terça-feira, 12 de junho de 2018

REFLETINDO SOBRE A QUESTÃO DA AVALIAÇÃO

N a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, tive a oportunidade de pensar e refletir na questão da avaliação como processo de inclusão, bem diferente daquela avaliação tradicional, em que o aluno era reduzido a um número, geralmente de zero a dez, que tinha como objetivo definir se o aluno sabia ou não sabia a matéria transmitida pelo professor.

Abaixo transcrevo minha reflexão no fórum da interdisciplina de Didática...


Re: Reflexão sobre avaliação
por DENISE DOS SANTOS PRADES - sábado, 9 Jun 2018, 18:02
Penso que o educador deve refletir muito sobre a questão do ato de avaliar seu aluno! Resgatando o verdadeiro objetivo da avaliação, como processo contínuo e com vistas a inclusão. Uma avaliação que contemple cada aluno com seus reais avanços, mínimos que sejam, mas nem por isso menos significativos.
O que acontece geralmente, nos contextos escolares, é uma avaliação classificatória, autoritária e excludente. As particularidades e progressos pessoais de cada aluno, muitas vezes não são considerados, pois a avaliação se resume a notas de provas, como se o aluno fosse resumido a um número de zero a dez, tendo como parâmetro, o aluno nota dez. 
Essa é uma avaliação injusta e fora de propósito. O aluno deve ser parâmetro dele mesmo. O pequeno aprendizado do dia a dia, a busca, o interesse, a pergunta... 
Os progressos evidenciados no dia a dia dentro da escola, da sala de aula, do universo desse aluno, esses progressos, essas novas posturas que vão dando significado as aprendizagens desse aluno, isso é o que deve ser levado em consideração no ato de avaliar, caracterizando-se assim, uma avaliação democrática e emancipatória.
Penso que esse é um dos grandes desafios dos educadores. Repensar a maneira como tem avaliado seus alunos, buscando transformar a avaliação num ato justo e atento.
Não tenho como não fazer uma breve reflexão, sobre como conduzi a questão da avaliação ao longo dos anos em que atuei como professora de anos iniciais na rede pública.É como se houvesse uma  linha separando o ANTES e o DEPOIS do Pead.Eu tratava a questão da avaliação de uma maneira bastante rígida e porque não dizer injusta. Falo injusta no sentido de que o ato de avaliar era um ato de classificar o bom aluno, aquele que aprende, aquele que tira altas notas nas provas, e o mau aluno, o que tem dificuldade de aprender, o que só tira nota baixa e por aí vai. Hoje vejo o ABSURDO disso.
A verdadeira avaliação está muito longe do que descrevi acima e que fazia parte do meu contexto. Faz um ano e pouco que não estou dando aula, e esse tempo tem me permitido repensar, refletir sobre minha prática como educadora. As leituras e os estudos proporcionados pelo curso de Pedagogia, sem dúvida que tem transformado meu pensamento e minha visão sobre avaliação.
Antes de deixar as salas de aula, eu já mostrava mudanças nessa questão de avaliar, não dando ênfase a provas, e sim considerando cada pequeno  dos meus alunos em sala de aula, e o mais importante, o interesse de cada aluno, em querer saber, em aprender.
Resultado de imagem para ver imagens de pensamentos de Paulo Freire sobre a avaliação


terça-feira, 5 de junho de 2018

TEORIA DE HENRY WALLON

Nos estudos da interdisciplina Linguagem e Educação, a leitura do texto "Contribuições de Henry Wallon à relação cognição e afetividade na educação", e principalmente a visualização do vídeo "A teoria do desenvolvimento de Henry Wallon", propiciaram reflexões e aprendizados bastante significativos.

A importância do fator emoção, no processo de desenvolvimento do ser humano, e sua consequente influência no processo educativo, certamente evidencia uma visão mais humanista e inclusiva da educação de crianças e jovens.

Segundo Wallon, o afeto influencia as relações e os processos de aprendizagem, , sendo um desafio para educadores, escolas e pais.
Cabe aqui uma pergunta...
Que ser humano queremos formar?
Quais as prioridades?
Quais as habilidades e competências devem permear o processo de ensino- aprendizagem?


As crianças e os jovens do século XXI, precisam e merecem uma educação mais humanista e menos exclusória.
Nesse sentido, as contribuições de Wallon nos trazem ricas informações e conceitos a refletir nas mudanças necessárias nesse contexto competitivo e individualista em que vivemos.

Wallon define os estágios de desenvolvimento como estágios geradores de evolução. onde cada estágio é alavanca para o próximo e traz junto para cada novo estágio, novas habilidades.
Estágio impulsivo- emocional, estágio sensório- motor e projetivo, estágio do personalismo, estágio categorial, estágio da adolescência. Todos são absolutamente importantes e mola propulsora de novas aquisições a nível cognitivo, afetivo e motor.
Esses est´gios nunca se acabam, pois o ser humano aprende sempre, por toda a vida. Segundo Wallon, o processo dialético de desenvolvimento nunca se encerra.

Fica a relexão na possibilidade de direcionar o processo educacional, tendo como prioridade a questão da relevância das emoções no ser humano e no quanto o afeto influencia as relações e processos de aprendizagem.