sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

MEU SONHO PARA O FUTURO


Meu sonho para o futuro

Freire (1992) afirma que, “é preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar, porque tem gente que tem esperança do verbo esperar.  E esperança do verbo esperar, não é esperança, é espera”.
Minha graduação, afinal é um sonho que vem de muito tempo...
Sempre é tempo de realizar aquilo que nos faz plenos como ser humano, e especificamente, como educadora!
Acredito que, essa graduação vem evidenciar todo o meu esforço de anos como educadora. Conquistar uma graduação, sobretudo na Ufrgs, é muito mais do que eu poderia imaginar para mim, afinal já me aposentei. Mas bem lá no fundo, eu sabia que estava faltando exatamente ser graduada na Ufrgs. É um orgulho para mim, uma conquista que custou a chegar, mas tudo a seu tempo! Finalmente chegou o tempo...
Cabe aqui uma reflexão. Sou muito feliz por ter vivido toda essa experiência no Magistério, e incrível, essa experiência do estágio, depois de tantos anos de sala de aula. Conscientizar-me, sobre o objetivo maior da verdadeira práxis transformadora, isso é o que ressignifica minha prática como educadora! Nas palavras de Freire (1979, p. 86): “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”.
Assim concluo esse relatório, acreditando que é possível, seja em que tempo for, encantar pessoas, de modo que essa pessoas, transformem contextos, melhorando assim suas vidas e a vida daqueles com quem compartilham.


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

PRÁXIS TRANSFORMADORA


          Gostaria de refletir, na ação transformadora de minha práxis pedagógica e no tanto de significado que tem para mim. Esse processo se caracterizou por um processo longo e cheio de incertezas, de percalços! Mas também foi carregado de alegrias, de ricas aprendizagens e de um sentimento chamado esperança. Voltar a estudar me ajudou bastante. Um novo olhar sobre a educação, muita reflexão à cerca de minha práxis pedagógica, um amadurecimento, próprio daqueles que buscam melhorar e se melhorar, mas sobretudo, uma vivência com experiências de vida que também propiciaram a transformação. Aprender a empatia, olhar o outro com mais leveza, sem julgar, exercitando o sentimento da compaixão. O tempo em que fiquei afastada da sala de aula, após me aposentar, em torno de dois anos, ajudou muito no meu processo de reflexão e mudança. Na verdade, continuar estudando, me trouxe novas oportunidades de repensar minha prática.
Eu me reinventei. Descobri que para ter disciplina na sala de aula, por exemplo, não é necessário impor rigidez, nem tampouco exercer uma autoridade sem sentido.  O que realmente pode fazer a diferença é a franqueza, exercitar o “ouvir mais”, é criar vínculos de afeto com meus alunos, respeitando diferenças, reconhecendo que todos são humanos e assim, estão sujeitos a errar, mas é errando que se aprende.
          Cabe aqui uma reflexão. Sou muito feliz por ter vivido toda essa experiência no Magistério, e incrível, essa experiência do estágio, depois de tantos anos de sala de aula. Conscientizar-me, sobre o objetivo maior da verdadeira práxis transformadora, isso é o que ressignifica minha prática como educadora! Nas palavras de Freire (1979, p. 86): “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”.



            


