domingo, 8 de dezembro de 2019

OS PROJETOS DE APRENDIZAGENS


Como abordei o assunto projetos de aprendizagens, com meus alunos?
As crianças não tinham ideia do que se tratava. Tentei dar uma visão sobre como se desenvolveria o trabalho, mencionei um pouco sobre as metas do projeto, e principalmente, falei a eles que os temas seriam trazidos por eles. Eles definiriam sobre o que gostariam de aprender. Partimos para a escolha dos temas (meta 1), cada grupo de três ou quatro alunos, foi sugerindo temas variados, e posteriormente fizemos a votação, elegendo os temas mais significativos para as crianças. Finalmente, os cinco temas mais votados, foram distribuídos entre os cinco grupos. Os temas dos PPAs foram os seguintes...
Animais em extinção (cervo do Pantanal e tubarão- tigre), Los Angeles (curiosidades), Torre Eiffel, Universo (Lua, Sol, Terra), Culinária.
Definidos os assuntos, os grupos partiram para a construção dos quadros de dúvidas temporárias e certezas provisórias (meta 2). Foram momentos muito ricos de compartilhamento do que já sabiam sobre os respectivos assuntos, e sobre o que precisariam pesquisar.
Quais as fontes pesquisadas?
Essa foi uma questão que gerou muitas dúvidas entre as crianças. E juntos, fomos descobrindo que existiam muitas possibilidades...
As tecnologias, foram grandes aliadas nesse processo de busca de informações. Conforme Schlemmer (2006, p. 36): “É importante refletir sobre como estamos nos apropriando das tecnologias digitais, e como estamos incorporando-as em nossa prática pedagógica, no dia a dia em sala de aula”.
Meu celular foi uma ferramenta importante.  Em sala de aula, acessando a internet, junto a sites com fontes confiáveis, eu circulava nos grupos e auxiliava nas pesquisas. As crianças que dispunham de computador e internet em casa, puderam contar com o apoio de familiares, que colaboraram, ajudando as crianças nas pesquisas. Na escola, contamos com o apoio da bibliotecária, e assim formamos uma parceria bem significativa. Na biblioteca tinha computador com internet disponível, além de um datashow, as crianças tiveram oportunidade de assistir vídeos do youtube sobre os temas dos PPAs. Também foram disponibilizados livros, para que as crianças buscassem informações. Rodas de conversa, enquete, ajudaram na construção de aprendizagens.



Ao iniciar o trabalho com os PPAs, tive a consciência, de que o essencial seria construir uma parceria com meus alunos. Sendo assim, foi necessário muito diálogo, com troca de dúvidas, elaboração de estratégias, refletir nas hipóteses, construir e desconstruir a práxis pedagógica e principalmente, elencar os nossos objetivos, no sentido de definir as metas a serem alcançadas. A parceria deu certo...
Freire (1991) afirma que, “a partir do diálogo, enfatiza-se a reflexão, a investigação crítica, a análise, a interpretação e a reorganização do conhecimento”, e refletindo nessa afirmação, criei muitos momentos de diálogo durante todo o desenvolvimento dos projetos de aprendizagens. Em todas as metas desenvolvidas dos projetos, realizamos rodas de conversa, onde as crianças tinham liberdade de expor suas ideias e sentimentos, em relação ao trabalho que se desenvolvia. As rodas de conversa unificavam e fortaleciam o trabalho dos grupos, e era um momento de compartilhamento entre os pares. Nesses momentos, as crianças   questionavam entre si, dando oportunidade para que cada grupo trouxesse aos demais, as informações de pesquisas.
Além disso, esses diálogos, ressignificavam o trabalho, no sentido de organizar estratégias para as etapas seguintes. Foi um processo maravilhoso, não tenho outra palavra para designar esses momentos! As rodas de conversa fortaleceram o desenvolvimento dos PPAs.
Ao decidir desenvolver PPAs no meu estágio obrigatório, revisitei o moodle, na interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação[1], busquei referências junto a autores trabalhados na interdisciplina, aplicando na prática, o que aprendi na teoria. Como diz Freire (1996, p. 25): “A teoria sem a prática vira verbalismo, assim como a prática sem teoria vira ativismo”.
No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora”. Essa ação criadora de que nos fala Paulo Freire, é resultado de muita reflexão, de muitos questionamentos e dúvidas. Mas é uma ação pensada e vivida coletivamente, entre educandos e educador. Foi exatamente assim que percebi minha práxis se transformando, no dia a dia, observando meus alunos, a construção de novos saberes, a vivência do processo de autonomia em cada criança.

PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

No início desse ano, participei de processo seletivo para professira referência, na Smed de Porto Alegre. Fiquei na classificação 24 de um total de 450.
Em 9 de outubro assumi uma turma de A33, turno tarde na Emef Lauro Rodrigues.
Estou bem satisfeita. Confesso que os desafios são muitos. Minha experiência sempre foi na Rede estadual.
Aos poucos, no dia a dia tenho aprendido muito.
Me sinto valorizada, quem dera que essa valorização fosse vivenciada na Rede estadual!!
Falo de valorização, tanto a nível salarial quanto de efetivo exercício das horas atividade que professor da Rede municipal tem o privilégio de usufruir, tendo o tempo necessário para construir seu planejamento e corrigir as atividades de seus alunos.
Estou realizada e confiante de que existe sim valorização docente fora da Rede estadual.
Ao mesmo tempo, me entristeço em perceber que, essa valorização que estou encontrando no município, deveria acontecer no estado.
Não tem como negar que, professora valorizada trabalha maos feliz e consequentemente, isso vai refletir no processo ensino aprendizagem.

sábado, 7 de dezembro de 2019

MENOS AUDITÓRIO, MAIS LABORATÓRIO...

Muito interessante o vídeo que assisti, na interdisciplina Aprendizagem e Desenvolvimento sob o enfoque da Psicologia II, onde  o professor Fernando Becker fala sobre como deve ser a escola construtivista. Uma escola que privilegie o indagar, o interagir, o testar, o cooperar, o descobrir, o ultrapassar, o dialogar, o refletir, o inventar!
Uma escola que instigue o aluno a apoderar-se do passado e planejar o seu futuro. Uma escola que empodere o aluno, no sentido de dar-lhe condições de pensar e agir sobre o objeto de aprendizagem.
Eu concordo plenamente, porém penso que isso não significa que os professores tenham que excluir  totalmente a epistemologia não construtivista. Acredito, por experiência própria, que há muita coisa boa  que pode ser integrada ao construtivismo. Portanto, partindo do que Jean Piaget afirmou, " toda a criança tem condições de aprender", e reforçado pelo professor Fernando Becker no vídeo, a função da escola é buscar epistemologias que oportunizem o pensar e o refletir!

TCC/PRODUÇÃO DE ESCRITA

O início do processo de escrita de meu TCC provocou um misto de ansiedade e dúvida. TCC até então, era sinônimo de dificuldade, desgaste, medo. Conforme fui trocando ideias com minha orientadora Aline Hernandez, fui percebendo que estava um tanto equivocada nesse pensar a respeito da elaboração de meu TCC. Fui desconstruindo essa ideia e me dando conta do quanto minhas vivências ao longo do curso e principalmente ao longo do meu estágio curricular obrigatório, fizeram toda a diferença nesse processo de construção.
                         Na versão 1 do TCC, produzi a introdução, porém encontrei certa dificuldade em pensar as próximas etapas. O referencial teórico começou a fluir no momento em que me dei conta, de que eu só produziria uma escrita significativa, a partir do momento que pudesse relacionar o referencial com minha prática, minha experiência vivída no chão da escola, no cotidiano de minha sala de aula.


