quarta-feira, 25 de abril de 2018

EJA/ CONCEITO E FUNÇÕES


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A  interdisciplina EJA no |Brasil, tem propiciado conhecer um pouco mais da história da educação de jovens e adultos no Brasil, especificamente na reflexão sobre os sujeitos da EJA, suas características, necessidades e anseios.
A leitura do parecer CEB 11/2000, o parecer de Jamil Cury- Diretrizes Curriculares Nacionais da EJA, estabelece fundamentos e funções da EJA.
"A EJA é uma categoria organizacional constante da estrutura da organização nacional, com finalidades e funções específicas".

A EJA tem funções Reparadora, Equalizadora e Permanente.

A Função Reparadora da EJA estabelece a restauração de um direito negado, proporcionando uma igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano. A garantia de uma dignidade a que todos tem direito, e essa dignidade vem do direito a educação, seja em que tempo for.

A Função Equalizadora da EJA garante o resgate do processo não só de alfabetizaçãp, mas também de inserção nos processos de ensino- aprendizagem a que tem direito todo o cidadão. E é esse processo que vai direcionar o exercício pleno da cidadania aos sujeitos, que por diversos motivos, tiveram uma interrupção em seus estudos.

A Função Permanente da EJA vai garantir que o processo de ensino - aprendizagem resgate o direito essencial de todo o cidadão de se desenvolver, se apropriar e construir conhecimento ao longo de toda a sua vida, tendo respeitado sua diversidade.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

ESTUDE DO TEXTO DE RAYS (2000)

Na atividade de Didática e Planejamento, enfoque temático 2/ O que é planejar?, após os estudos e reflexões do texto de Rays (2000), Planejamento de Ensino: Um ato Político- Pedagógico, elaborei um quadro com as ideias principais, a "degustação", e a relação com a minha prática cotidiana. Os aspectos a serem abordados, dizem respeito aos cinco momentos essenciais para refletir, ao  elaborar um planejamento ensino- aprendizagem. posto abaixo o meu quadro:



A partir do texto do Rays (2000), complete a tabela abaixo:

MOMENTOS
PRINCIPAIS IDÉIAS
DEGUSTAÇÃO
RELAÇÃO COM A PRÁTICA
  1. “Escola e realidade social”




O contexto social do educando é essencial e alavanca para o planejamento.
Planejamento é ato pedagógico e político, e tem como subsídios, a realidade dos educandos.
Educador tem na prática pedagógica, uma atitude política.
Conhecer o contexto, e adequar o currículo problematização de conteúdos.
  1. “Retrato sociocultural do educando”



Realidade do educando vai direcionar o planejamento.
O mundo social e cultural do educando é valorizado.
Educador e educando engajados, aprendendo e ensinando.
O aluno não é tábula rasa.
Pressuposto epistemológico do construtivismo.
  1. “Objetivos de ensino-aprendizagem e conteúdos de ensino”


A aprendizagem deve contemplar três aspectos importantes: assimilação, elaboração e recriação do saber.
Ressignificação de saberes.
Dar relevância aos acontecimentos histórico sociais vivenciados pela sociedade, sem perder de vista os conhecimentos já construídos pelo educando.
  1. “Procedimentos de ensino-aprendizagem”



Participação dos educandos no planejamento, construir .redes de aprendizagem,valorizar a tríade pensar/repensar/agir.
Conexões para vivenciar a tríade pensar/repensar/agir( reflexões e busca)
Ouvir mais os educandos, desenvolver projetos que envolvam os sujeitos da aprendizagem. 

  1. “Avaliação da aprendizagem”



O verdadeiro significado de avaliar, está em desmistificar a ideia e ação de avaliação,  e  construir uma avaliação baseada na cultura da aprendizagem concreta e progressiva.
Avaliação inclusiva e empoderadora..
Olhar atento e diferenciado a cada educando, no sentido de que cada um tem seu “tempo”, portanto todos podem aprender e progredir. É absolutamente injusto usar parâmetros classificatórios.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