domingo, 8 de dezembro de 2019

OS PROJETOS DE APRENDIZAGENS


Como abordei o assunto projetos de aprendizagens, com meus alunos?
As crianças não tinham ideia do que se tratava. Tentei dar uma visão sobre como se desenvolveria o trabalho, mencionei um pouco sobre as metas do projeto, e principalmente, falei a eles que os temas seriam trazidos por eles. Eles definiriam sobre o que gostariam de aprender. Partimos para a escolha dos temas (meta 1), cada grupo de três ou quatro alunos, foi sugerindo temas variados, e posteriormente fizemos a votação, elegendo os temas mais significativos para as crianças. Finalmente, os cinco temas mais votados, foram distribuídos entre os cinco grupos. Os temas dos PPAs foram os seguintes...
Animais em extinção (cervo do Pantanal e tubarão- tigre), Los Angeles (curiosidades), Torre Eiffel, Universo (Lua, Sol, Terra), Culinária.
Definidos os assuntos, os grupos partiram para a construção dos quadros de dúvidas temporárias e certezas provisórias (meta 2). Foram momentos muito ricos de compartilhamento do que já sabiam sobre os respectivos assuntos, e sobre o que precisariam pesquisar.
Quais as fontes pesquisadas?
Essa foi uma questão que gerou muitas dúvidas entre as crianças. E juntos, fomos descobrindo que existiam muitas possibilidades...
As tecnologias, foram grandes aliadas nesse processo de busca de informações. Conforme Schlemmer (2006, p. 36): “É importante refletir sobre como estamos nos apropriando das tecnologias digitais, e como estamos incorporando-as em nossa prática pedagógica, no dia a dia em sala de aula”.
Meu celular foi uma ferramenta importante.  Em sala de aula, acessando a internet, junto a sites com fontes confiáveis, eu circulava nos grupos e auxiliava nas pesquisas. As crianças que dispunham de computador e internet em casa, puderam contar com o apoio de familiares, que colaboraram, ajudando as crianças nas pesquisas. Na escola, contamos com o apoio da bibliotecária, e assim formamos uma parceria bem significativa. Na biblioteca tinha computador com internet disponível, além de um datashow, as crianças tiveram oportunidade de assistir vídeos do youtube sobre os temas dos PPAs. Também foram disponibilizados livros, para que as crianças buscassem informações. Rodas de conversa, enquete, ajudaram na construção de aprendizagens.



Ao iniciar o trabalho com os PPAs, tive a consciência, de que o essencial seria construir uma parceria com meus alunos. Sendo assim, foi necessário muito diálogo, com troca de dúvidas, elaboração de estratégias, refletir nas hipóteses, construir e desconstruir a práxis pedagógica e principalmente, elencar os nossos objetivos, no sentido de definir as metas a serem alcançadas. A parceria deu certo...
Freire (1991) afirma que, “a partir do diálogo, enfatiza-se a reflexão, a investigação crítica, a análise, a interpretação e a reorganização do conhecimento”, e refletindo nessa afirmação, criei muitos momentos de diálogo durante todo o desenvolvimento dos projetos de aprendizagens. Em todas as metas desenvolvidas dos projetos, realizamos rodas de conversa, onde as crianças tinham liberdade de expor suas ideias e sentimentos, em relação ao trabalho que se desenvolvia. As rodas de conversa unificavam e fortaleciam o trabalho dos grupos, e era um momento de compartilhamento entre os pares. Nesses momentos, as crianças   questionavam entre si, dando oportunidade para que cada grupo trouxesse aos demais, as informações de pesquisas.
Além disso, esses diálogos, ressignificavam o trabalho, no sentido de organizar estratégias para as etapas seguintes. Foi um processo maravilhoso, não tenho outra palavra para designar esses momentos! As rodas de conversa fortaleceram o desenvolvimento dos PPAs.
Ao decidir desenvolver PPAs no meu estágio obrigatório, revisitei o moodle, na interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação[1], busquei referências junto a autores trabalhados na interdisciplina, aplicando na prática, o que aprendi na teoria. Como diz Freire (1996, p. 25): “A teoria sem a prática vira verbalismo, assim como a prática sem teoria vira ativismo”.
No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora”. Essa ação criadora de que nos fala Paulo Freire, é resultado de muita reflexão, de muitos questionamentos e dúvidas. Mas é uma ação pensada e vivida coletivamente, entre educandos e educador. Foi exatamente assim que percebi minha práxis se transformando, no dia a dia, observando meus alunos, a construção de novos saberes, a vivência do processo de autonomia em cada criança.

PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

No início desse ano, participei de processo seletivo para professira referência, na Smed de Porto Alegre. Fiquei na classificação 24 de um total de 450.
Em 9 de outubro assumi uma turma de A33, turno tarde na Emef Lauro Rodrigues.
Estou bem satisfeita. Confesso que os desafios são muitos. Minha experiência sempre foi na Rede estadual.
Aos poucos, no dia a dia tenho aprendido muito.
Me sinto valorizada, quem dera que essa valorização fosse vivenciada na Rede estadual!!
Falo de valorização, tanto a nível salarial quanto de efetivo exercício das horas atividade que professor da Rede municipal tem o privilégio de usufruir, tendo o tempo necessário para construir seu planejamento e corrigir as atividades de seus alunos.
Estou realizada e confiante de que existe sim valorização docente fora da Rede estadual.
Ao mesmo tempo, me entristeço em perceber que, essa valorização que estou encontrando no município, deveria acontecer no estado.
Não tem como negar que, professora valorizada trabalha maos feliz e consequentemente, isso vai refletir no processo ensino aprendizagem.

sábado, 7 de dezembro de 2019

MENOS AUDITÓRIO, MAIS LABORATÓRIO...

Muito interessante o vídeo que assisti, na interdisciplina Aprendizagem e Desenvolvimento sob o enfoque da Psicologia II, onde  o professor Fernando Becker fala sobre como deve ser a escola construtivista. Uma escola que privilegie o indagar, o interagir, o testar, o cooperar, o descobrir, o ultrapassar, o dialogar, o refletir, o inventar!
Uma escola que instigue o aluno a apoderar-se do passado e planejar o seu futuro. Uma escola que empodere o aluno, no sentido de dar-lhe condições de pensar e agir sobre o objeto de aprendizagem.
Eu concordo plenamente, porém penso que isso não significa que os professores tenham que excluir  totalmente a epistemologia não construtivista. Acredito, por experiência própria, que há muita coisa boa  que pode ser integrada ao construtivismo. Portanto, partindo do que Jean Piaget afirmou, " toda a criança tem condições de aprender", e reforçado pelo professor Fernando Becker no vídeo, a função da escola é buscar epistemologias que oportunizem o pensar e o refletir!

TCC/PRODUÇÃO DE ESCRITA

O início do processo de escrita de meu TCC provocou um misto de ansiedade e dúvida. TCC até então, era sinônimo de dificuldade, desgaste, medo. Conforme fui trocando ideias com minha orientadora Aline Hernandez, fui percebendo que estava um tanto equivocada nesse pensar a respeito da elaboração de meu TCC. Fui desconstruindo essa ideia e me dando conta do quanto minhas vivências ao longo do curso e principalmente ao longo do meu estágio curricular obrigatório, fizeram toda a diferença nesse processo de construção.
                         Na versão 1 do TCC, produzi a introdução, porém encontrei certa dificuldade em pensar as próximas etapas. O referencial teórico começou a fluir no momento em que me dei conta, de que eu só produziria uma escrita significativa, a partir do momento que pudesse relacionar o referencial com minha prática, minha experiência vivída no chão da escola, no cotidiano de minha sala de aula.


O processo, fruto de muita reflexão e principalmente resultado de experiência muito significativa na minha trajetória docente. Após o estágio curricular obrigatório, na qual optei  por desenvolver projetos Pedagógicos de Aprendizagem, construindo assim uma prática inovadora visto que  nunca havia trabalhado com projetos genuínos anteriormente, registrarei por  aqui como se deu esse processo de mudança, como transformações ocorridas que se propiciam um processo de conscientização e subsequentemente reveladas, vivenciadas no cotidiano da sala de aula e do chão da escola.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Escolhendo o tema

A escolha do tema para o meu Tcc não foi escolga fácil. Ao longo de meu estágio,muitas questões surgiram e oportunizaram reflexões bem importantes.
A questão do uso de tecnologias digitais em sala de aula e na escola, sem dúvida , trouxeram uma inovação nunca antes vivenciada.
Também a questão  do desenvolvimento da autonomia nas crianças, evidenciada no dia em sala de aula , durante o desenvolvimento dos Projetos de Aprendizagens.
Mas a questão que perpassa todas as já citadas, foi a questão que vivenciei e que certamente é de uma relevancia muito significativa. A mudança em minha práxis pedagógica a partir dos estudos no Pead e o a Pedagogia de projetos que desenvolvi ao longo de meu estágio curricular obrigatório.