O processo, fruto de muita reflexão e principalmente resultado de experiência muito significativa na minha trajetória docente. Após o estágio curricular obrigatório, na qual optei  por desenvolver projetos Pedagógicos de Aprendizagem, construindo assim uma prática inovadora visto que  nunca havia trabalhado com projetos genuínos anteriormente, registrarei por  aqui como se deu esse processo de mudança, como transformações ocorridas que se propiciam um processo de conscientização e subsequentemente reveladas, vivenciadas no cotidiano da sala de aula e do chão da escola.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Escolhendo o tema

A escolha do tema para o meu Tcc não foi escolga fácil. Ao longo de meu estágio,muitas questões surgiram e oportunizaram reflexões bem importantes.
A questão do uso de tecnologias digitais em sala de aula e na escola, sem dúvida , trouxeram uma inovação nunca antes vivenciada.
Também a questão  do desenvolvimento da autonomia nas crianças, evidenciada no dia em sala de aula , durante o desenvolvimento dos Projetos de Aprendizagens.
Mas a questão que perpassa todas as já citadas, foi a questão que vivenciei e que certamente é de uma relevancia muito significativa. A mudança em minha práxis pedagógica a partir dos estudos no Pead e o a Pedagogia de projetos que desenvolvi ao longo de meu estágio curricular obrigatório.

sábado, 23 de novembro de 2019

RESGATANDO APRENDIZAGENS DO EIXO I/ PEAD

RESGATANDO APRENDIZAGENS DO EIXO I/ PEAD

Nessa semana aqui no blog, iniciarei a revisitação dos semestres do curso Pead, focando nas minhas aprendizagens em cada um. Resgatando autores e citações nas interdisciplinas estudadas.
As interdisciplinas propostas foram...

ESCOLA, PROJETO PEDAGÓGICO E CURRÍCULO
ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE
CORPOREIDADE
SEMINÁRIO INTEGRADOR I

Resgatando aprendizagens construídas na interdisciplina ESCOLA, PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E CURRÍCULO...

A interdisciplina trouxe uma luz a cerca da  importância do PPP de uma escola. Esse é sem dúvida um documento extremamente rico em informações pertinentes a tudo em que a escola acredita e como ela funciona. O PPP deve ser construído coletivamente por todos os membros inseridos nesse espaço, onde cada um deve ter voz e oportunidade de expor suas ideias na construção desse documento que em outras palavras "é a cara da escola"!

Nas leituras da interdisciplina, o texto "Um olhar sobre a Educação Moderna no século XXI", de Luciane Missio e Jorge Luiz da Cunha, traz reflexões importantes sobre o que acontece com a relação escola/sociedade, um grande desencontro, onde não há uma unidade de ideias, como se a escola pudesse viver isolada do que acontece no contexto social. O teto vai mais longe, mostrando o quanto a escola mantém o mesmo modelo e a mesma estrutura das primeiras escolas.

REFLETINDO SOBRE O PPP...

Então quando se fala e discute sobre a importância da construção coletiva desse documento, não tem como não se pensar na dificuldade de contemplar aspectos essenciais que devem constar nesse PPP.
Em que a escola acredita como primordial no processo de educar pessoas? Quais são os objetivos do processo ensino- aprendizagem que essa escola se propõe? Quais os valores que vão sustentar essa proposta educacional? Que cidadão quero educar?
Essas e outras questões precisam ser questionadas dentro da escola. Não apenas pela equipe diretiva, mas para os segmentos que fazem parte dessa instituição.
O sentimento deve ser de união, comunhão de ideias, colaboração e principalmente de tolerância no saber ouvir. O PPP deve estar em consonância com o que a escola representa e acredita o tempo todo.
Outro aspecto importante, é sobre a disponibilidade do PPP. PPP não é apenas um mero documento decorativo ou burocrático...
PPP deve estar acessível na supervisão da escola, à disposição dos sujeitos inseridos na escola, deve ser manuseado, visto e revisto, seja em reuniões pedagógicas, seja com fácil acesso a quem na escola é inserido, seja como professor, funcionário ou membro do Conselho Escolar da escola.
Mas na prática não é isso que se vê!
Eu, particularmente, nunca, ao longo dos meus anos de regência de classe na rede pública, tive acesso, ou vi colegas tendo acesso ao PPP em nenhuma das quatro escolas que atuei.
Na verdade isso não me causava estranheza. Pois só me dei conta dessa situação, após ingressar no Pead, quando na interdisciplina em questão, esse assunto foi discutido, gerando reflexões sobre PPP.

