No eixo II do Pead, as interdisciplinas propostas foram:
Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia I
Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica
Fundamentos da Alfabetização
Infâncias de zero a dez anos
Seminário Integrador II
Nos estudos da interdisciplina de Psicologia I, o foco foi na questão de como ocorre a aprendizagem na criança e sobretudo no papel primordial do afeto na relação professor- aluno.
As leituras, vídeos, fóruns e trocas com a professora e colegas, trouxeram reflexões bem importantes sobre essa questão do desenvolvimento afetivo da criança e no quanto a questão do emocional repercute na aprendizagem da criança. A interdisciplina trouxe uma luz sobre a questão da psicanálise de Freud, ressaltando os estudos de Freud sobre o inconsciente e a força que esse tem na maneira como cada indivíduo lida com suas demandas ao longo da vida. Sendo assim, o que cada um carrega em seu interior é uma incógnita, que muitas vezes fica a mercê da força desse inconsciente.
O funcionamento da mente humana, a partir dos estudos de Freud, com certeza deve fazer parte de todo o curso de formação de professores. Conhecer como se dá o desenvolvimento da mente e como os mecanismos de defesa do indivíduo podem camuflar e até bloquear a aprendizagem, vem agregar, para que o educador passe a entender melhor as ações e reações, suas e de seus educandos.
Na interdisciplina Escolarização, tive a oportunidade de refletir e resgatar a minha escolarização, desde a educação infantil, na época o jardim de infância, passando pas séries iniciais, resgatando memórias adormecidas mas não esquecidas, pois fizeram parte da minha trajetória de formação.
Depois os anos posteriores e o segundo grau, chegando na universidade.
O texto disponibilizado e que mais me trouxe reflexões na interdisciplina, sem dúvida foi o Maquinaria Escolar, de Fernando Alvarez e Júlia Varela.
A história da escolarização, ao longo dos séculos, suas peculiaridades, sobretudo trazendo informações importantes sobre o desenvolvimento da escola primária, os modos de educação e a visão de criança como instituição social, ligada a práticas familiares. Os colégios de jesuítas e a força da igreja como detentora de poder, definindo ações e atitudes , influenciando os rumos da educação.
O texto Maquinaria traça um painél bem abrangente de todo o processo de escolariação, fazendo refletir e questionar.
Na interdisciplina Infâncias de zero a dez anos, a reflexão ocorreu principalmente na questão da infância contemporânea, suas demandas, suas fragilidades e suas perspectivas.
A força da mídia na sociedade de consumo, com apelo constante sobre a infância, muitas vezes adultizando as crianças, arrancando delas a chance de viver a inocência e leveza próprias dessa fase de vida.
Os vídeos que assisti e entrevistas de Zygmunt Bauman me trouxeram reflexões bem importantes sobre a infância na pós modernidade. A "cultura do consumo exagerado", num mundo líquido, em que nada dura muito tempo, tudo se transforma muito rapidamente, inclusive sentimentos, desejos e a própria infância...
Necessário se faz, nós educadores, parar e pensar...
Quem educa nossas crianças no mundo contemporâneo? Ou Como educar nossas crianças? Qual meu papel de educadora num mundo tão frágil, tão inconcistente?
Esse processo de fluidez tem gerado ansiedade em adultos e crianças. Crianças consumidoras vorazes, sem tempo de viver sua infância.
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