Muito interessante o vídeo que assisti, na interdisciplina Aprendizagem e Desenvolvimento sob o enfoque da Psicologia II, onde o professor Fernando Becker fala sobre como deve ser a escola construtivista. Uma escola que privilegie o indagar, o interagir, o testar, o cooperar, o descobrir, o ultrapassar, o dialogar, o refletir, o inventar!
Uma escola que instigue o aluno a apoderar-se do passado e planejar o seu futuro. Uma escola que empodere o aluno, no sentido de dar-lhe condições de pensar e agir sobre o objeto de aprendizagem.
Eu concordo plenamente, porém penso que isso não significa que os professores tenham que excluir totalmente a epistemologia não construtivista. Acredito, por experiência própria, que há muita coisa boa que pode ser integrada ao construtivismo. Portanto, partindo do que Jean Piaget afirmou, " toda a criança tem condições de aprender", e reforçado pelo professor Fernando Becker no vídeo, a função da escola é buscar epistemologias que oportunizem o pensar e o refletir!
terça-feira, 26 de setembro de 2017
terça-feira, 19 de setembro de 2017
MODELOS PEDAGÓGICOS/ PSICOLOGIA II
Na interdisciplina Psicologia da aprendizagens, estou estudando sobre os Modelos Pedagógicos e Epistemológicos. Bastante interessante o texto de Fernando Becker " Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos", que abrange de forma clara e objetiva as práticas pedagógicas de ambos os modelos.
Percebo que ao longo da minha vivência em sala de aula, tive características dos modelos pedagógicos da Pedagogia Diretiva e da Pedagogia Relacional.
Não apenas no início da carreira como professora, mas ao longo desta, não tenho como negar que a pedagogia diretiva( tradicional) , direcionou muito o trabalho em sala de aula. A questão da professora como transmissora de conhecimentos, certamente fez parte da minha prática. Porém hove um momento que essa prática não satisfazia. Fez-se necessária uma mudança, de modo que o ambiente de aprendizagem fosse mais dinâmico, mais participativo, mais instigante. Hoje, com os estudos de Psicologia, percebo que a Pedagogia Relacional esteve presente nesses últimos anos. A questão dos alunos serem parte atuante na construção de suas aprendizagens, com as trocas entre os pares, com a cooperação, com a criação de regras de convivência, tudo isso veio somar ao processo ensino- aprendizagem dos meus alunos.
Uma tarefa bastante interessante, foi a construção do quadro de diferenças entre os Modelos Epistemológicos e Pedagógicos de aprendizagem. Quadro esse, que transcrevo abaixo:
Percebo que ao longo da minha vivência em sala de aula, tive características dos modelos pedagógicos da Pedagogia Diretiva e da Pedagogia Relacional.
Não apenas no início da carreira como professora, mas ao longo desta, não tenho como negar que a pedagogia diretiva( tradicional) , direcionou muito o trabalho em sala de aula. A questão da professora como transmissora de conhecimentos, certamente fez parte da minha prática. Porém hove um momento que essa prática não satisfazia. Fez-se necessária uma mudança, de modo que o ambiente de aprendizagem fosse mais dinâmico, mais participativo, mais instigante. Hoje, com os estudos de Psicologia, percebo que a Pedagogia Relacional esteve presente nesses últimos anos. A questão dos alunos serem parte atuante na construção de suas aprendizagens, com as trocas entre os pares, com a cooperação, com a criação de regras de convivência, tudo isso veio somar ao processo ensino- aprendizagem dos meus alunos.
Uma tarefa bastante interessante, foi a construção do quadro de diferenças entre os Modelos Epistemológicos e Pedagógicos de aprendizagem. Quadro esse, que transcrevo abaixo:
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Categorias
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Modelo Epistemológico
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EMPIRISMO
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APRIORISMO
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CONSTRUTIVISMO
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Aula
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Pedagogia
diretiva
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Pedagogia
não diretiva
|
Pedagogia
relacional
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Disciplina
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conservadorismo
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Deixar
fazer
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Construção
de regras de convivência / relações fluidas
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Conteúdo/
Conhecimento
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Transferência
de conhecimentos construídos por gerações anteriores
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Aluno
carrega uma bagagem hereditária/ mérito ou déficit
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Recriar
os conhecimentos / problematizaçao
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Professor
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Transmite
conhecimentos/ aluno é tábula rasa
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Professor
facilitador/ o aluno já traz um conhecimento
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Professor
e aluno aprendem e ensinam
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Sujeito
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professor
( detém o conhecimento)
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aluno
( bagagem hereditária)
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Relação
dialética( aluno- professor-meio)
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Objeto
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Aluno(receptor
do conhecimento)
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Mérito/
Déficit herdado
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Assimilação/
construção de estruturas cognitivas
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Equações
(S e O)
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S<O
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S>O
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S<>O
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FONTE: BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento.
Porto Alegre: ARTMED, 2012.
T
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NA VIDA DAS PESSOAS
Na interdisciplina Filosofia da Educação, nessa semana tive a oportunidade de assistir um vídeo de Leandro Karnal, em que ele traz uma visão real da sociedade contemporânea e sua relações com o mundo virtual.