QUALIFICAÇÃO DA ESCRITA ACADÊMICA

Na interdisciplina Seminário Integrador, eixo VII, tópico 3, a atividade contemplará a escrita de um texto avaliativo, e produzido individualmente na aula presencial do próximo dia 16/04/18.
Para realizar a escrita do texto, fez-se necessário o resgate de quatro textos que foram trabalhados ao longo de eixos anteriores do Pead.
São eles: Modelos Pedagógicos, modelos epistemológicos, de Fernando Becker, Escolas Democráticas, utopia ou realidade, de Rosanei Tostoi, O construtivismo e sua ação educacional, de Lino de Macedo, e Maquinaria escolar, de Julia Varela e Fernando Alvarez.
Realizei as leituras de cada um dos textos e registrei as ideias principais de cada um desses textos.
O texto de Fernando Becker é rico em informações a respeito das diferentes formas de representar o processo ensino- aprendizagem e a sala de aula.
O texto de Lino de Macedo esclarece as diferenças entre o modelo pedagógico do construtivismo e do não construtivismo, explicitando as caracteristicas de uma sala de aula construtivista, do professor construtivista e da dinâmica desta epistemologia.
 O texto de Rosanei Tostoi traz informações sobre a dinâmica das escolas democráticas, citando o exemplo da Escola da Ponte, em Portugal e sua pedagogia libertária, livre das relações autoritárias tão presentes na pedagogia tradicional.
E o texto de Julia Varela e Fernando Alvarez, traça o histórico da educação ao longo dos séculos, desvendando conceitos e crenças, atitudes e ações, que foram definindo os rumos da educação, com características um tanto cristalizadas e excludentes que se percebe até hoje na sociedade contemporânea.

terça-feira, 3 de abril de 2018

MAPA CONCEITUAL

A primeira tarefa a distância da interdisciplina Linguagem e Educação, me possibilitou resgatar uma aprendizagem bastante interessante...
A construção de um Mapa Conceitual. Aprendizagem esta, que foi construída lá nos eixos anteriores, quando do trabalho sobre aprendizagens de projetos, no Seminário Integrador, e posteriormente, o desenvolvimento de um projeto, na interdisciplina Projetos Pedagógicos.
Encontrei inúmeras dificuldades quando me deparei com Mapa Conceitual...
mas com esforço e interação com as colegas e equipe do curso, o processo de aprendizagem foi fluindo...
Hoje, quando me deparei com a atividade de construção de um mapa conceitual, resgatei o que aprendi, fui ao blog pesquisar o que já havia aprendido, e decidi construir meu mapa conceitual sobre as teorias de aquisição da linguagem, no word.
Busquei ajuda num tutorial para resgatar a maneira de fazer uso dessa ferramenta no word.
Foi bem bacana, bem produtivo esse momento.
Hoje, sem dúvida, o caminho fica mais simples. O fato de já ter vivenciado essa aprendizagem de trabalhar com mapa conceitual, se somou ao meu aprendizado de hoje com o tutorial .
E penso que é assim que se processam as aprendizagens.
Não somos "tábula rasa". Temos experiências, vivências, ideias, que são assimiladas ao longo da vida, não importa a idade que se tenha. E essa bagagem sempre estará presente, propiciando, no momento de processar novas aprendizagens, propiciando uma desacomodação e uma nova assimilação.

quarta-feira, 28 de março de 2018

TECNOLOGIAS DA EDUCAÇÃO

Nesse eixo VII, foi disponibilizada a interdisciplina Educação e Tecnologias da informação e comunicação.
Já de imediato, com as primeiras leituras, fiquei surpresa com algumas descobertas!
Tinha como certa, a ideia de que tecnologia era sinônimo de ferramentas digitais.
Descobri, que não é bem assim!! Os simples materiais como lápis, caderno, livros, quadro e giz, são considerados tecnologias também!! Será que é isso mesmo?? Tenho muitas dúvidas a respeito do assunto.
Nos anos setenta, essas eram as únicas tecnologias apropriadas aos estudos e aprendizagens, que eram disponibilizadas na escola. Conforme os anos passaram, novas e diferentes tecnologias foram surgindo e a escola foi adaptando-se a elas. É isso mesmo??
Uma das tarefas que a interdisciplina solicitou, foi o preenchimento de uma planilha Excell, que registrasse a linha de tempo das tecnologias, ao longo da minha trajetória escolar. Foi a primeira vez que fiz uma planilha Excell. Incrível como se aprende todos os dias. É só querer aprender!!
Achei um pouco chato preencher a planilha, mas um aprendizado e tanto!!
Acredito que aprenderei muito com essa interdisciplina!!

quarta-feira, 21 de março de 2018

DIDÁTICA E PLANEJAMENTO...BOAS REFLEXÕES

A iniciação a Didática, me possibilitou resgatar os estudos e leituras a respeito dos modelos epistemológicos que direcionam a pedagogia. Pude refletir, fazendo um breve retrospecto da minha vivência como educadora ao longo dos anos.
A leitura do texto de Fernando Becker, "Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos", resgatou essas informações a respeito dos modelos de prática ensino-aprendizagem,, e despertou em mim novamente, a vontade de estar em sala de aula, exercendo a minha profissão.