Para concluir minha postagem de hoje, deixo uma pequena reflexão...

Hoje pela manhã fui a escola em que realizarei meu estágio, fui tratar da coleta de assinaturas junto a direção e supervisão. Aproveitei e conversei sobre o PPP da escola, mencionei que para construir meu projeto, é necessário que eu tome conhecimento do PPP da escola.
Ficou acertado que nos dias em que farei a observação da turma, terei acesso ao documento, porém não poderei levar pra casa pra estudá-lo. Poderei conhecer o PPP, mas apenas manuseá-lo dentro da escola, portanto farei isso durante vários dias, conhecendo e tirando minhas dúvidas.
Eu entendo que, talvez por não fazer parte do corpo docente da escola, não seja possível levar o PPP pra casa a fim de conhecer com mais calma e tempo o documento. Suponho que, os outros professores tem essa liberdade, assim como os membros de outros segmentos do Conselho Escolar.

Planejamento Didático- Pedagógico

Planejamento Didático- Pedagógico

Na questão 1 da síntese reflexiva referente ao eixo VIII, proposto que eu construísse um planejamento didático, que integrasse diferentes áreas de conhecimento. Após refletir sobre a questão da interdisciplinaridade, buscando na minha experiência e vivência profissional, ideias e ações já planejadas anteriormente, nada me serviu.

Sou uma pessoa que busca o novo, que necessito criar e não copiar o que já foi feito. Não que isso seja sempre dispensável. Ações que trouxeram frutos positivos podem sim ser ressignificados e adaptadas na educação.

Porém, quando eu pensei no que gostaria de criar, meu questionamento foi...

''QUE CIDADÃO EU QUERO FORMAR"?

?????????

Essa questão me levou a refletir no quanto é importante o educador ter em mente esse questionamento.
Refletindo, veio a resposta...

UM CIDADÃO PLENO, CAPAZ, SENSÍVEL E AO MESMO TEMPO FORTE, AUTÔNOMO E CRÍTICO DO MUNDO. MAS CRÍTICO NO SENTIDO DE PROBLEMATIZAR PARA TRANSFORMAR QUANDO SE FIZER NECESSÁRIA A MUDANÇA. UM SUJEITO QUE PENSE COM SUA PRÓPRIA CABEÇA, MAS QUE SEJA CAPAZ DE OUVIR E DE MUDAR SE FOR O CASO. PRINCIPALMENTE QUE SEJA PLENO DE EMPATIA, COM O MUNDO AO REDOR.


A partir de então, eu decidi que gostaria de um planejamento que trouxesse à luz, Temas transversais/Ética/Solidariedade. Nada mais primordial para a formação de qualquer ser humano, do que essa questão do "aprender a ser solidário(a)", do "vivenciar o ser solidário(a)".

Então eu construi minha síntese do eixo VIII justamente focando nessa questão, procurei integrar as atividades, envolvendo diferentes áreas de conhecimento. Pensei em atividades de Língua Portuguesa, História e Geografia, Artes, Matemática, Ciências, de maneira que o eixo integrador fosse a questão da solidariedade.

Com a síntese pronta, lendo e relendo, pra ajustar aqui e ali, fui me dando conta de que lá adiante, nas oito semanas de estágio que irei realizar, é muito provável que eu leve esse foco pra sala de aula.
E as ideias vão chegando e chegando!!
Tanta coisa a fazer quando se pensa em formar pessoas!!
E me vem imediatamente um pensamento...

"EDUCAR NÃO É REPASSAR CONTEÚDOS, É MUITO MAIS DO QUE ISSO! EDUCAR É OPORTUNIZAR AÇÕES, ATITUDES, ESTRATÉGIAS, COMPARTILHAMENTOS PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DO SUJEITO."


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