Hoje, as pessoas não tem tempo, nem paciência para encontros olho no olho. As relações estão cada vez mais caracterizadas pelo contato virtual. Perde-se muito. Perde-se oportunidades e momentos de construir e trocar no mundo real. No abraço, no beijo, no toque, nas emoções.
Não estou aqui criticando ou excluindo o lado bom da internet. Mas concordo com Leandro Karnal, quanto a intensidade e importância que as pessoas estão dedicando as redes sociais. Ok, o mundo evoluiu e a internet está aí pra mostrar isso. Mas pra mim, nada substitui o contato direto entre as pessoas. Atrás de um not ou computador, as pessoas criticam, comentam, iniciam e terminam " amizades" e relacionamentos. Tudo muito rápido, tudo muito artificial, tudo muito vazio. Eu, como educadora, sei que a internet faz parte da educação a medida que serve de suporte aos aprendizades de pesquisa. Mas é necessário cautela. Sabemos que há todo tipo de pessoas manuseando um computador, postando em redes sociais. Daí é imprescindível ue haja bastante orientação e discussão sobre isso com crianças e jovens.
Hoje, as pessoas não tem tempo, nem paciência para encontros olho no olho. As relações estão cada vez mais caracterizadas pelo contato virtual. Perde-se muito. Perde-se oportunidades e momentos de construir e trocar no mundo real. No abraço, no beijo, no toque, nas emoções.
Não estou aqui criticando ou excluindo o lado bom da internet. Mas concordo com Leandro Karnal, quanto a intensidade e importância que as pessoas estão dedicando as redes sociais. Ok, o mundo evoluiu e a internet está aí pra mostrar isso. Mas pra mim, nada substitui o contato direto entre as pessoas. Atrás de um not ou computador, as pessoas criticam, comentam, iniciam e terminam " amizades" e relacionamentos. Tudo muito rápido, tudo muito artificial, tudo muito vazio. Eu, como educadora, sei que a internet faz parte da educação a medida que serve de suporte aos aprendizades de pesquisa. Mas é necessário cautela. Sabemos que há todo tipo de pessoas manuseando um computador, postando em redes sociais. Daí é imprescindível ue haja bastante orientação e discussão sobre isso com crianças e jovens.
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS
O texto "História Geral do Atendimento à Pessoa com Deficiência", assim como o vídeo "História do Movimento Político das pessoas com deficiência no Brasil", trouxeram informações bem importantes sobre a trajetória de lutas e de vida das pessoas com diversas necessidades especiais.
Como educadora tenho muito a aprender sobre essas questão. Penso que a inclusão das crianças com necessidades especiais na escola regular, é direito incontestátel, e nós educadoras, temos sim o dever de nos conscientizar e encontrar maneiras de promover a interação entre portadores de necessidades especiais e não portadores de necessidades especiais,na sala de aula e na escola.
Penso também, que esse é um longo caminho, que passa pela formação necessária desses profissionais. As redes de ensino tem a obrigação de possibilitar formações e cursos que tratem exatamente desse assunto específico. Não me refiro apenas aos cursos de graduação, mas num contexto geral de formação de professores, como formação contínua. Infelizmente não é isso que se vê!! E quando uma criança com necessidades especiais ingressa numa sala de aula regular, muitas vezes, ou na maioria das vezes, essa criança se sente perdida. E não é culpa da professora nem dos colegas. A culpa é do sistema que exclui. Exclui quando não forma docentes para trabalhar com as múltiplas necessidadas especiais. Exclui quando a sociedade de maneira geral, não conhece a realidade dessas pessoas e nem faz força para conhecer. As pessoas só se dão conta da escasses de estruturae de recursos, quando em sua própria família nasce uma criança especial, ou por alguma fatalidade, algum familiar torna-se portador de necessidades especiais. A sociedade é egoista e exclusória.
Como educadora tenho muito a aprender sobre essas questão. Penso que a inclusão das crianças com necessidades especiais na escola regular, é direito incontestátel, e nós educadoras, temos sim o dever de nos conscientizar e encontrar maneiras de promover a interação entre portadores de necessidades especiais e não portadores de necessidades especiais,na sala de aula e na escola.
Penso também, que esse é um longo caminho, que passa pela formação necessária desses profissionais. As redes de ensino tem a obrigação de possibilitar formações e cursos que tratem exatamente desse assunto específico. Não me refiro apenas aos cursos de graduação, mas num contexto geral de formação de professores, como formação contínua. Infelizmente não é isso que se vê!! E quando uma criança com necessidades especiais ingressa numa sala de aula regular, muitas vezes, ou na maioria das vezes, essa criança se sente perdida. E não é culpa da professora nem dos colegas. A culpa é do sistema que exclui. Exclui quando não forma docentes para trabalhar com as múltiplas necessidadas especiais. Exclui quando a sociedade de maneira geral, não conhece a realidade dessas pessoas e nem faz força para conhecer. As pessoas só se dão conta da escasses de estruturae de recursos, quando em sua própria família nasce uma criança especial, ou por alguma fatalidade, algum familiar torna-se portador de necessidades especiais. A sociedade é egoista e exclusória.