No início, logo que ingressei no Magistério, o Empirismo direcionava minha prática. Sem experiência nenhuma, meu medo era de não conseguir ter o "controle da turma". Eu exercia uma pedagogia diretiva, exatamente igual ao tempo em que eu ingressei na escola primária.

Isso já faz tempo, logo que fui nomeada  para o Magistério estadual! Minha sala nunca tinha menos do que 30 alunos. Eu adorava! Aliás, sempre gostei muito! Mesmo com as caracteri´sticas epistemológicas do Empirismo, ainda assim eu adorava estar em sala de aula! Mas lembro que passei por momentos em que na sala de aula, enquanto as crianças copiavam a matéria, eu me pegava sentindo uma pontinha de melancolia e pensava..."não vou conseguir continuar nessa mesmice"..., ou então vinham pensamentos do tipo..."que rotina sem graça, sem alegria"...
E então, como que por encanto, eu criava atividades diferentes, pra fazer as crianças se agitarem um pouco, falarem, se alegrarem!


Hoje eu sei o que era isso!!
Era um grito lá de dentro, me dizendo, "acorda", "muda", "reflete"!!
E assim foi...
Aos poucos eu consegui modificar minha prática, e fui adquirindo algumas características da pedagogia construtivista, como a disposição das carteiras em grupos, a criação das regras de convivência colaborativamente, o ouvir mais os alunos, a flexibilização de ordens e regras, etc.

E a pouco tempo, com a chegada do Pead, tive a oportunidade de estudar, de conhecer mais sobre as práticas educativas mais saudáveis e promissoras! Eu sempre digo, que pena que o Pead não veio antes! Me aposentei a um ano, tinha os 25 anos de sala de aula, entrou a questão das mudanças que poderiam me prejudicar, em relação a tempo para se aposentar.
Tenho sentido muita vontade de retornar a sala de aula. E estou buscando isso. 

quarta-feira, 14 de março de 2018

TEORIAS DE AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

A aula presencial da interdisciplina Linguagem e Educação, possibilitou a discussão e reflexão, a respeito de como a criança constrói a linguagem. Em pequenos grupos, tivemos a oportunidade de trocar com os pares, nossas experiências pessoais, com filhos, sobrinhos, bem como nossa experiência junto as crianças pequenas, no caso, principalmente as que trabalham com os bem pequenos, e como as crianças vão desenvolvendo a aquisição da linguagem.
Observação, imitação, convívio, estimulos, são mecanismos importantes, que a criança se apropria na construção da linguagem.
Existem diversas teorias e estudos sobre o assunto da aquisição da linguagem pelas crianças.
Segundo Skynner, a imitação é um mecanismo importante na aquisição da linguagem pelas crianças. Havendo um estímulo do adulto, há uma resposta da criança no esforço de imitar e reproduzir os sons, as sílabas,as palavras. essa é uma teoria behaviorista.
A teoria de Chomski confronta com a de Skynner, pois segundo Chomski, a criança já nasce com as condições de aprender linguas, e embora o meio importe, a capacidade é inata. Essa é a teoria inatista.
Já a teoria interacionista, de Vigotsky, a aquisição da linguagem se dá pela interação com o meio.
Importante refletir sobre a complexidade dessas questões, pois a questão possibilita perspectivas a cerca do assunto, mas não estabelece verdades absolutas e ceticistas.
Sem dúvida a interdisciplina traz aprendizagens muito interessantes, aprendizagens pautadas em estudos e experiências no campo da aquisição da linguagem pelas crianças. Como cada criança constrói sua linguagem, a riqueza de seu vocabulário, que vai se expandindo e dando sentido a tudo que a rodeia.