor,
notebook, computadores, celular.
Os resultados dessa experiência, ficaram bem
explícitos no Seminário de Aprendizagens, onde os adolescentes expressaram suas
dúvidas, medos, e puderam compartilhar o que aprenderam com seus pares e com
professoras e equipe multidisciplinar do posto de saúde, A parceria com o posto
de saúde, as estratégias de pesquisa decididas coletivamente, e a
interdisciplinaridade, caracterizam uma proposta de inovação. Nessa proposta fica evidente, o
quanto é fundamental o trabalho em equipe, o trabalho interdisciplinar, e
principalmente a atitude de curiosidade e busca de aprendizagens. O assunto foi
extremamente interessante aos alunos, e isso alavancou o trabalho desenvolvido.
Gostaria de deixar registrado, o quanto a leitura do texto de Eliane Schlemmer, TDs e as interações, trouxeram informações bem importantes sobre a questão do uso das tecnologias no contexto escolar e a relação com a construção de aprendizagens significativas.
A importância da interdisciplinaridade, o compartilhamento de informações, a busca cooperativa entre todos os sujeitos envolvidos na proposta pedagógica, e a internalização das aprendizagens construídas.

quarta-feira, 2 de maio de 2018
CENTROS DE INTERESSE/ DECROLY
As leituras, aprendizagens e atividades propostas na interdisciplina de Didática , Planejamento e Avaliação, tem sido muito significativas para mim.
Especificamente a unidade 2, referente a O que é planejar, e Planejamento, propostas de trabalho integrado.
Conhecer as propostas pedagógicas dos estudiosos da Escola Nova e elaborar uma proposta pedagógica a partir do Centro de Interesse de Decroly, me remeteu de volta a sala de aula (estou afastada, aposentada a um ano e meio), e renovou em mim a vontade de retornar as salas de aula com os pequenos.
Segundo Decroly, "a criança tem espírito de observação, basta não matá-lo".
E é exatamente esse pensamento que define a essência de se desenvolver uma proposta pedagógica a partir de Centros de Interesse da criança. Nesse tipo de trabalho, a criança é que vai conduzir o próprio aprendizado. A participação, iniciativa e criatividade da criança vai conduzir a busca da construção das aprendizagens. O trabalho em grupos é valorizado, pois possibilita as trocas entre os pares. Os Centros de Interesse possibilitam situações de integração com o meio, partindo de dados, fatos e situações concretas e reais da vida da criança.
Para o educando, os Centros de Interesse permitem a observação do aluno, e uma avaliação integral e contínua de seu desenvolvimento.