Na interdisciplina Seminário Integrador, ao relatar uma situação envolvendo discriminação, resolvi escrever sobre uma situação envolvendo duas crianças e que envolveu a questão do racismo.
Essa questão tem estado presente nas minhas reflexões e aprendizagens, não apenas pelos estudos na inter QERE, mas muito também, pelas aprendizagens que a mim estão sendo propiciadas, pelo curso de extenção que estou cursando na Ufrgs. O curso Diálogos para as relaçõs étnico- raciais na educação básica.
Eu tenho aprendido tanto e tenho refletido a ponto de mudar minha forma de ver a questão do racismo na sociedade brasileira.
Uma sociedade extremamente racista. Mas por vezes, de um racismo velado, um racismo silencioso, mas que existe sim e é eexcludente.
AS PESSOAS SE PERGUNTADAS, COSTUMAM DIZER QUE NÃO SÃO RACISTAS. MAS SEMPRE CONHECEM ALGUÉM QUE SEJA. UM AMIGO, UM CONHECIDO, UM FAMILIAR, MAS DE LONGE. NINGUÉM ASSUME QUE É RACISTA.
PENSO SER ESSE O MOTIVO DO PRECONCEITO SE PERPETUAR DE GERAÇÃO A GERAÇÃO. Na verdade as vezes se tem uma leve ilusão de que as coisas estão melhorando. Mera ilusão! Enquanto a sociedade não deixar cair as máscaras e se assumir como sociedade racista, a tendência é que o preconceito se perpetue, de forma velada que seja, mas se perpetue.
Aqui entra a grande responsabilidade da educação. Uma educação anti- racista, uma educação que desconstrua essa ideia de que o branco é mais, o branco tem mais direitos, o branco é o cidadão do bem.
Não existe isso! Hora de construir parâmetros igualitários, equidade racial verdadeira. Hora de resgatar diariamente na escola, a riqueza cultural que os negros adicionaram a sociedade brasileira.
Ensinar no chão da escola que o bem não cor definida. O bem pode ser de todas as cores. Valores que dignificam a raça HUMANA, não tem cor! As crianças podem e devem ser os transformadores desse contexto preconceituoso, que exclui as pessoas em função da cor!E cabe a nós educadores plantar essas sementes transformadoras para que germinem.
Penso que não se trabalha consciência negra só no dia 20 de novembro!!
Consciência negra deve estar no dia a dia de uma educadora consciente, que sabe que as coisas precisam mudar e que faz por onde!
Uma hora as coisas tem que mudar!
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
sábado, 2 de dezembro de 2017
CONSTRUINDO A SÍNTESE REFLEXIVA EIXO VI
Momento de reflexões sobre as aprendizagens construídas ao longo so semestre, do eixo 6. As interdisciplinas Seminário Integrador, Questões Étnico- Raciais na Educação, Psicologia II, Filosofia e Educação de Pessoas com Necessidades Especiais, focaram na importância do acolhimento a diversidade, e no combate ao preconceito e discriminação dentro do contexto escolar. É de vital importância, que educadores conscientes e comprometidos com a causa da educação, plantem no chão da escola as sementes da inclusão. Isso é possível e já acontece. Mas é um caminho árduo e com percalços. Nem todos entendem a causa. Nem todos percebem a urgência de desconstruir modelos um tanto equivocados e que alimentam uma ideologia excludente e cruel, e construir uma educação voltada a igualdade e ao acolhimento de sujeitos com demandas diversas. A diversidade humana é real e está em todos os contextos da sociedade contemporânea. E a escola, sendo espaço de construção de identidades, precisa mais do que nunca rever seus conceitos. Precisa ser um espaço democrático, efetivamente democrático, sem demagogias.
Cada sujeito inserido na escola tem o dever e o direito de sair da zona de conforto e partir para o enfrentamento. Enfrentamento aqui, no sentido de problematizar preconceitos e desmistificar velhas crenças que já não trazem benefício nenhum. A escola deve ser espaço de reflexões e atitudes. Refletir no que já não acrescenta, conservando valores importantes, assimilando e reprodizindo novos conceitos como o respeito as diferenças, o combate ao preconceito e o acolhimento de todos.
Cada sujeito inserido na escola tem o dever e o direito de sair da zona de conforto e partir para o enfrentamento. Enfrentamento aqui, no sentido de problematizar preconceitos e desmistificar velhas crenças que já não trazem benefício nenhum. A escola deve ser espaço de reflexões e atitudes. Refletir no que já não acrescenta, conservando valores importantes, assimilando e reprodizindo novos conceitos como o respeito as diferenças, o combate ao preconceito e o acolhimento de todos.